Acaba de chegar à Netflix Brasil um daqueles filmes que não dá para ignorar se você gosta de ação de verdade: Furiosa: Uma Saga Mad Max. Lançado nos cinemas em 2024 e agora disponível no streaming, o longa de George Miller vem sendo apontado por muita gente como o melhor filme de ação do último ano e não é exagero.
Ele funciona ao mesmo tempo como prequel de Mad Max: Estrada da Fúria e como uma história independente, focada na origem de Furiosa, agora vivida por Anya Taylor-Joy, em uma jornada longa de vingança, sobrevivência e estratégia em um mundo totalmente quebrado.
Sobre o que é Furiosa: Uma Saga Mad Max?
A trama começa quando Furiosa é arrancada ainda criança do “Lugar Verde de Muitas Mães”, uma espécie de oásis secreto em meio ao deserto. Ela cai nas mãos de Dementus, líder de uma gangue de motoqueiros tão carismático quanto cruel, interpretado por Chris Hemsworth. A partir daí, a vida da personagem vira uma sequência de sequestros, trocas de poder e tentativas de fuga em um cenário onde água, combustível e munição valem mais do que qualquer moeda.
Ao longo de anos, Furiosa passa pelas mãos de diferentes senhores da guerra até chegar à Cidadela, reduto de Immortan Joe. É nesse mundo de escassez controlada, hierarquias rígidas e acordos sangrentos que ela aprende a observar, esperar e planejar. Em vez de apenas “sobreviver”, ela vai se tornando uma estrategista que entende cada engrenagem da guerra por recursos no deserto.

- A história cobre vários anos da vida de Furiosa, da infância à figura implacável vista em Estrada da Fúria
- O foco está menos em Max e mais em como o mundo de Mad Max funciona nos bastidores
- A narrativa mostra como ela transforma trauma em método, e não só em raiva
Por que tanta gente chama o filme de o melhor do último ano?
Primeiro, porque George Miller continua fazendo algo que poucos diretores conseguem: ação visualmente caótica, mas completamente compreensível. As perseguições, explosões e batalhas de veículos são grandes, detalhadas e filmadas com clareza, sem depender só de cortes rápidos. Ainda assim, Furiosa não tenta repetir Estrada da Fúria, em vez de uma longa perseguição contínua, o filme aposta em capítulos que constroem uma espécie de “odisseia” da personagem pelo deserto.
Segundo, porque a recepção crítica foi muito forte. O filme estreou em Cannes com elogios à direção, às sequências de ação e à atuação de Anya Taylor-Joy, e hoje mantém índice altíssimo em agregadores como Rotten Tomatoes, sendo frequentemente listado entre os melhores lançamentos de ação recentes. Ao chegar à Netflix, rapidamente entrou no Top 10 de filmes mais vistos no Brasil, o que reforça que a curiosidade do público acompanha esse bom boca a boca.
O que Anya Taylor-Joy e Chris Hemsworth entregam em cena
Anya Taylor-Joy assume uma Furiosa com pouquíssimas falas, e isso é proposital. A personagem observa mais do que fala, calcula mais do que desabafa. A atuação é muito física: olhares, postura, forma de se mover entre máquinas e guerreiros contam a história tanto quanto os diálogos. Aos poucos, a protagonista vai deixando de ser apenas vítima do sistema para se tornar alguém capaz de dobrá-lo a seu favor.
Chris Hemsworth, por outro lado, faz exatamente o caminho oposto da imagem clássica de herói que o consagrou em outros papéis. Seu Dementus é exagerado, teatral, quase cômico em alguns momentos, mas sempre perigoso. Ele encarna aquele tipo de líder que conquista seguidores na conversa, na promessa e no espetáculo, mesmo quando tudo ao redor é miséria. Essa combinação de carisma e brutalidade dá ao filme um vilão memorável, à altura do peso da protagonista.






