Viajar para Bariloche: será que vale a pena ir no outono, sem neve?

Nesta época do ano, viajar para Bariloche, cidade na Cordilheira dos Andes, ganha tons de marrom e vermelho, quando as temperaturas ficam mais amenas e os turistas redescobrem um belo destino

por Estado de Minas 28/03/2019 16:05

Chiwi Giambirtone/Divulgação
Cidade ganha um novo cartão-postal nesta estação. Sem neve, vegetação ganha destaque na paisagem (foto: Chiwi Giambirtone/Divulgação)
 

 

Visitar Bariloche no outono é uma experiência imperdível. A época é linda para conhecer a cidade, descobrir a beleza de seu pôr do sol e a vasta gama de cores que apresentam seus bosques: montanhas na cor de marrom e amarelo repletas de árvores com folhas avermelhadas, como as lengas e os álamos.

 

E, assim como nas outras estações, o que não faltam são atividades para curtir, fazendo com que viajar para Bariloche no outono seja uma ótima ideia. Nessa época, é possível percorrer o Circuito Chico, chegar à base do Monte Catedral, visitar o bar de gelo, estar em contato com a natureza e muito, muito mais, deve entrar no roteiro de quem se aventura até a região entre os meses de março e junho.

 

Viva a experiência completa de outono e, quem sabe, você até tem a sorte de ver a primeira nevasca do ano?

 

O outono começa, exatamente, em 20 de março, e marca o início da queda das temperaturas na cidade. Nos dois primeiros meses do ano, os termômetros chegam a marcar até 30 graus. Já em junho, quando termina a estação, a temperatura máxima não chega a 5 graus, que é quando podem ocorrer as primeiras nevascas, já preparando a cidade para a temporada de inverno.

 

Chiwi Giambirtone/Divulgação
Festival de chocolate ocorre de 18 a 21 de abril (foto: Chiwi Giambirtone/Divulgação)
 

O que fazer ao viajar para Bariloche

 

Ainda no outono, é possível curtir datas especiais na cidade. Para celebrar a semana santa e a Páscoa, Bariloche sedia o Festival do Chocolate, que acontece de 18 a 21 de abril. Foram do festival, a cidade abriga diversas chocolaterias em uma única rua, a Calle Mitre, onde os visitantes se deliciam com essa iguaria, que é uma das especialidades da região.

 

A Rua Calle Mitre também reúne algumas comodidades e comércios relevantes para quem não dispensa um passeio às compras. Além das lojas especializadas em chocolates, é possível encontrar lojas, bancos, supermercados, agências de turismo e casas de câmbio.

 

Circuito Chico em Bariloche

 

O Circuito Chico é uma atração imperdível na cidade. Trata-se de um passeio completo que permite que o visitante conheça Bariloche de uma ponta a outra. O roteiro começa no centro da cidade, seguindo pela margem sul do Lago Nahuel Huapi. Avançando pela Avenida Bustillo, você encontra o Club Regatas na altura do quilômetro 20 - é lá onde fica a península de San Pedro.

 

Península de San Pedro

 

A 20 km da cidade, a península de San Pedro é o lugar perfeito para quem quer tranquilidade e belas paisagens. A região oferece alguns pontos com ótima visibilidade, entregando aos visitantes vistas panorâmicas das colinas, em contraste com os lagos. Nos períodos mais amenos, também vale a pena aproveitar a bela praia. Por lá é possível encontrar restaurantes e opções de hospedagem mais envolvidas com a natureza.

 

Colonia Suiza e Curanto

 

O circuito segue para a península Llao Llao, passa pela Villa Tacul, depois do Lago Moreno, onde é possível conhecer a Colonia Suiza, um pedaço da Suíça em Bariloche. Por lá, um prato clássico da cultura chilena pode ser degustado, o Curanto. 

 

O Curanto é um prato tradicional local que utiliza pedras e folhas das árvores típicas para cozinhar os alimentos, como carnes, peixes e legumes. Ele é feito em um buraco na terra, com 15 cm de profundidade, onde são colocadas pedras que são aquecidas e, sobre elas, uma camada de folhas aromáticas, retiradas de árvores Nalca ou Maqui.

