Seguro-viagem: entenda o que é, como funciona e tipos de cobertura

Recurso tem ajudado viajantes na redução de gastos com problemas de saúde e outros imprevistos durante viagens nacionais e internacionais

04/07/2019 10:55
Pixabay/Skeeze
(foto: Pixabay/Skeeze)
Você já ouviu falar em seguro-viagem? Se sim, já se recusou a incluí-lo em seu pacote turístico, por achar desnecessário? Talvez você mude de ideia depois de ler este texto! 

A contratação de um seguro para viagens não é comum para os brasileiros, e muita gente ainda acredita que é apenas mais um gasto que as agências de viagem tentam forçar ao consumidor para faturar mais nos pacotes. Não é bem assim! 

Por não entender a importância do seguro – e, mais ainda, o quão acessível ele pode ser –, muitas pessoas ainda viajam correndo riscos impensáveis, e podem até ter sua entrada negada em alguns países se não tiverem um seguro contratado. 

Continue lendo para conhecer tudo sobre o seguro-viagem: como funciona, por que ele é o melhor amigo de quem quer viajar com responsabilidade e livre de dores de cabeça, e como você pode encontrar a melhor alternativa de seguro para a sua viagem!  
 

O que é o seguro viagem 

O seguro-viagem é um serviço que oferece apoio para imprevistos, acidentes e eventualidades que podem acontecer antes, durante ou depois de uma viagem. Ao contratá-lo, o viajante estará protegido caso precise de atendimento médico, jurídico, assistência com bagagens ou voos, entre outras coberturas. 

Desde 2016, seguro-viagem e assistência viagem são nomes que identificam o mesmo produto. Até então, quem contratava um seguro deveria arcar com as despesas necessárias e depois solicitar o reembolso junto à seguradora, enquanto os contratantes da assistência podiam contar com estabelecimentos conveniados à prestadora do seguro. 

Atualmente, é possível contratar apólices nessas duas modalidades, conforme a preferência do cliente, sob a nomenclatura seguro-viagem. 

Em suma, o seguro-viagem é uma forma de garantir mais segurança e comodidade para quem viaja. Afinal, cuidados com saúde fora do Brasil podem custar muito caro – na casa dos milhares de dólares! –  e é sempre bom evitar problemas como problemas de atraso, cancelamento e outras dores de cabeça comuns com companhias aéreas e de turismo.

Como o seguro funciona

 

O seguro-viagem funciona de forma semelhante ao seguro automobilístico, fornecendo coberturas a situações imprevistas. Normalmente, os seguros contratados incluem os seguintes serviços em suas apólices:

  • Despesas médicas, hospitalares e odontológicas, a chamada cobertura DMHO, em viagens nacionais e internacionais, que garante indenização das despesas em casos de acidentes pessoais, enfermidades agudas ou súbitas durante viagens;
  • Traslado médico, que contempla a remoção ou a transferência do segurado para outra clínica ou hospital que melhor possa atendê-lo em caso de acidente ou enfermidade;
  • Traslado de corpo, que indeniza as despesas de liberação e transporte do corpo do segurado falecido até o seu domicílio ou sepultamento;
  • Regresso sanitário, que cobre as despesas de retorno do segurado caso este não possa retornar ao seu domicílio como um passageiro normal;
  • Morte em viagem, acidental ou natural, que paga o capital segurado ao beneficiário do seguro;
  • Invalidez permanente parcial ou total por acidente, uma indenização em caso de perda de capacidade parcial ou definitiva de membros ou órgãos por uma lesão em acidente pessoal durante o período da viagem. 

As coberturas de DMHO, regresso sanitário, traslado médico e de corpo são obrigatórias em seguros para viagens ao exterior. Não é permitido que as apólices cubram apenas acidentes pessoais, sem incluir enfermidades agudas e/ou súbitas. 

Para portadores de doenças preexistentes, a cobertura do seguro é limitada a episódios de crise que necessitem de atendimento de emergência ou urgência para serem estabilizados, e permitirem a continuidade da viagem ou a volta do segurado ao seu domicílio. 

Além disso, as seguradoras também incluem outra coberturas facultativas que são bastante interessantes:

  • Cancelamento da viagem, que reembolsa despesas de passagens, transporte, passeios e hospedagem se o segurado não puder viajar ou continuar viajando por alguma razão;
  • Regresso antecipado, que garante a indenização do traslado do segurado caso um evento coberto pelo seguro provoque um retorno antecipado da viagem;
  • Despesas com funeral, caso o segurado venha a falecer durante a viagem;
  • Assistência jurídica, que prevê o atendimento com advogados caso necessário, com cobertura ou reembolso de honorários;
  • Assistência farmacêutica, para medicamentos em tratamentos emergenciais;
  • Indenização para extravio, furto, roubo, dano parcial ou destruição da bagagem;
  • Reembolso de custo para emitir a segunda via em caso de perda, furto ou roubo de documentos, cartões de crédito e de débito. 

Vale lembrar que os valores pagos em cada cobertura são estabelecidos em contrato, e o pagamento estará sujeito às comprovações necessárias em cada caso. Por isso, ao contratar um seguro-viagem, esteja sempre atento aos termos do contrato e às condições de indenização de cada cobertura! 
 

Importância 

 

Como já mencionamos, o seguro-viagem é uma aquisição muito importante para quem deseja viajar tranquilo. Ele assegura que, caso um acidente ou imprevisto aconteça, você poderá seguir sua viagem ou retornar para casa, e que sua família ou beneficiário receberá uma indenização caso o pior aconteça. 

Poucas pessoas levam essas questões em conta na hora de planejar uma viagem, mas a realidade é que estamos sujeitos a inúmeros acontecimentos.

