No aniversário de BH, descubra lugares incríveis na capital de Minas

Com a contribuição de repórteres, editores e fotógrafos do Estado de Minas, o Turismo reuniu alguns desses lugares improváveis, em que o visitante poderá comprovar que Belo Horizonte, aos 120 anos, completados exatamente hoje, continua exuberante e cheia de atrativos

12/12/2017 07:00

Túlio Santos/EM
Um belo horizonte se apresenta aos visitantes e seus moradores. Dos mirantes da capital de Minas se avista quanto a cidade é tão bela (foto: Túlio Santos/EM)

Se Minas são muitas, que dirá sua capital. São tantos pedacinhos escondidos – outros nem tanto – e que podem ser descobertos a cada dia, que fica difícil enumerá-los aqui. EM BH é possível passear por lugares já bastante visitados, mas com um novo olhar, para redescobrir sensações, emoções e histórias esquecidas Mas . Então? Pronto para novas experiências? 

 

Fé e reflexão

Jair Amaral/EM
igreja São José (foto: Jair Amaral/EM)
 


Criada um pouco depois da inauguração da cidade, em 1900, a Igreja São José atrai não apenas a comunidade católica de BH, mas pessoas interessadas em arquitetura e história. Até porque, a última restauração, entregue em 2015, revela a profusão de cores, os afrescos, as cenas bíblicas, os vitrais e outros detalhes do projeto original, assinado por Edgard Nascentes Coelho e com obras dirigidas pelo irmão redentorista holandês Gregório Mulders. A decoração pictórica da paróquia foi feita pelo alemão Guilherme Schumacher, entre 1911 e 1912. Em visita ao templo, diferenciais podem ser contemplados, a exemplo das naves laterais, que abrigam conjunto de pinturas que representam as 12 constelações, os signos do zodíaco e os sete altares: de São José, da Sagrada Família, de São Geraldo, de Nossa Senhora Imaculada da Conceição, do Sagrado Coração de Jesus, de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, na Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, e altar de Santo Afonso, na Capela de Santo Afonso. (Laura Valente, repórter)
• Rua Tupis, 164, Centro 
(31) 3273-2988 e (31) 3273-3498

Vista sem igual

 

Juarez Rodrigues/EM
Mirante do bairro Cruzeiro (foto: Juarez Rodrigues/EM)
 



Um mirante pouco visitado por turistas, mas que pode proporcionar visões incríveis. Estamos falando do Mirante da Fumec, como é conhecido o Parque Professor Amílcar Vianna Martins, agora totalmente revitalizado. Geralmente frequentado por estudantes da faculdade, o parque ainda tem a peculiaridade de abrigar o primeiro reservatório de água construído em Belo Horizonte. Localizado ao lado da Fumec – por isso a designação –, o parque tem 18 mil metros quadrados (m²). Embora conte com grande área verde e muitos brinquedos para a criançada, o parque  tem como principal atrativo, sem dúvidas, o mirante, com sua vista de tirar o fôlego. (Paulo Pianetti, estagiário)
• Rua Cobre, 114, Bairro Cruzeiro


Estação da Vida

Beto Novaes/EM
(foto: Beto Novaes/EM)

Belo Horizonte guarda segredos que só podem ser revelados com muita tranquilidade. E, se possível, em momentos de paz. Na Igreja de Santa Efigênia dos Militares, na Avenida Brasil, no Bairro Santa Efigênia, na Região Centro-Sul, há um espaço chamado, muito apropriadamente, de Estação da Vida, que convida ao relaxamento e à reflexão. Sentar ali num banco, em silêncio, faz um bem danado a qualquer pessoa, independentemente do credo. Basta ficar quietinho... e pronto. O lugar tem algumas dependências, mas, se for apenas para curtir o descanso, o jardim basta. (Gustavo Werneck, repórter)
• Avenida Brasil, Bairro Santa Efigênia


Espaço que se consolida no cenário urbano

Leandro Couri/EM
(foto: Leandro Couri/EM)


