Vamos pra Miami? Tem calor, cultura e (muitas) compras nos EUA

Na mais latina das cidades norte-americanas, o turista, principalmente o brasileiro, busca praia, compras e muita, mas muita diversão. A cidade onde o sol brilha o ano inteiro não por acaso é conhecida como capital mundial dos cruzeiros marítimos

por Luana Bastos/Turismo de Minas 15/03/2019 15:05
Marden Couto/Turismo de Minas
Arquitetura Art Déco, com seus mais de 800 prédios coloridos, se espalha ao longo da Ocean Drive, em South Beach (foto: Marden Couto/Turismo de Minas)

Ah, Miami! A cidade está no imaginário de quase todo brasileiro! Desde a época em que nossos conterrâneos saíam daqui para fazer dinheiro na América e, mais recentemente, com a moda de ter filho lá, fato é que a mais latina das cidades dos Estados Unidos é desejo da maioria dos brasileiros.  

Confesso que da primeira vez em que fui, em 2015, não achei muita graça. Talvez porque cheguei lá com pouco dinheiro, pois já tinha gastado quase tudo nos 10 dias em que passei nos parques de Orlando, antes de seguir para lá.     
Marden Couto/Turismo de Minas
Casinha de madeira colorida dos salva-vidas é marca registrada de Miami (foto: Marden Couto/Turismo de Minas)

Só sei que quando voltei, no ano passado, minhas impressões mudaram completamente. Amei a cidade! O clima descolado e chique ao mesmo tempo me pegou. O Sol brilha o ano inteiro, o que garante dias de muito calor e diversão, na capital mundial dos cruzeiros marítimos!  Caminhar pelas ruas de Miami Beach, de Wynwood e de Brickell foi pura diversão. Isso sem falar das inúmeras idas aos shoppings para renovar o guarda-roupas e comprar equipamentos.  
 
Aproveite cada momento   
 
Marden Couto/Turismo de Minas
Um dia perfeito em Miami Beach inclui um passeio de bicicleta pelo calcadão da avenida, que tem muitas lojas e restaurantes (foto: Marden Couto/Turismo de Minas)
O clima de Miami Beach é algo contagiante. Pessoas bronzeadas, com roupas coloridas, circulam entre a areia da praia e a Lincoln Road, 12 quarteirões exclusivos para pedestres e lotados de lojas e de restaurantes. Um dia perfeito lá inclui um passeio de bicicleta pelo calçadão (US$ 6,50 a hora), uma esticadinha na areia pra ficar da cor do pecado, comprinhas na Lincoln Road (não deixe de ver as lojas conceito da Apple e da Nespresso) e balada regada a drinques servidos naquelas taças imensas. 

Vale também caminhar pela Collins Avenue, a avenida principal de Miami Beach, onde ficam os muitos hotéis, lojas e restaurantes. Dê uma passadinha na Española Way, ruazinha charmosa com restaurantes moderninhos! A praia é bem diferente do Brasil. Não tem quiosques e nem vendedores ambulantes, mas tem protetor solar, bebedouro e banheiro gratuitos. E aquelas casinhas de madeira coloridas dos salva-vidas, que são a marca do destino.

Carrões conversíveis são vistos o tempo todo nas ruas, com coroas ostentando seus colares de ouro e sua namorada gostosona do lado. Mas não se intimide, pois a cidade abriga todas as tribos, sem preconceitos. Quando a noite cai, os neóns que enfeitam os mais de 800 predinhos art déco, deixam o lugar ainda mais festivo. É nesta hora que a Ocean Drive, avenida à beira-mar, ferve com as baladas liberais. 

Na Lenox Avenue, esquina com a Lincoln Road fica uma unidade do famosíssimo sanduíche nova-iorquino Shake Shack. Quando você olha, parece só mais um hambúrguer, mas o sabor é bem diferente. Comi o suculento shroom burger (US$ 7,29), acompanhado de batatas fritas com queijo e bacon (US$ 4,89), e um milkshake de caramelo com flor de sal (US$ 5,29), que não sai da minha lembrança. 
Marden Couto/Turismo de Minas
Não deixe de experimentar os donuts mais cobiçados de Miami, no The Salty Donut (foto: Marden Couto/Turismo de Minas)

Outro passeio legal é o de trolley, com quatro linhas diferentes (Norte, Centro, Sul e Express), que passa por toda a ilha de Miami Beach. Você pode subir e descer em qualquer ponto, sem pagar nada!
 
 
Artes por todos os cantos
 
Marden Couto/Turismo de Minas
Dezenas de grafites estão espalhados no entorno da Wynwood Walls (foto: Marden Couto/Turismo de Minas)
O bairro mais hispter de Miami tem que estar no seu roteiro pela cidade. São dezenas de murais grafitados ao longo de 16 quarteirões. Mas o burburinho se concentra no entorno do Wynwood Walls, que fica na 2ª Avenida, entre as ruas 25 e a 26. O Wynwood é uma galeria a céu aberto, com lindos e enormes murais, pintados por mais de 50 artistas do mundo todo. De tempos em tempos eles renovam os painéis, mas sempre tem algo incrível para ver. Artistas brasileiros, como Os Gêmeos e Kobra, já deram suas pinceladas por lá. O legal é ir caminhando e descobrindo um novo grafite a cada esquina.

