Nem Paris, nem Londres. Descubra qual é a cidade mais visitada do mundo

Líder no ranking mundial de visitantes, Bangcoc, a capital da Tailândia tem tudo que se espera de uma grande metrópole asiática: templos, boa comida e modernidade (além de ser extremamente barata)

por Diogo Carvalho 22/08/2017 07:12
Visit Bankok/Divulgação
O imponente Grande Palácio Real desperta suspiros entre os visitantes da capital da Tailândia (foto: Visit Bankok/Divulgação)
Bangcoc é hoje uma das cidades mais visitadas do mundo. A capital tailandesa recebeu no ano passado quase 22 milhões de estrangeiros, ficando à frente de Londres (19,8 milhões) e Paris (18 milhões), segundo pesquisa realizada. Só para se ter uma ideia, o Brasil inteiro recebeu o recorde de 6,6 milhões de turistas no ano passado, boa parte deles por conta dos Jogos Olímpicos.

A Tailândia é uma joia localizada no Sudoeste asiático, continente que vem sendo descoberto aos poucos pelos brasileiros graças à grande oferta de passagens aéreas – a maior parte dos voos mais baratos parte de São Paulo, com paradas no Oriente Médio. Como recifense que morou lá durante quase um ano, posso assegurar que a caótica (porém, charmosa) Bangcoc sofre o mesmo preconceito que a capital pernambucana.

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Wat Arun - Templo do Amanhecer é o principal cartão-postal de Bangcoc (foto: Visit Bankok/Divulgação)

Assim como os visitantes que vão a Pernambuco, passam dois ou três dias na capital e seguem para o Litoral Sul, o mesmo ocorre com a metrópole asiática, que acaba trocada depois de poucos dias pelas praias e ilhas do Sul do país. O clima por lá também é igual ao do Recife: um período de chuvas pesadas (e diárias), entre maio e agosto, e o resto do ano de sol e calor intenso, com uma diferença de que a média lá ultrapassa os 40 graus. Lembre-se de que a cultura oriental é totalmente diferente da ocidental, então você pode não encontrar papel higiênico ou facas, por exemplo, em alguns locais mais tradicionais. Se visitar o país até outubro, não estranhe o luto oficial de um ano devido à morte do rei Bhumibol, que passou 70 anos no trono.


Apesar do sol forte, nada de shorts ou regatas. Em boa parte dos mais de 400 templos da cidade e em prédios oficiais (como o Grande Palácio) é proibido entrar com joelhos ou ombros descobertos, em sinal de respeito. A dica é levar uma calça (ou saia) levinha na mochila e vestir na entrada. Esses itens são encontrados – junto a uma variedade de artigos locais – nos mercados noturnos. O gigantesco Chatuchack fica aberto em todos os fins de semana e deve ser parada obrigatória.

TERRA DO SORRISO

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Loha Phrasah e jardins reais: capital tailandesa oferece uma série de passeios gratuitos (foto: Visit Bankok/Divulgação)
Os tailandeses são simpáticos (lá é a “terra do sorriso”) e adoram negociar. Então, prepare-se para barganhar tudo por menos da metade do preço. Não se iluda com as agências de viagens que oferecem pacotes em hotéis e albergues próximos à Khao Sand Road (a rua dos mochileiros). É uma péssima localização, longe do Centro da cidade e sem linhas de metrô ou trem aéreo, deixando o turista refém dos irritantes tuk-tuks (espécie de triciclo) e de taxistas mal-intencionados, que cobram o equivalente a R$ 50 por uma viagem pequena – um trajeto de meia hora não deve custar mais de R$ 10. Prefira ficar nas regiões do Siam ou Silom.

 

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No mercado Chatuchack, o turista vai encontrar uma variedade de artesanato e comidas típicas com preços baixos (foto: Visit Bankok/Divulgação)
 


Nossa moeda é bem valorizada em relação ao bath tailandês. Numa praça de alimentação de shopping não se gastam mais de R$ 6 numa refeição. Se quiser arriscar numa barraca de rua (eu evitaria), o valor cai para R$ 3. Leve dólares e troque pela moeda local, pois, dificilmente, encontrará uma máquina de cartão de crédito ou débito. Ajuda na hora de comprar um pad thai (típico macarrão local) e até na hora da gorjeta depois de uma massagem.

 

CURIOSIDADES

 

Viajar para a Tailândia virou “modinha” entre os brasileiros mais jovens que resolvem fugir dos roteiros internacionais mais básicos, como Europa e Estados Unidos. Mas não é de agora que essa monarquia asiática é considerada a “capital dos mochileiros”, turistas conhecidos por adotar estilos de viagens mais baratos.