O espaço localizado embaixo do Viaduto Santa Tereza, em frente à Serraria Souza Pinho, é palco do Duelo de MCs desde 2007, um dos eventos mais conhecidos do rap nacional. E esse não é o único festival cultural que o viaduto abriga. Nos últimos anos, eventos como carnaval de rua, Virada Cultural de BH e uma série de shows e exposições artísticas têm se consolidado no cenário urbano de Belo Horizonte e atraído cada vez mais o público mineiro. Os arcos que inspiraram diversos movimentos culturais são considerados um dos símbolos da capital mineira. Construído em 1929, pelo engenheiro Emílio Baumgart, o imponente viaduto foi uma das primeiras construções do Brasil a utilizar o concreto armado. Com 390 metros de extensão, 13 metros de largura e 14 metros de altura, o Viaduto Santa Tereza foi tombado como patrimônio cultural na década de 1990 e faz parte do conjunto arquitetônico da Praça da Estação, interligando os bairros Floresta e Santa Tereza ao Centro de Belo Horizonte. (Herlane Meira, estagiária)



Oásis no coração da cidade

Alexandre Guzanshe/EM
Parque Municipal (foto: Alexandre Guzanshe/EM)

Com a mesma idade de BH – e inaugurado dois meses antes de a cidade assumir o posto de capital das Gerais, o Parque Municipal Américo Renê Giannetti está na memória afetiva de várias gerações de belo-horizontinos. Um oásis reconhecido como patrimônio natural em plena área central, projetado pelo arquiteto e paisagista francês Paul Villon, abriga fauna, flora, nascentes e atrações que promovem o resgate de brincadeiras dos tempos de outrora, como a roda-gigante e o carrossel (cada bilhete de acesso custa R$ 3) ou o passeio de pônei (somente aos sábados e domingos), entre outras. Para quem quer registrar a visita à moda antiga, fotógrafos lambe-lambe circulam pelas ruas e alamedas do grande jardim urbano – alguns estão no ofício há mais de 50 anos, a exemplo do Tomazinho e do Chico Manco (foto). Vale registrar que o parque foi ponto de encontro de escritores e poetas, como Carlos Drummond de Andrade, Pedro Nava e Emílio Moura. Os visitantes podem ainda realizar piqueniques no espaço, aberto de terça-feira a domingo, e em feriados, das 6h às 18h (com entrada franca, permitida até as 17h45). (Laura Valente, repórter)
• Avenida Afonso Pena, 1.377, Centro 
(31) 3277-4161 – www.pbh.gov.br/parques



Casa portuguesa, com certeza


O Bairro Serra, na Zona Sul de Belo Horizonte, esconde um segredo. Na esquina das ruas Oriente com Caraça, uma casa abriga um pedaço de Portugal em terras mineiras. Antes mesmo de conhecer a Taberna Baltazar, é possível sentir o cheiro do bacalhau no quarteirão – o bacalhau ao fuso (foto) é um dos pratos. A iguaria lusitana é servida na forma de bolinhos e em pratos fartos aos visitantes amantes da gastronomia portuguesa. A decoração das mesas, com toalhas xadrezes em verde e vermelho, nos remete aos tradicionais restaurantes da Praça do Comércio, em Lisboa. A portuguesa Tereza Baltazar, proprietária da casa, adicionou ao cardápio pratos típicos de seu país, que vêm agradando o paladar dos belo-horizontinos, como o cozido alentejano. Elaborado com grão-de-bico, o prato leva maçã de peito, embutidos portugueses variados (linguiça portuguesa, alheira, salpicão, farinheira), bacon e legumes. E, como não pode faltar em qualquer “casa portuguesa, com certeza”, as sardinhas – elas reinam absolutas no happy hour. São servidas grelhadas na brasa com o tempero de família. “Com essa nova onda de mineiros descobrindo os prazeres de Portugal, a gente teve que colocar no cardápio”, explica Tereza. Sem contar a carta de vinhos e as sobremesas. Ao terminar a refeição dos deuses, não deixe de saborear um pastel de Belém combinado com um cálice de vinho do Porto. Di-vi-no! (Carlos Altman, subeditor)
• Rua Oriente com Caraça, Bairro Serra - (31) 3223-7908


