Budapeste: um dos principais destinos do Leste europeu tem muita história para contar

A Europa Oriental é diferente! Se pensarmos em contextos culturais e sociais de cidades como Madrid, Paris, Milão e Amsterdã. A aventura de hoje será a capital da Hungria - principal centro financeiro, mercantil, corporativo e cultural do país

por Paulo Pianetti* 20/02/2018 09:00

 

Alexandre Guzanshe/EM
Prédio da Assembleia Nacional da Hungria, às margens do Rio Danúbio, é o segundo maior parlamento do continente europeu (foto: Alexandre Guzanshe/EM)

Sua origem vem desde Ôbuda, cidade ocupada pelas tribos celtas há mais de 2.100 anos. Oficialmente, Budapeste foi fundada em 1873, depois da unificação das cidades Buda e Peste, separadas pelo Rio Danúbio. Seis anos antes, constituía-se o Império Austro-húngaro. Devido a isso, a cidade foi a segunda em importância para o Império, atrás apenas de Viena. Durante as duas grandes guerras, Budapeste também sofreu consequências. Com o fim da Primeira Guerra, tornou-se capital do Estado Húngaro Independente. Já durante a Segunda Guerra, a cidade sofreu bombardeios aéreos de aliados, terminando sob poder dos soviéticos. Porém, com a queda da União Soviética, em 1989, a Hungria abandonou o comunismo, recuperou sua liberdade e, em 2004, ingressou na União Europeia. Tanta história faz da cidade, sem dúvida, um dos principais e mais interessantes destinos do Leste europeu.

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Cheiros e sabores no Mercado Municipal de Budapeste (foto: Alexandre Guzanshe/EM)

Tamanha riqueza histórica e cultural também cede lugar à diversão e ao turismo jovem. Engana-se quem pensa que Budapeste só tem museus, parlamentos, estátuas e monumentos antigos para oferecer. Em meio a tanto sofrimento e repressão que os húngaros sofreram no passado, hoje, mesmo que a maioria faça cara de poucos amigos, eles sabem como usufruir do turismo, a maior fonte de renda da Hungria.



Aos que desembarcarem no Ferenc Liszt, aeroporto internacional de Budapeste, estejam atentos aos taxistas. Vale lembrar que serviços como uber e cabfy não funcionam no país, o que torna os ônibus, táxis e aluguéis de carros os meios mais viáveis. Logo na saída do aeroporto existe um guichê, geralmente com fila, para os táxis. Alguns motoristas tentarão tirar você da fila, dizendo que o preço é o mesmo. Mas não é! Fique na fila e pague o preço justo pela sua corrida. Se você não domina o idioma local ou o alemão, poupe suas tentativas de conversar com os taxistas. É difícil encontrar algum que tenha o inglês afiado.

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Cultural e agitada, a praça do Castelo de Buda é palco do tradicional Festival de Arte Popular no mês de agosto (foto: Alexandre Guzanshe/EM)

Com relação à hospedagem, é normal pensar em reservar um quarto de hotel ou algum hostel. Os serviços de hospedagem do lado de Peste, geralmente, são mais caros por ser o lado do centro comercial. Porém, vale a pena ficar atento às hospedagens do tipo Airbnb. O aluguel de quartos e apartamentos em Budapeste não é caro e pode valer muito a pena, principalmente se você estiver viajando com mais de uma pessoa.

PONTE

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(foto: Alexandre Guzanshe/EM)
Começando os passeios turísticos em Budapeste, a primeira coisa a fazer é atravessar a Ponte das Correntes, primeira ponte inaugurada na cidade, em 1849. Se você está hospedado em Buda, basta atravessá-la, para sair direto no Centro Histórico e Comercial de Peste. É curioso notar que existem leões de pedra na ponte, que foram esculpidos sem as línguas. Comenta-se que o arquiteto e autor, János Marschaiko, era perfeccionista e, quando alguém notou a ausência das línguas, ele se jogou da ponte.

