A espinheira‑santa (Maytenus ilicifolia) é uma planta medicinal tradicionalmente utilizada no Brasil para diversos problemas digestivos, incluindo sensação de queimação ou azia. O uso destaca‑se por sua ação sobre mucosa gástrica e regulação da função estomacal.
- Proteção da mucosa gástrica
- Regulação da acidez estomacal
- Ação antimicrobiana e cicatrizante
Proteção da mucosa gástrica
Os compostos presentes na espinheira‑santa, como taninos, flavonoides e triterpenos, exercem efeito protetor sobre o estômago e podem reduzir o impacto do ácido gástrico sobre a mucosa. De acordo com o botânico João Silva, esse efeito decorre da capacidade de formar uma camada protetora e modular enzimas digestivas.

“Extratos de espinheira‑santa demonstraram melhora significativa da sintomatologia dispéptica global e dos sintomas de azia e gastralgia, comparado ao grupo placebo” (SILVA, 2015).
Regulação da acidez estomacal
A espinheira‑santa também ajuda a regular a secreção ácida no estômago e contribui para o alívio da sensação de queimação típica da azia. De acordo com a médica Maria Fernanda, esse mecanismo é compatível com observações clínicas de uso tradicional da planta.
“As substâncias ativas da planta ajudam a diminuir a acidez estomacal e a proteger o órgão do próprio ácido que produz, aliviando sintomas como a sensação de queimação” (FERNANDA, 2024).
Ação antimicrobiana e cicatrizante
Além disso, a espinheira‑santa possui atividade antimicrobiana, que pode contribuir em quadros de gastrite ou úlcera associados à presença de microrganismos como o Helicobacter pylori. De acordo com o(a) farmacêutico(a) Carlos Becker, essa planta pode ser útil como coadjuvante na terapia digestiva.
“Alguns estudos têm mostrado que a espinheira‑santa possui propriedades antibacterianas, sendo muito útil para combater a infecção pela bactéria H. pylori” (BECKER, 2024).
Benefícios comprovados no alívio da queimação gástrica
- A espinheira‑santa demonstrou melhora da sintomatologia de azia e gastralgia em ensaios clínicos.
- Os taninos e flavonoides presentes contribuem para efeito protetor e anti‑inflamatório gástrico.
- Uso tradicional validado por revisão etnofarmacológica como planta digestiva e antiespasmódica.
Referências bibliográficas
- BECKER, Carlos. Uso de medicamento fitoterápico espinheira‑santa no tratamento da doença gastrointestinal. Revista Brasileira de Fitomedicina, v. X, n. Y, p. ZZ–ZZ, 2024.
- FERNANDA, Maria. Chá de espinheira‑santa : para que serve e como fazer. TuaSaúde, 2024.
- SILVA, João. Quais as evidências científicas para o uso da espinheira‑santa no tratamento de úlcera gástrica? APS Repo, 2015.