Por entre jazigos de personalidades

Beto Novaes/EM
Cemitério do Bonfim (foto: Beto Novaes/EM)


Père-Lachaise, o mais famoso cemitério de Paris recebe anualmente cerca de 3 milhões de visitantes. Lá estão enterrados artistas/escritores famosos como Oscar Wilde, Édith Piaf, Jim Morrison e Maria Callas. Como lá, visitar cemitérios passou a ser um roteiro turístico em várias cidades do mundo. O mais antigo cemitério de Belo Horizonte – o Cemitério do Bonfim –, há um bom tempo quer atrair mais pessoas para o lugar. O projeto "Cemitério do Bonfim: arte, história e educação patrimonial", que encabeça as visitas guiadas, também quer homenagear a cidade que completa hoje 120 anos. Inaugurado em 8 de fevereiro de 1897, pela Comissão Construtora da nova Capital, o cemitério é a necrópole mais antiga da cidade. O local é fonte de pesquisa de vários profissionais, devido a seu acervo histórico, caracterizado por esculturas decorativas de túmulos e mausoléus. Muitas dessas são de autoria de escultores italianos, que vieram para o Brasil em fins do século 19. No local podem ser observadas obras de arte de estilos diversos, desde a Belle Époque e o Art Deco ao modernismo brasileiro. Túmulos mais visitados: Padre Eustáquio – Quadra 43, Carneiro 312; Irmã Benigna, consagração de milagres – Quadra 09, Carneiro 145; Menina Marlene, consagração de milagres – Quadra 36, Carneiro 26; Bertha Jeagher – Quadra 05. Entre as personalidades sepultadas no Bonfim estão Olegário Maciel, presidente da República – Quadra 18, carneiro especial; Raul Soares, ministro da Marinha – Quadra18, carneiro especial; Bernardo Pinto Monteiro, Senador – Quadra 10, carneiro especial; Francisco Silviano de Almeida Brandão, vice-presidente – Quadra 07, carneiro especial; e Júlia Kubitschek, 
mãe de Juscelino Kubitschek – Quadra 18, carneiro 51A. (Carlos Altman, subeditor)


Cheio de Graça

Facebook/Reprodução
(foto: Facebook/Reprodução)

Belo Horizonte tem muitos lugares inusitados e pontos turísticos atrativos. Mas, por que não falar de um bairro inteirinho? Não. Não é um bairro da Zona Sul. Nem chique. E longe mesmo de ser bem estruturado e completo. Esse é o Bairro da Graça. Como se fosse uma cidade de interior dentro de BH. Tranquilo e ainda com uma certa segurança. E com várias opções de entretenimento e lazer. A começar por praças e parques, como o Orlando de Carvalho Silveira, que fica na Rua Juruá, 860. Além de brinquedos e área de convivência, o espaço oferece área de contemplação, já que tem uma vista incrível das avenidas Cristiano Machado e Cândido da Silveira. Ótimo local também para se exercitar e fazer uma boa caminhada. No bairro também há a charmosa Vila Militar, com casinhas de muros baixos e bem guardadas por militares, que fazem ronda 24 horas por dia, o que também contribui para a segurança dos moradores. Para quem aprecia o turismo religioso, a famosa Igreja de São Judas atrai milhares de fiéis todos os anos, especialmente no dia 28 de cada mês. E, como não poderia faltar, o bairro também é provido de bons barzinhos com boa gastronomia. Um dos destaques do momento é o Bar O Muringueiro, Música e Gastronomia. Localizado numa charmosa esquina entre as ruas Juacema e São Bento, é um espaço ideal para apreciadores da boa música e da tradicional comida de boteco. No cardápio, os tradicionais bolinhos de mandioca e bacalhau, além de outros itens como fígado com jiló e frango à passarinho. Destaque para a carne de panela ou moela, acompanhadas de pão francês e o delicioso Virado da Lalaus, mexido caprichado para alegrar os olhos e satisfazer a fome no fim da noite. O ambiente, decorado com plantas na calçada e nas paredes do bar remete ao quintal de casa. Ótima pedida pra quem deseja tranquilidade. Comandado pelo casal de músicos Renato Muringa e Marcela Nunes, o bar oferece programação musical de quinta a sábado, com shows de música brasileira, com destaque para as rodas de choro e de samba de raíz, além de jazz e MPB. (Elizabeth Colares, subeditora)