Seguindo à esquerda, pela margem do Danúbio, encontram-se o Parlamento Húngaro e os “Sapatos no Danúbio”. A beleza do parlamento vem justamente pelo edifício ser um dos mais antigos da Europa. Considerado o segundo maior parlamento do continente, o monumento ergue-se na espaçosa Praça Kossuth Lajos. No caminho da ponte para o parlamento é possível notar alguns calçados de ferro presos à margem do rio. Estamos falando de um memorial, homenagem aos judeus mortos na Segunda Guerra Mundial. À época, os nazistas enfileiravam os judeus à margem do rio e ordenavam aos mesmos que tirassem as roupas e os sapatos antes de serem fuzilados pelas costas. Os 60 pares de sapatos antigos, de estilos masculino, feminino e infantis, foram esculpidos em ferro pelo escultor Gyula Pauyer, em 2005.


Para fugir do tradicional turismo histórico europeu, é interessante visitar o Trem das Crianças. Trata-se de uma locomotiva a vapor operada por crianças de 10 a 14 anos. Além de fazer a troca dos trilhos, elas organizam tudo na ferrovia, inclusive, são responsáveis pela cobrança dos bilhetes dos passageiros dentro do trem. O preço dos tíquetes varia entre 300HUF e 1400 HUF, sendo que 1 euro vale 311 HUF.

 

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Termas de Széchenyi é um dos maiores spas europeus (foto: Alexandre Guzanshe/EM)

“Aventuras aquáticas” também não podem faltar, independentemente da estação do ano. Budapeste é conhecida também por ter em suas águas uma de suas principais atrações. O Szechenyi Baths Budapest, conhecido pelos brasileiros como Termas de Széchenyi, é um dos maiores spas europeus e um dos primeiros a serem construídos em Peste. Com 13 piscinas internas e cinco grandes piscinas externas, todas com temperaturas de 18 graus a 38 graus, a diversão é garantida. Além, claro, de ser ótima opção para quem precisar relaxar. Os serviços também contam com massagens e saunas. A atração está aberta todos os dias, das 6h às 22h.

O Szechenyi Baths fica nas dependências do Városliget, principal parque público da cidade. Aproveitando a visita, o turista também pode conhecer, nas proximidades, o Vajdahunyad, um castelo de “mentira”, localizado em uma pequena ilha do parque e que fora construído para comemorar os 1 mil anos da Hungria, em 1897. Hoje, o castelo abriga o Museu da Agricultura Húngara. Logo na saída do parque fica a Praça dos Heróis (Hõsök tere), homenagem a figuras que foram significativas para a Hungria. A praça é grande, bonita e espaçosa. Ao lado, há um café/bar de vidro muito bonito, porém, caro e com atendimento bastante inadequado.


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No passeio de barco pelo Rio Danúbio é possível apreciar as belezas arquitetônicas e as paisagens da capital da Hungria (foto: Alexandre Guzanshe/EM)

Por fim, não pode faltar dicas de alimentação. Comer em Budapeste não é caro, principalmente se você fizer compras no supermercado e cozinhar em casa. A dica imperdível é o turista ir até o Centro de Peste e entrar nos “podrões” na rua. Apertados, esses restaurantes servem ótimos kebab (gyros) e também o autêntico goulash. Alguns goulashes vêm dentro de um pão redondo imenso. Muito gostoso!

ROTAS ALTERNATIVAS Passar uma semana em Budapeste não é nenhum exagero. Inclusive, é bastante indicado, pois dá uma ideia, vivenciando a experiência, de como a cidade funciona e as pessoas são. Quem se interessar em conhecer outras capitais próximas, as opções mais fáceis são Viena e Bratislava, da Áustria e Eslováquia, respectivamente. Ir para Viena é muito simples e rápido. Geralmente, um trem sai da estação Budapest Keleti (muito simples, mas com uma arquitetura antiga maravilhosa) às 7h40 e chega às 10h20. Pode-se passear o dia em Viena e regressar no trem das 18h40, chegando em Budapeste às 21h20. Para Bratislava, a GoEuro oferece ônibus que saem as 6h45, chegando às 9h45. A volta é às 17h15. Vale destacar que o preço das passagens pode chegar a 16 euros, ida e volta.

* Estagiário sob a supervisão da subeditora Elizabeth Colares

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