Cataratas do Iguaçu: um mergulho nas belezas naturais de um dos melhores destinos do mundo

Cada vez mais procurado pelo turista, tanto de casa quanto do exterior, o Parque Nacional do Iguaçu oferece várias possibilidades, como passeios pela floresta, aventuras radicais, interação com aves e, o principal, trilhas em volta das cataratas

por Elizabeth Colares 27/02/2018 07:12

 

Elizabeth Colares/EM/D.A Press
As cataratas ficam dentro do Parque Nacional do Iguaçu, declarado patrimônio mundial natural pela Unesco (foto: Elizabeth Colares/EM/D.A Press)

Viagens são experiências únicas e, mesmo que você volte ao destino várias vezes, a impressão nunca será a mesma. A cada retorno um detalhe é percebido, uma sensação é despertada e a possibilidade infinita de descobrir caminhos e aventuras diferentes aguça essa vontade de querer sempre mais. Assim são as Cataratas do Iguaçu, que, não por acaso, estão na lista dos melhores destinos do mundo, segundo indicação do Guia de viagem da Forbes – 2018, revista de negócios dos Estados Unidos. E não é para menos. A atração natural, localizada dentro do Parque Nacional do Iguaçu, encanta e emociona qualquer um.

Está certo que a maior parte das quedas d'água estão do lado da Argentina. Mas, mais certo ainda é que a vista mais bonita pertence ao Brasil, razão pela qual os turistas preferem visitar Foz do Iguaçu, cidade de cerca de 280 mil habitantes, no Sul do Paraná, que faz fronteiras com a Argentina e o Paraguai. O Parque do Iguaçu, onde ficam as cataratas, fica a cerca de 15 quilômetros do Centro da cidade e a 5 quilômetros do aeroporto.

Macuco/Divulgação
Passeio de barco pelas corredeiras é diversão na certa (foto: Macuco/Divulgação)

As 275 quedas, escolhidas em votação popular como uma das novas sete maravilhas da natureza, em 2011 – competição de responsabilidade da fundação suíça New 7 Wonders –, se estendem sobre cinco quilômetros em um enorme cânion do Rio Iguaçu. São 19 grandes saltos. O maior deles é a Garganta do Diabo, que mede 90 metros de altura. Somente três desses saltos estão localizados do lado brasileiro: Floriano, Deodoro e Benjamin Constant. Os outros ficam do lado argentino e são voltados para o Brasil, proporcionando uma vista melhor a partir do lado brasileiro.

INTERAÇÃO

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Belos arco-íris surgem em vários pontos das cataratas (foto: Elizabeth Colares/EM/D.A Press)
E existem várias maneiras de admirar as cataratas. Além das trilhas beirando as águas, o turista pode fazer um passeio no Macuco Safári, que começa de jipe elétrico pela floresta, caminhadas por passarelas suspensas e, por fim, a mais emocionante, um passeio em um barco bimotor pelas corredeiras até as quedas. Mas, vá preparado para se molhar, pois vai sair encharcado e, principalmente, de alma lavada. Aproveite que está molhado, e complete o passeio em um rafting pelas mesmas corredeiras. Aí, sim, poderá dizer que foi radical.

Mas as emoções não acabam por aí. O sobrevoo de helicóptero por cima da Garganta do Diabo e de toda a região é imperdível. A aeronave leva três pessoas e o passeio pode durar de 10 minutos a 35 minutos, sendo que o último vai até o marco das três fronteiras (Brasil, Argentina e Paraguai) e usina de Itaipu. Os preços são meio salgados, mas vale muito a pena.
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Cataratas, eleita uma das novas sete maravilhas da natureza em 2011 (foto: Elizabeth Colares/EM/D.A Press)

E, para relaxar, nada como a interação com os animais do Parque das Aves, o mais importante centro de reprodução de pássaros da América do Sul. Com um passeio de 1h30min, o visitante pode se maravilhar com mais de 900 aves raras, divididas em 150 espécies. Durante o passeio, o turista conhece a história de algumas espécies e ainda pode se interagir com flamingos, araras e tucanos.


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O casal Joaquim e Marilene Barbosa voltou ao hotel 50 anos depois para comemorar bodas de ouro (foto: Elizabeth Colares/EM/D.A Press)
Cinquenta anos se passaram desde que o casal Joaquim Barbosa, de 76 anos, e Marilene Costa Barbosa, de 72, colocaram os pés pela primeira vez no Belmond Hotel das Cataratas, antes apenas Hotel das Cataratas. Ao completarem 50 anos de casados, os dois não tiveram dúvida, a comemoração das bodas de ouro teria que ser triunfal e, por que não, no mesmo lugar onde passaram a lua de mel. Ao olhar as fotos do hotel, Joaquim viu que a pintura era a mesma, exatamente igual quando esteve no lugar pela primeira vez. “A cor original do hotel me chamou a atenção e quis voltar”, conta Joaquim. Foi assim que decidiram retornar.

Depois de comemorar com a família, no Rio de Janeiro, onde residem, os dois partiram em uma nova aventura (“presente dos filhos”, como revelou, orgulhoso, Joaquim). “Continua tudo maravilhoso. A vista, o mirante, o atendimento. O hotel ficou mais luxuoso. Só acho que deveria ter mais integração, com uma sala de jogos, por exemplo, ou uma TV coletiva. Acho também que o hotel poderia criar uma sala de memória, com fotos antigas que contem a história do lugar. Seria interessante”, sugere.

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O quati, espécie protegida, é o símbolo de Foz do Iguaçu (foto: Elizabeth Colares/EM/D.A Press)

O hotel, que fica dentro do Parque Nacional do Iguaçu, foi totalmente modernizado, mantendo as características originais, é claro. Afinal, é um prédio da década de 1930, mas somente inaugurado em 1958, e desde 2007 sob administração da rede Belmond, passando por amplas reformas. Com mais de 50 anos de funcionamento, o Hotel das Cataratas ficou finalmente pronto em outubro de 2010, com o término das obras, que consumiram investimentos de R$ 60 milhões, destinados a recriar 193 acomodações, acompanhando o estilo colonial português da fachada. Agora sob a gerência de Eduardo Bressane, a novidade são as várias experiências proporcionadas aos hóspedes, como jantar romântico nos jardins, degustação de queijos e vinhos, também nos jardins, e outras tantas opções à escolha do cliente. “Queremos tornar a estada do hóspede inesquecível. Tanto, que ele queira voltar outras vezes”, afirma Bressane, que destaca também a gastronomia. Para tanto, trouxe, diretamente do Peru o chef Jean Paul Barbier, que cuida do menu. Sem falar ainda dos drinques especiais e minuciosamente elaborados, como o refrescante e sofisticado garganta do diabo.

VISTA Mas o mais incrível é a vista e a natureza que emolduram o hotel. Pra começar, está em meio à mata atlântica, com sua fauna e flora totalmente preservadas. Pra completar, fica de frente para a mais bela visão das cataratas, que podem ser apreciadas a qualquer hora do dia. Inclusive, antes e depois de o parque fechar, a natureza fica toda por conta do hóspede. Entre todos os passeios, o mais lindo e esperado é o da Lua cheia. Devidamente guiado, um grupo sai do hotel por volta das 23h e segue, a pé, em direção ao mirante das cataratas, de onde avista o inacreditável arco-íris prateado resultante da combinação da luz da Lua refletida nas gotas d’água, num momento único de reflexão e energização.

 

Onde ficar

Belmond Hotel das Cataratas
Reservas: (45) 2102-7000
www.hoteldascataratas.com
 

 

* A jornalista viajou a convite do Belmond Hotel das Cataratas