 


Santê, onde vive a diversão

 

André Hauck/Esp.EM
Birosca S2 (foto: André Hauck/Esp.EM)


Se Belo Horizonte é conhecida como a Capital dos Botecos, Santa Tereza, na Região Leste, é o exemplo máximo da boemia, sem perder a tradição. Para os íntimos, simplesmente Santê – o bairro da diversão e da paixão. Um dos mais antigos de beagá, o bairro conserva ares do interior na cidade com traços modernos que chega hoje aos 120 anos. Para os moradores e frequentadores da região, uma coisa é certa: a felicidade mora em Santa Tereza. Nele, uma magia sonora inspira músicos e suas canções. Foi lá que, em 1960, nasceu o Clube da Esquina – o movimento musical formado pelos jovens como Milton Nascimento, os irmãos Borges (Marilton, Márcio e Lô). Influenciados pela Bossa Nova, criou um estilo de música que se funde com elementos do jazz, do rock – principalmente os Beatles – e da música folclórica dos negros mineiros. E por falar em Rock’n’Roll, foi na mesa do tradicional restaurante do Bolão, na Praça Duque de Caxias, que outros jovens apaixonados pelo som das guitarras se encontravam nas madrugadas para escrever suas músicas. Entre um gole e outro de cerveja, um “pratão” de espaguete, e muitas risadas, surgiram as bandas Sepultura e Skank. Nos últimos anos, o perfil etílico de Santê vem convivendo com outros paladares. A gastronomia requintada, alternativa e despojada vem ganhando espaço no bairro. Recentemente, foi aberto, no coração do bairro, o Café Divino Bistrô. Localizado em uma casa centenária, o ambiente acolhedor abriga, entre um drinque e outro (foto), um espaço que mistura decoração, loja de roupas, brechó e galeria de arte. E por falar em comida farta e sabores únicos, as pizzarias Parada do Cardoso e Santa Pizza são chamariz na região. Não podemos esquecer outros refúgios gastronômicos. Pequeno e simpático, o espaço da Bitaca da Leste abriga um mix de bar e empório e a Birosca S2 (foto) – boteco alternativo cult com gastronomia francesa fina, sobremesas requintada e música ao vivo diferenciada. (Carlos Altman, subeditor)


Chope de um lado, quitutes de outro


De uns tempos para cá, um circuito na Zona Leste, mais especificamente no Bairro Pompeia, tem conquistado não só os belo-horizontinos de todas as gerações, mas também os turistas. O Juramento 202 (foto), que fica na rua de mesmo nome, é uma espécie de cervejaria, com mercearia e boteco, que atrai não só pelo seu clima de interior, mas por suas cervejas artesanais e seus quitutes, como pão com mortadela e embutidos. Um dos destaques é a vitrola, que, além de fazer parte da decoração, embala o ambiente com discos de Benito di Paula, Gilberto Gil e Raul Seixas, entre outros ícones da música brasileira. Como o Juramento se localiza numa esquina, boa parte dos frequentadores fica do lado de fora, o que dá um certo charme ao espaço. A poucos metros dali, na Rua Iara, fica um boteco também com clima interiorano e que está completando meio século este ano, o Bar do Baiano. Aliás, a moda agora entre muitos boêmios da cidade é tomar um chope no Juramento e se deliciar com as iguarias do Baiano, como a famosa paçoca de carne serenada, o bolinho de feijoada e o pimentão recheado. Comida boa e ambiente familiar garantidos. (Ana Clara, repórter)

 

