O que fazer no feriadão? Esportes radicais ou visitar museus? Uma cidade mineira vai te surpreender

Localizada na Zona da Mata, esta cidade oferece ótimas opções de bares. Mas, é claro, existem passeios turísticos interessantes para explorar, como visitar museus, parques e encarar esportes de aventura

por Paulo Pianetti* 01/11/2017 19:00

Esportes Radicais de Aventura/Divulgação
Pedra do Cachorro é perfeitas para inciantes na prática do rapel (foto: Esportes Radicais de Aventura/Divulgação)
Juiz de Fora é uma das maiores cidades do estado de Minas Gerais, situada na Zona da Mata. Fundada em 31 de maio de 1850, a cidade tem uma população de 559.636 (IBGE 2016) e já teve relevância notável no início do século passado. Isso, graças ao grande crescimento econômico gerado pela cultura do café, motivo que, à época, deu à cidade o apelido de “Manchester Mineira”. Estando a 283 quilômetros de Belo Horizonte e a 180 quilômetros do Rio de Janeiro, o belo-horizontino que quiser tirar o fim de semana para passear por lá deve pegar a BR-040, sentido Rio de Janeiro, e seguir até a cidade.

A prática de esportes radicais também ganha espaço entre as atividades e programas a se fazer em Juiz de Fora. Como a cidade está situada muito próximo à mata atlântica, ligada às montanhas da Serra da Mantiqueira, o ecoturismo permite realizar atividades como rafting e rapel. Inclusive, quem for ao Rio Paraibuna desfrutará de descidas emocionantes em suas corredeiras. O aeroclube de JF também marca voos panorâmicos sobre a cidade.

PAINEL

Fernando Souza/Especial para EM
Painel As Quatro Estações, de Cândido Portinari (foto: Fernando Souza/Especial para EM)
 

Começamos nosso passeio turístico com uma leve caminhada pela cidade. Sugere-se que o turista vá conferir o painel As quatro estações, pintado por Cândido Portinari, e que fica localizado na fachada do Edifício Clube de Juiz de Fora. Outro ícone é o Marco do Centenário, um desenho pintado por Di Cavalcanti em um painel localizado no Bairro Poço Rico. Ir visitar a Academia do Comércio também está incluso num passeio turístico a pé. Inaugurada em 1894, a construção, de estilo eclético, tinha o dever de ensinar as melhores práticas comerciais da época e está entre as mais bonitas da cidade.

Falando especificamente dos pontos turísticos mais famosos, podemos citar o Museu Mariano Procópio, o Parque da Lajinha e o Mirante Morro do Cristo. Partindo do museu, que foi o primeiro do estado, o turista fará uma viagem ao passado. Quem chega por lá tem, à sua disposição, um acervo de cerca de 45 mil objetos, entre peças históricas, científicas e artísticas, muitas delas da época do Império. A dica, ao visitar o Mariano Procópio, é observar as peças de história natural.

Roberto Fulgencio/Tribuna de Minas
Monumento ao Cristo Redentor, construído no Morro do Imperador (foto: Roberto Fulgencio/Tribuna de Minas)

O Parque da Lajinha, assim como o Parque Municipal, em Belo Horizonte, é um grande espaço de área verde em meio a uma cidade totalmente industrializada. Com 867 mil metros quadrados, o parque esteve fechado para reformas, a única em seus 34 anos de existência, mas foi reaberto alguns anos atrás. São diversas opções de lazer para pais e filhos, espaços para piqueniques e caminhadas, além de um laguinho e uma academia ao ar livre. Uma das novidades do “novo parque” é um borboletário, onde foram plantadas espécies da flora que atraem borboletas, como pés de maracujá. Depois do reflorestamento, foram mais de 33 mil mudas plantadas e aproximadamente mil árvores nativas da mata atlântica.

Por fim, o Mirante Morro do Cristo – também conhecido como Morro do Imperador – está a 923 metros de altura e, em 1861, teve sua vista contemplada por d. Pedro II. A vista panorâmica da cidade é o que motiva os turistas a subir o morro, onde também foi construída uma capelinha em homenagem a Cristo.
Humberto Nicoline / Especial para o EM
Vista panorâmica da cidade do alto do Morro do Imperador (foto: Humberto Nicoline / Especial para o EM )


NOITE Para os apreciadores de um bom boteco e uma boa sobremesa, a dica é visitar o Bar do Bigode e o Brownie do Rapha. O primeiro é tradicionalmente conhecido por fazer o melhor torresmo do Brasil, e o segundo, como o próprio nome sugere, oferece a melhor produção caseira de doces da cidade. Os foliões também têm vez em Juiz de Fora. Quem nunca foi ou jamais ouviu falar, é quase obrigado a conhecer a Privilège, boate de destaque em toda a América do Sul e que revolucionou o conceito de “noitada” na cidade. O enorme ambiente tem sete cenários, divididos em duas pistas de dança, dois bares, jardins, pub e o Café da Mata, espaço acolhedor e privativo, adequado para eventos empresariais mais íntimos, para até 100 pessoas.

* Estagiário sob a supervisão da subeditora Elizabeth Colares

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