 

Os alimentos são inseridos na camada de folhas e cobertos com uma nova camada acompanhada de lenços úmidos que agem na manutenção do calor. Depois, tudo é coberto com terra, o que dá vida a uma espécie de forno improvisado à pressão. Quem prova a iguaria destaca o sabor incomparável atribuído ao processo de defumação dos alimentos.

 

E não para por aí. A 17 quilômetros do centro da cidade, o Circuito Chico passa pelo monte de Campanário, um dos mirantes mais lindos com vista privilegiada da cidade toda. No caminho do circuito existem várias casas de chá muito charmosas e aconchegantes, onde é possível fazer uma parada para se aquecer e admirar a paisagem do local.

 

Chiwi Giambirtone/Divulgação
Beleza e imensidão do Lago Nahuel Huapi impressionam (foto: Chiwi Giambirtone/Divulgação)
  

Passeio de catamarã surpreendente

 

Para quem gosta de natureza, a Ilha Victoria e o Bosque de Arrayanes são uma boa pedida. Considerado um dos passeios mais lindos da região, o turista pode embarcar em um catamarã e navegar pelas águas calmas do Lago Nahuel Huapi. 

 

Com paisagens deslumbrantes, a Isla Victoria brinda o viajante com pinheiros, praias desertas, água verde-esmeralda e um “clima” que vai de sossegado a romântico – além de inesquecível. 

 

Para quem adentra o Bosque de Arrayanes, confere uma vegetação típica que parece de filmes e livros de personagens em quadrinho. Em meio à floresta, a caminhada se torna mágica.

 

Planejando a viagem para Bariloche

 

Brasileiros que querem viajar para Bariloche não precisam se preocupar com a emissão de visto. Como o Brasil é membro do Mercosul, o traslado entre outros países membros pode ser feito com a apresentação do documento oficial de identidade ou passaporte, como é o caso do Chile. Mas fique atento, apenas a carteira de identidade é aceita, não é possível utilizar documentos secundários como a Carteira Nacional de Habilitação.

 

Normalmente, os voos que saem do Brasil fazem conexão em Buenos Aires, com exceção da alta temporada, no período de inverno, quando são definidos voos diretos. Por isso, é importante estar atento aos detalhes da conexão, já que Buenos Aires conta com dois aeroportos, Ezeiza, a 50 minutos do centro da cidade e o Aeroparque, na região central e os voos do Brasil costumam pousar em Ezeiza, enquanto os voos de Buenos Aires a Bariloche saem do Aeroparque. Por isso, muita atenção aos horários!

 

Para garantir os melhores preços, vale a pena comprar com antecedência e pesquisar muito. As viagens para Bariloche com milhas podem ser uma ótima opção. Aqui você pode pesquisar, comparar preços e aproveitar passagens com até 50% de desconto em relação aos praticados pelas companhias aéreas.

 

Além de se planejar para garantir a passagem, é importante saber que Bariloche utiliza o Peso Argentino como moeda oficial. Assim, é crucial acompanhar informações sobre cotação para realizar o câmbio na hora certa e conseguir fazer o real render mais por lá. Enquanto escrevíamos este conteúdo, um peso argentino correspondia a R$ 0,123 (reais) com câmbio em Belo Horizonte.

 

Além desses detalhes, pode ser uma boa seguir um pequeno roteiro de planejamento:

 

  • Definir as datas ideias;
  • Pesquisar, comparar e comprar passagens para Bariloche;
  • Definir a hospedagem;
  • Avaliar os passeios turísticos e opções de lazer que combinam com o seu perfil de viajante;
  • Acompanhar a cotação do Peso Argentino para realizar o câmbio (lembre-se que as transações em cartão de crédito são acrescidas do IOF)
  • Fazer as malas observando o limite de bagagem da passagem aérea comprada;
  • Não esquecer a carteira de identidade na hora de viajar;
  • Aproveitar bem a encantadora viagem, independente da estação do ano!

 

Para quem quer ir além conhecendo outros lugares na Argentina, também vale a pena visitar a cidade de Mendonza, destino que se destaca pela produção de vinho e suas belezas naturais.