Mulheres grávidas, por exemplo, não devem viajar sem um bom seguro, ainda que seja uma viagem curta, até mesmo nacional. O motivo? Gestantes podem sofrer com a mudança de ambiente, longos voos e situações de estresse que podem culminar em riscos para a sua saúde e a saúde do bebê. Já imaginou ter que providenciar um parto prematuro em outro país? 

Um seguro com assistência médica inclusa aliviaria grande parte dessas preocupações, além de cobrir os custos e garantir que a gestante receba o atendimento que precisa. 

Outra situação que mostra a importância do seguro são as viagens com crianças, que ficam empolgadas com as novidades e desatentas à segurança. Um braço quebrado pode custar mais de US$15.000 em um hospital nos Estados Unidos, um custo que pode até impossibilitar que a família continue viajando. 
 
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(foto: Pixabay/Skitter Photo)
  

Tipos de seguro-viagem

Existem diversos tipos de seguro-viagem, que variam de acordo com a finalidade e o perfil do segurado. Para empresas, por exemplo, existem planos específicos para executivos que viajam com frequência e também para equipes que costumam viajar sempre juntas.

Já para viajantes individuais, as opções são ainda mais variadas. Quem viaja para estudar precisa de seguros especiais para essa situação, pois a estadia é mais longa. Viagens de turismo contam com outras coberturas, e se for viajar de navio, existe um seguro marítimo que cobre imprevistos em alto-mar.

Outros tipos de seguros existentes são:

  • Seguro-viagem para idosos, que contempla coberturas diferenciadas para viajantes acima de 70 anos;
  • Seguro-viagem para esportes radicais, indicado para quem viaja para esquiar, fazer trilhas, escaladas e outras modalidades que podem provocar acidentes;
  • Seguro viagem anual, para quem viaja duas ou mais vezes por ano para fora do país.

O seguro viagem costuma ser calculado por dia, mas deve ser pago integralmente no ato da contratação. Para viagens de intercâmbio, com estadia de um ou mais anos, o valor geralmente pode ser parcelado. Os prêmios, ou indenizações, podem ser pagos ao beneficiário de uma só vez ou em forma de renda, dependendo da cobertura. 

A maior parte das agências de viagens conta com empresas parceiras para oferecer planos de seguro, muitas vezes já incluídos nos pacotes da agência. Você também pode cotar de maneira independente, diretamente com uma seguradora ou corretor, ou, ainda, pesquisar o melhor preço entre as diversas seguradoras de acordo com o seu destino e tempo da viagem.

Diversas corretoras permitem fazer a cotação online, sem precisar ir até uma loja ou escritório. Assim, o viajante pode comparar as coberturas e os preços oferecidos pela agência de viagem e entre as próprias corretoras, e escolher o seguro que melhor atende às suas necessidades. 

Os seguros para viagens nacionais chegam a custar apenas R$2,00 por dia, enquanto nas viagens internacionais o viajante desembolsa entre R$10,00 e R$30,00 por dia em um seguro completo. A ferramenta de busca Seguros Promo exibe todas as opções disponíveis de acordo com preço e cobertura.

Uma última dica é buscar fechar negócio com uma seguradora que ofereça atendentes que falam português, se você não fala outro idioma. Em um momento de ansiedade e estresse, faz toda a diferença poder se comunicar na sua própria língua. Lembre-se de imprimir todos os comprovantes do seguro, e levá-los consigo junto de seus documentos durante a viagem. 
 

Obrigatoriedade do seguro

 

Na América Latina, apenas dois países exigem seguro-viagem para turistas: Venezuela e Cuba. Nos demais territórios, não há obrigatoriedade no seguro, mas ele não deixa de ser aconselhável, pelos diversos benefícios que oferece ao viajante.

Para os EUA também não é necessário viajar com seguro contratado, mas é uma dica inteligente para quem não viaja com os bolsos cheios. Os custos de saúde no país são extremamente elevados, pois não há um sistema público de cuidados. Caso você precise de uma ambulância, por exemplo, você pode ter que desembolsar uma média de US$2.000, dependendo da cidade. 

Na Austrália, viajantes com visto de estudos só passam da fronteira com um seguro de saúde específico, que garante o acesso ao sistema público de saúde do país pela vigência do visto. 

Já na Europa, há um acordo vigente chamado Tratado de Schengen, que trata de políticas de controle de fronteira dos 26 países signatários. A partir dele, foi instituído o trânsito livre entre os países por um período máximo de 90 dias, desde que cumpridos os requisitos acordados entre os membros. 

Um deles é a exigência do seguro viagem de valor mínimo de 30 mil euros, válido em todos os países do acordo. Assinam o Tratado de  Schengen:
 
  • Alemanha;
  • Áustria;
  • Bélgica;
  • Dinamarca;
  • Eslováquia;
  • Eslovênia;
  • Espanha;
  • Estônia;
  • Finlândia;
  • Grécia;
  • Holanda;
  • Hungria;
  • Itália;
  • Islândia;
  • Letônia;
  • Luxemburgo;
  • Malta;
  • Noruega;
  • Polônia;
  • Portugal;
  • República Tcheca;
  • Romênia;
  • Suécia;
  • Suíça.

Se você pretende viajar para um desses países e seguir viajando para outros da lista, verifique os demais requisitos para não ser surpreendido! Mas, não se preocupe. A contratação do Seguro Viagem Europa é super fácil. Verifique as opções disponíveis para os destinos europeus.

Além do Tratado de Schengen, alguns países da Ásia também demandam a contratação do seguro viagem para entrar em seu território, como os Emirados Árabes Unidos e o Catar.