Conheça San Sebastián: paraíso da boa mesa muito além de Barcelona

Cosmopolita, a cidade espanhola abriga prestigiados eventos culturais, como o Festival Internacional de Cinema e o Festival Jazz, além de ter alguns dos melhores restaurantes do planeta

por Clara García Cortázar/EFE 17/06/2017 18:00

Juan Herrero/EFE
Visitantes se divertem no mirante do Parque de Atrações do Monte Igueldo, com a Praia de La Concha ao fundo (foto: Juan Herrero/EFE)
A cidade espanhola de San Sebastián, capital da província de Guipúzcoa, no País Basco (norte), atinge seu auge como destino turístico de qualidade por conta de sua beleza natural e a grande oferta gastronômica e cultural. Com cerca de 186,5 mil habitantes, surge do Mar Cantábrico por meio de sua emblemática Bahía de La Concha. 

De fato, Donostia – seu nome em euskera – é uma das cidades com a maior concentração per capita de estrelas gastronômicas do Guia Michelin, já que reúne 16 em um raio de 25 quilômetros. Estabelecimentos como Arzak e Akelarre, ambos com três estrelas, ficam em San Sebastián, que fez também da cozinha em miniatura uma de suas marcas, graças aos seus famosos “pintxos”, as tapas bascas.
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San Sebastián é uma das cidades com a maior concentração per capita de estrelas gastronômicas do Guia Michelin (foto: Juan Herrero/EFE)

A imagem mais emblemática da cidade continua sendo a da Bahía de La Concha, que abriga duas praias de areias finas e água cristalina – La Concha e Ondarreta – e uma ilha – a de Santa Clara. Esse caminho marítimo, que passa pelo Centro da cidade, é arrematado em seus extremos por duas obras de arte, o Peine del Viento, de Eduardo Chillida, e Construcción Vacía, de Jorge Oteiza, que resistiram intactos às ondas durante os fortes temporais. A terceira praia urbana de San Sebastián, a da Zurriola, templo mundial para os amantes do surfe, se situa no bairro de Gros, às margens do Palácio Kursaal, edifício emblemático feito pelo arquiteto Rafael Moneo.

A capital de San Sebastián também costuma ser destino de grandes estrelas da música, como U2, Rolling Stone e Bruce Springsteen. A programação cultural, muito mais intensa do que a de outras cidades de seu tamanho, terá um reforço este ano com 450 atividades extras, por ser a Capital Cultural Europeia, que Donostia compartilha com a cidade polonesa de Breslavia. Essa comemoração, aberta ao som dos tambores que retumbam em sua festa patronal todo 20 de janeiro, é uma nova vitrine para a capital de San Sebastián no mundo e uma nova chance para superar os números já grandiosos de turistas. “San Sebastián sempre vale uma visita, mas, este ano, vale ainda mais”, disse recentemente o ministro da Educação, Esportes e Cultura, Iñigo Méndez de Vigo, durante a Feira Internacional de Turismo (Fitur) da Capital Cultural Europeia.

DESTINO DE QUALIDADE
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A imagem mais emblemática da cidade continua sendo a da Bahía de La Concha, que abriga duas praias de areias finas e água cristalina (foto: Juan Herrero/EFE)

O fim da violência do grupo terrorista ETA também foi determinante no auge experimentado pelo turismo na cidade, que, anualmente, alcança novos recordes. A capital de San Sebastián bateu, em 2015, nova marca em entradas de viajantes, que aumentou 10,7% (578.981).

Os visitantes estrangeiros já superaram os nacionais e procedem, em sua maioria, dos Estados Unidos, Reino Unido e Austrália. São turistas que, normalmente, têm um elevado poder aquisitivo e procuram destinos de qualidade.

Apesar de o Aeroporto de San Sebastián ser pequeno e só abrigar voos regulares nacionais, a capital guipuzcoana fica a apenas 100 quilômetros do Aeroporto de Bilbao e a 40 quilômetros do de Biarritz (França), e prevê receber, em 2019, o trem de alta velocidade.

Embora a oferta de museus tenha sofrido um duro golpe com o fechamento ao público de Chillida-Leku, San Sebastián conta com o Museu San Telmo, o Aquarium e o novo centro de cultura contemporânea, o Tabakalera, enorme espaço com exposições e oficinas, cujo potencial ainda está por explorar.

A “Bella Easo” ou “Pérola do Cântabro” são algumas das merecidas denominações de San Sebastián, onde o turista precisa contar com a chuva como companhia, mas que, mesmo assim, não perde as virtudes de um destino, cuja única desvantagem parece ser o preço.

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