Todos os olhos voltados para a Tailândia, paraíso preferido dos turistas

O país asiático se tornou o centro das atenções internacionais nos últimos dias, ainda que por causa de uma quase tragédia. O mundo inteiro se comoveu com uma equipe de futebol formada por 12 meninos e seu professor, que se perderam nas profundezas de uma caverna, localizada na pequena cidade de Mae Sai, da província de Chiang Rai, numa história, felizmente, com desfecho feliz. Em 2017, segundo o Global Destinations Cities Index, a capital, Bangcoc, ficou em primeiro lugar no ranking das cidades mais visitadas do mundo. Sem falar da pequena Ayutthaya, a apenas 80 quilômetros da capital, que preserva ruínas que a tornaram patrimônio da humanidade pela Unesco

Visit Thailand/Divulgação
Destino mais procurado pelos turistas do mundo, o visitante se impressiona com templo dourado Wat Arun, em Bangcoc (foto: Visit Thailand/Divulgação)

 

Cheia de contrastes e com diversas opções de turismo, a Tailândia, há tempos, é o país mais popular do sudeste asiático. Em 2017, Bangcoc ficou em primeiro lugar no ranking das cidades mais visitadas do mundo, segundo o Global Destinations Cities Index. No total, 20,2 milhões de estrangeiros desembarcaram na cidade de 6 milhões de habitantes. Com atmosfera vibrante, cheia de prédios e terraços altíssimos, um trânsito que beira a loucura, muitos shoppings modernos, mercado gigante com mais de 8 mil lojas – Jatuchak Plaza – e centenas de opções de entretenimento, a capital da Tailândia é a principal porta de entrada para as demais cidades, a maioria delas já lotadas de viajantes do mundo todo. Difícil achar um lugarzinho ainda pouco explorado e mais genuíno no país. Mas, apesar de raros, esses refúgios ainda existem. Ayutthaya é um deles.

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o passado preservado em várias construções no país asiático (foto: Visit Thailand/Divulgação)

Apenas 80 quilômetros separam Ayutthaya de Bangcoc, além da diferença de séculos de idade e uma atmosfera antagônica. Ao descer na estação de trem da cidade, encontramos um ar de interior, com pessoas sentadas à porta de casa e um comércio mais local e menos agitado. Uma Tailândia mais genuína, onde o tempo passa lentamente e as pessoas têm calma para apreciar a beleza do lugar. Os milhares de veículos típicos das cidades grandes dão espaço a algumas motocicletas e um tanto de bikes de viajantes, focados em desbravar as ruínas do Parque Histórico que tornaram Ayutthaya patrimônio mundial da humanidade, em 1991. Concedido pela Unesco, o título é mais do que merecido, já que a cidade tem uma história de superação incrível.

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Beleza inacreditável da praia Krabi com suas águas cristalinas e rochedos (foto: Visit Thailand/Divulgação)

Fundada em 1351, pelo antigo reino siamês, Ayutthaya era a cidade mais importante e capital do território que hoje conhecemos como Tailândia. Templos imponentes foram erguidos na época. Quatrocentos anos depois, no século 18, a Birmânia atacou o reino, incendiou e destruiu os templos, inclusive decapitando quase todas as estátuas de Buda. O choque na beleza foi sentido, mas a volta por cima veio algum tempo depois, com a reconstrução de parte do que foi perdido. Os Budas foram mantidos sem cabeça, como forma de relembrar a história da cidade, e a opção por manter partes intactas fascina quem visita o complexo.


TEMPLOS Ayutthaya e seu parque arqueológico, mesmo com seus pequenos 15 quilômetros quadrados, têm templos de sobra, mas três deles são imperdíveis. O mais conhecido é o Wat Mahathat, um dos cartões-postais da cidade, por causa da famosa cabeça de Buda que já foi até incorporada pelas árvores. O corpo desapareceu na época do ataque da Birmânia, mas as ruínas que restaram impressionam. Na época do reino de Sião, o templo era conhecido como o “monastério real” e foi usado como palco de diversas cerimônias e celebrações religiosas.