 
Fora do tradicional

Bruna Brandão/Divulgação
Zona Last (foto: Bruna Brandão/Divulgação)


Se tem um lugar em BH que reúne gente legal, bonita e interessante, e que tem entendimento diferenciado de ocupar o espaço da cidade, esse lugar é o Zona Last. O bar fica, como o nome sugere, na Região Leste da capital e é palco de experiências inovadoras de ter o espaço público como interação social. A gente chega e tem a rua para interagir e experimentar os drinques, a cerveja gelada e as comidinhas. Sem contar a programação musical, sempre variada e genial. Por falar em genial, os textos na página do bar no Facebook são outra atração à parte, que merecem ser conferidos antes de sair de casa. Aberto à diversidade, o Zona – como os íntimos o chamam –, é ponto certo para quem vier a BH e espera sair do tradicional, mas sem perder o calor humano da nossa querida cidade! (Marcelo Ernesto, repórter)
• Endereço da esquina diferentona com o letreiro mais charmoso: Rua Pouso Alegre, 2.952, Santa Tereza, Horto.


Como se estivesse no céu


Uma única noite é muito pouco para conhecer e desfrutar de tantas sensações que você poderá experimentar no Espaço Bar Musical Pedacinhos do Céu. Pense em ouvir o choro bem tocado e você verá bem mais que a alta qualidade de uma apresentação no palco da casa noturna, aberta há 21 anos na capital, pelo músico Ausier Vinícius. De quinta a sábado, os amantes do choro em BH se reúnem no espaço, formando rodas comandadas pelo cavaquinista anfitrião. Ele se inspira em clássicos dos mestres Waldir Azevedo (um deles dá nome à casa) e Pixinguinha, além de mostrar os trabalhos de jovens instrumentistas. A decoração especial, repleta de caricaturas dos bambas do choro e da MPB, compõe um ambiente marcado pela originalidade do projeto. Ausier abre também, ao público, seu acervo superior a 800 LPs, centenas de CDs, 500 partituras, vídeos e extensa bibliografia. Reserve tempo para essa viagem na capital mineira. (Marta Vieira, subeditora)
• Rua Belmiro Braga, 774, Bairro Alto Caiçara – (31) 3462-2260.


Diante do inusitado


Localizado em um galpão no Bairro Santa Amélia, o Butecário oferece opções saborasas no cardápio, em um ambiente aconchegante e charmoso. O espaço, bem diferente de tudo o que se vê por aí, conta com quadros e moveis antigos para compor o mobiliário. As noites são embaladas pelo samba de raiz e lounge music. No menu, pratos artesanais, como a linguiça na marmita, a almondega ao sugo, o frango com gengibre e a carne cozida na cerveja preta com toque de canela, servida na panhoca de milho. Tudo acompanhado por cervejas geladíssimas. (Gladyston Rodrigues, fotógrafo)
• Rua das Canárias, 1.859, Bairro Santa Branca.



Cervejinha na mureta mais charmosa do Belô

Jair Amaral/EM
Mirante da Sapucaí (foto: Jair Amaral/EM)


Se a pedida é tomar uma cerveja gelada para sentir na pele o clichê do nome desta cidade, não há lugar como a Rua Sapucaí, na Floresta. Revitalizado, o point virou meca para tribos diversas, promovendo a convivência harmônica entre descolados e aqueles nem tanto. As atrações se perfilam do outro lado da mureta mais charmosa do Belô: Benfeitoria, Mero Café, Salumeria Central, Gruê, Bar Sapucaí, Mi Corazón, Dorsé, Pecatore e Burger's Club são os nomes que você deve guardar. A paisagem ainda acaba de ganhar dois novos murais do Festival Cura.art – que se somam aos quatro prédios do Centrão já pintados 
este ano – rumo a tornar-se o maior mural de arte urbana da América Latina. Outro dia, diante do pôr do Sol de cair o queixo que rola por lá, um grupo arriscou aplausos. Se a moda pega no nosso "Arpoador"... (Fred Bottrel, subeditor)
• Rua Sapucaí, Bairro Floresta

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