  A região tem atraído muitos bares e restaurantes interessantes. Foi lá que comemos o donuts mais cobiçado de Miami, no The Salty Donut, na Rua 23. Sempre tem fila para comprar as argolas fofinhas com coberturas que saltam aos olhos. Experimentei o de maple + bacon (US$ 3,5) e o de chocolate com avelã (US$ 4,25), que estavam maravilhosos. Para acompanhar, fui de chá gelado de tangerina com limão (US$ 5).  

Outra boa pedida foi o Taiyaki NYC, curioso sorvete japonês, com casquinha em formato de rabo de peixe, recheada com pasta de feijão (US$8). Tem sabores como chá-verde e gergelim preto. E o arremate com confeitos em formato de unicórnio deixa o quitute ainda mais instagramer.  


Downtown e Brickell 

Meu passeio pelo Centro de Miami começou no Bayside Marketplace, um shopping ao ar livre com vista para o porto. Além de muitas lojas, lá estão as típicas redes de restaurantes americanos, como o Hard Rock Café, o Hooters, o Bubba Gump e o Fibe Guys. É de lá que saem os passeios de barco (US$ 38), que passam pelas mansões dos ricos e famosos. E o ônibus turístico (US$ 44), que percorre os principais pontos de interesse da cidade. Já tinha feito os dois da outra vez, e achei que não valia repetir. 

Ali do lado, no próprio Biscayne Boulevard, fica a Freedom Tower, um lindo edifício histórico que hoje abriga o Museu de Arte e Design, e em frente a ele está a American Airlines Arena, casa do Miami Heat, onde são realizados os jogos de basquete da National Basketball Association (NBA). 

Caminhando na direção oposta, chegamos ao Brickel, centro financeiro da cidade. Ficamos boquiabertos com a quantidade de arranha-céus espelhados, que parecem competir entre si para ver qual é o mais alto. Pessoas engravatadas corriam de um lado para o outro para fechar seus negócios. Foi interessante conhecer este lado corporativo de Miami. Ali também ficam muitos hotéis cinco-estrelas da cidade, e um shopping supermoderno, o Brickell City Centre. Uma forma interessante para conhecer o Centro da cidade é pegar o Metromover, um trem gratuito, com quatro linhas que circulam por todo o bairro. Você pode subir e descer onde quiser. 
 
Perdição de consumo
 
Marden Couto/Turismo de Minas
Entre um passeio e outro, os outlets espalhados pela cidade atraem turistas (foto: Marden Couto/Turismo de Minas)

Estados Unidos é sinônimo de compras para brasileiros. Lá costumamos comprar os mesmos produtos vendidos no Brasil, mas pela metade do preço, além de ítens que não tem por aqui. Então, é claro que fui às compras. Fui umas quatro vezes no Dolphin Mall. Comprei de tudo, de calcinha a gorro, passando por roupas, tênis, bolsa e malas. Isso porque sou controlada nos gastos, adepta do minimalismo e do desapego. Quando chegar ao shopping, a dica é ir direto no balcão de informações, apresentar seu passaporte, e pegar o guia de descontos. O livrinho tem ofertas de quase todas as lojas, e elas se somam com os descontos já oferecidos nas vitrines. O que garante em média uns 50% a menos na maioria dos produtos. 

Outro shopping que visitei foi o Sawgrass Mills, que fica a 40 minutos de Miami. Ele é o maior outlet da Flórida, com mais de 350 lojas, incluindo uma seção com grifes de luxo, como Prada, Gucci e Dolce & Gabbana. Lojas como Thommy Hilfiger, Victoria’s Secret, Calvin Klein, Kipling e Nike são paradas certas para os brazucas. Isso sem falar das lojas de departamento, como a Marshalls, a Ross e a BrandsMart.  Para eletrônicos, prefira a BestBuy, que tem preços melhores que lojas menores. E se você gosta de cosméticos, dê uma passada no Walgreens, uma mistura de farmácia e loja que enlouquece a mulherada. Para comprar comidinhas, uma boa pedida é ir ao supermercado. Fui algumas vezes no Publix e comprei muitos chocolates, além de cerveja artesanal e cafés gelados. O ideal é ficar pelo menos uma semana em Miami. Além dos passeios que fiz, você pode conhecer Design District, Bal Harbour, Little Havana, Coral Gables, Coconut Grove e Key Biscayne. Esticadinhas para ver os crocodilos em Everglades National Park, as fazendas de orgânicos em Homestead, e o ponto mais ao Sul dos EUA, em Key West, também valem a pena! 

Onde se hospedar Amei me hospedar no W South Beach, um luxuoso hotel que fica na Collins Avenue, de frente para a praia. Ele tem 408 quartos, spa, restaurantes, quadras de basquete e tênis, piscinas, sauna, boate, academia e bicicletas.  A suíte é linda e enorme, com objetos de decoração modernos e uma varanda que dá para o mar. O banheiro tem bancada de mármore, duas pias e chuveiro multiduchas. Na minicozinha estavam sempre disponíveis café e chá.  O hotel tem também uma ótima estrutura na praia, com cadeiras, guarda-sóis e toalhas para hóspedes. Além do serviço de bar, com garçons que atendem na areia. A piscina do hotel é um convite para refrescar no fim da tarde, quando se chega dos passeios.   

A diária custa a partir de US$ 400, e o café da manhã é cobrado à parte. Informações: www.marriott.com.br/hotels/travel/miaws-w-south-beach 

  

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