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Passeio imperdível em Bangcoc é visitar as dependência do Palácio Real (foto: Visit Thailand/Divulgação)

A apenas 3 quilômetros do Wat Mahathat, fica o Wat Lokkayasutharam, ou simplesmente o Buda Reclinado, com 27 metros de comprimento e oito de altura. Erguido no século 16, o monumento foi restaurado em 1950 e hoje é possível ver perfeitamente a cabeça do Buda em cima de uma flor de lótus e os imensos pés (medindo cinco metros de altura) com todos os dedos do mesmo tamanho. Um dos pontos de maior peregrinação entre os budistas na Tailândia, o lugar é mesmo sagrado, não só pela religião, mas por nos fazer lembrar da capacidade incrível das antigas civilizações – elas conseguiam construir monumentos enormes com pouquíssimos recursos.

 

História preservada 

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Wat Chaiwatthanaram foi construído para cerimônias e cremações de pessoas ligadas ao rei (foto: Visit Thailand/Divulgação)
 

Outra prova dessa capacidade é o templo Wat Chaiwatthanaram, erguido entre 1630 e 1650 para cerimônias e cremações de pessoas ligadas ao rei. Destruído quase que inteiramente durante o ataque birmanês, o espaço foi restaurado em 1992 pelo governo tailandês. O diferencial são as cúpulas altíssimas e os Budas enormes saudando os visitantes, além do simbolismo que o templo carrega. A torre principal, em estilo cambojano, tem 35 metros de altura e representa a montanha budista Meru. Ao redor dela, outras quatro torres menores simbolizam os quatro continentes – segundo a cosmologia budista. Já o pátio que abriga essas estruturas representa os sete oceanos. Para apreciar tanta beleza, a dica é ir ao entardecer. Assim, dá para contemplar o espaço durante o dia (o templo ganha tonalidades diferentes de acordo com a iluminação do sol, ficando dourado em algumas horas) e durante a noite, quando as ruínas são iluminadas e se tornam ainda mais imponentes.

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Mercado flutuante Damnoen Saduak merece uma visita (foto: Visit Thailand/Divulgação)

Menos visados, mas não menos importantes ou bonitos, outros templos também valem uma visita. É o caso do Wat Yai Chai Mongkhon, um dos mais bem conservados de Ayutthaya. Ele começou a ser erguido em 1357, quando dois príncipes da cidade morreram de cólera. O rei, então, ordenou a construção para abrigar as cinzas dos dois filhos. O templo é alto e pode ser visto de longe por quem chega a Ayutthaya pelo lado leste. Ah, e é possível subir as escadas e ter uma vista linda da cidade.

MUSEU Quer ter outro visual bacana? Visite o Wat Phra Si Sanphet, datado do século 15. Lindo por dentro e por fora, o antigo templo real serviu de inspiração para a construção do Palácio Real em Bangcoc, principal atração turística da capital tailandesa. Com três exuberantes estupas (estruturas que guardam restos mortais de pessoas importantes no Budismo, como monges), o templo abrigou um Buda de 16 metros, coberto por nada menos do que 143 quilos de ouro. A estátua foi destruída pelos birmaneses e pedaços originais, assim como portas de madeira da época da construção do templo, podem ser vistos no Museu Nacional Chao Sam Phraya.


Para fechar o dia, vale a pena uma visita ao Wat Phra Ram. O templo é usado pelos nativos como área de recreação, já que tem enorme parque em frente. O complexo foi construído em 1369, para a cremação de um integrante da família real. Apesar de o estado de conservação não ser dos melhores, é interessante ver o cotidiano das famílias tailandesas em frente a uma obra tão imponente. (LM/TM)

FESTIVAL ILUMINADO

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Festival das lanternas atrai turistas nas festividades em novembro (foto: Visit Thailand/Divulgação)

É em homenagem a Buda que, todo mês de novembro, a Tailândia é palco dos belíssimos Festival das Luzes e Festival das Lanternas. Conhecido como Loi Krathong, o Festival das Luzes ocorre em várias cidades, simultaneamente. Na celebração, os tailandeses soltam, nos rios, barquinhos decorados com flores, velas e incensos. Alimentos e moedas também são colocados como oferendas para trazer boa sorte. O efeito visual de milhares de pequenas chamas flutuando na água é espetacular. 

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