O preço salgado dos trechos aéreos – entre R$ 3,5 mil e R$ 4 mil, mas sempre há promoções – de mais de 40 horas (prepare-se para um fuso horário de 11 horas à frente) é totalmente compensado pelo custo de vida baixíssimo no país. Uma diária em hotel cinco estrelas em Bangcoc, por exemplo, pode custar o equivalente a R$ 120 (mais barato que um albergue em Paris ou Londres). Está cansado de andar? Pegue um táxi do subúrbio para o Centro pagando menos de R$ 8. Prefere transporte público? A passagem de ônibus custa R$ 0,80. Para desfrutar de uma das gastronomias mais celebradas do Oriente, o visitante não paga mais de R$ 30 num bom restaurante – o valor cai para menos de R$ 5 nos tradicionais carrinhos de rua.

 

» Templo favorito de muitos turistas  

BERTHA MAAKAROUN/EM
É no Wat Pho que se encontra a maior estátua de Buda deitado do país, com incríveis 46 metros. (foto: BERTHA MAAKAROUN/EM)

É no Wat Pho que se encontra a maior estátua de Buda deitado do país, com incríveis 46 metros. É nessas pagodas ainda que está instalada uma das mais respeitadas escolas de massagem.

» Visita à Bangcoc do século passado

Jim Thompson foi o empresário inglês que levou a cultura da seda à Tailândia. 
Sua casa, construída à beira do rio, virou um museu, que mostra os costumes do povo de Bangcoc.

» Bela furada a bordo do barquinho
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Mercados flutuantes na Tailândia podem ser uma verdadeira furada, como Damnoen Saduak (foto: BANKOK.COM//DIVULGAÇÃO)

Mercados flutuantes na Tailândia podem ser uma verdadeira furada, como Damnoen Saduak, onde são vendidos suvenires made in China. Se quiser mesmo se arriscar, vá no Tailing Chan, onde comercializam comida.

» Luzes, compras e pura diversão

No bairro do Siam se encontra um dos maiores complexos de shoppings da Ásia. São mais de 10 gigantes conectados por passarelas, com preços e atrações variadas, de aquários a boates.

»  Jantar a bordo de balsas

Símbolo do reinado de Rama III e cartão-postal oficial da Tailândia (está estampado na moeda de 10 baths), o Wat Arun – Templo do Amanhecer é a principal atração dos cruzeiros realizados pelo Rio Chao Phraya, com saídas do porto Asiatique.

» Caos, insetos e muitos tuk-tuks

Passar pela Chinatown vale mais para conferir os coloridos letreiros e as comidas exóticas. Ali do lado, na Khao Sand Road (rua de mochileiros), desavisados se arriscam nas barracas que vendem escorpiões, gafanhotos e baratas “comestíveis”.

» Para respirar o mesmo ar do rei

Local mais visitado da capital, o Grande Palácio é um conjunto de edifícios que servem como moradia da família real desde o século 19. Os imponentes guardiões vigiam a entrada do templo do precioso Buda de Esmeralda.

» Moderno e panorâmico
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O moderno e o antigo se fundem na metrópole asiática de 11 milhões de habitantes (foto: Visit Bankok/Divulgação)

Para fugir do trânsito caótico (uma São Paulo cinco vezes pior), a melhor opção é procurar um hotel próximo às linhas do trem áereo. O BTS conta com duas linhas e mais de 30 estações (serviço que deve ser ampliado até 2020). O serviço percorre toda a parte mais moderna de Bangcoc, como o distrito financeiro de Chong Nonsi, com direito a vista panorâmica e ar-condicionado geladinho. A cidade ainda tem uma linha de metrô (18 estações) e uma linha que liga o Centro ao aeroporto. Os preços variam de    R$  1,50 a R$  4,50.

» Um gigante todo em ouro

Entre a Chinatown e a estação de trem está o Wat Traimit, templo que abriga a maior imagem de Buda em ouro do mundo, com cinco metros de altura e 5,5 toneladas, esculpida no século 13.

» Um drinque lá nas alturas

Quase todo arranha-céu da cidade tem um rooftop bar na cobertura. Os preços são salgados, mas a vista vale. O mais famoso é o Vertigo & Moon (no 61º andar), onde foi filmado Se beber não case 2.

»  Realeza está em todo lugar

Imagens dos membros da Dinastia Chakri estão presentes em todos os lugares de Bangcoc, seja em frente a prédios públicos, seja nas avenidas. Se for tirar fotos, cuidado para não faltar com o respeito. 
O povo leva a família real muito a sério.

» Central parque dos dragões 
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Reserve um fim de tarde para o Lumphini Park, oásis entre os espigões do distrito financeiro (foto: Visit Bankok/Divulgação)

Reserve um fim de tarde para o Lumphini Park, oásis entre os espigões do distrito financeiro. Aproveite uma aula de ioga gratuita ou fotografe os dragões-de-Komodo que circulam livremente. 

 

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