Viagem sensorial: cheiros, cores e sabores nos mercados pelo mundo

Do Oriente ao Ocidente, os mercados são centros de excelência de turismo, gastronomia e cultura. São oásis localizados nos Centros das cidades em prédios históricos, ou sobre as águas, ou praças

por Carlos Altman , Álvaro Duarte Bertha Maakaroun 09/05/2017 07:12

Uma variedade de produtos negociados nos mercados ativa todos os sentidos e pode deixar o turista inebriado de tanto prazer
Se quiser realmente conhecer a cultura e a história de um lugar, visite o mercado local. Os centros de compras são paraísos gastronômicos e turísticos por excelência. São lugares que guardam as tradições históricas de um povo através do comércio que movimenta a economia local. Neles, todos os sentidos são ativados, onde um turbilhão sensorial pode deixar inebriado o turista diante da mistura de cheiros, cores e sabores. Visitar um mercado local é sentir o cheiro de temperos novos, é ver de perto frutas exóticas, é tocar em flores aveludadas, é ouvir músicas regionais e sotaques estranhos, é apreciar quitutes únicos e desvendar um admirável mundo de sabores.

No burburinho dos corredores ou canais, o turista se encanta com as cores das frutas e verduras. Mas, são nos cheiros, e que cheiros, que esses centros de consumo são infalíveis. Eles conseguem conquistar os clientes com um buquê olfativo diversificado que é irresistível não querer provar um pouco de tudo. Nesta hora, o odor marcante dos queijos com ervas começa a dar água na boca. Antes mesmo de avistar os pescados ou embutidos, já sabemos que eles estão por perto. Aí, avistamos jarras de chop  gelado ou garrafas de vinho da região e a memória olfativa age no corpo como de súbito! Epa! Está na hora de dar uma parada e apreciar esta tentação divina. Visitar esses lugares, realmente, é a oportunidade de ativar todos os sentidos. De levar para casa lembranças únicas do artesanato local, de tocar em flores raras e ouvir idiomas e sotaques ao redor, numa babel harmônica, e saber que pessoas de todas as partes do globo buscam a mesma coisa nesses mercados– o prazer de se aprofundar e se encantar na cultura local. Destacamos, nesta edição, os melhores mercados do mundo.

BRASIL

Mistura saborosa

Beto Novaes/EM
Mercado Central, em Belo Horizonte (foto: Beto Novaes/EM)


No ano passado, a revista de bordo da TAM publicou uma matéria especial com os 10 melhores mercados do mundo e, o que todo mundo já sabia, principalmente nós, belo-horizontinos, é que o Mercado Central de BH figurava na lista dos melhores do planeta por sua diversidade de produtos, por sua variedade de temperos, pela sua despojada forma de receber seus visitantes, por seus bares, pelo queijo da Serra da Canastra e pelo artesanato local. O mercado mineiro conquistou nada menos que o terceiro lugar. Perdeu apenas para o Mercado de la Boqueria, de Barcelona, e o Borough Market, localizado em Londres.
Antigamente, ele era chamado de Mercado Municipal de Belo Horizonte. O espaço, inaugurado em 7 de setembro de 1929 pelo então prefeito Cristiano Machado, pertenceu à Prefeitura de Belo Horizonte até 1964. Ao todo, são 400 lojas. Aberto os 365 dias do ano, o mercado oferece desde os itens mais básicos aos mais exóticos.

Mercado Central de Belo Horizonte
• Local: Av Augusto de Lima, 744 – Centro – BH
• Horário de funcionamento: de segunda a sábado, das 7h às 18h. Domingos e feriados, das 7h às 13h.
• Telefone: (31) 3274-9497
• www.mercadocentral.com.br

 


Big exagerado

Carlos Altman/EM
Mercadão Paulista (foto: Carlos Altman/EM)

O imponente prédio histórico e arquitetônico de São Paulo, o Mercado Municipal Paulistano, ou simplesmente Mercadão, se destaca como polo cultural e turístico onde recebe, semanalmente, cerca de 50 mil pessoas. O mercado ocupa um espaço de 12.600 metros quadrados,  localizado no Centro de São Paulo, ao lado da agitada rua de comércio popular – a 25 de Março. O prédio foi projetado pelo engenheiro Felisberto Ranzini, que também é responsável pelo Teatro Municipal e pela Pinacoteca, e inaugurado em 25 de janeiro de 1933.
Em 2004, o edifício passou por uma reforma que incluiu a construção de um mezanino para abrigar restaurantes. Desde o restauro, o Mercadão se tornou ainda mais ponto de encontro dos paulistanos e visita obrigatória para turistas de todo o Brasil e de outros países. Nos fins de semana e feriados, é quase impossível visitar o local devido à multidão que procura o mercado como opção de lazer e gastronomia. A refeição mais popular do mercado é o tradicional e gigantesco sanduíche de pão com mortadela.

Mercado Municipal de São Paulo
• Local: Rua Cantareira, 306 – Centro – São Paulo.
• Horário de funcionamento: de segunda a sábado, das 6h às 18h. Domingos e feriados, das 6h às 16h.
• Telefone: (11) 3313-3365.
www.oportaldomercadao.com.br


Gingado baiano
BRINGO/FLICKR
Roda de capoeira no Mercado Modelo, na Bahia (foto: BRINGO/FLICKR)

Para quem quer mergulhar de cabeça na cultura local, o Mercado Modelo da Bahia é o trampolim.De fácil acesso, fica situado no Bairro do Comércio, ao lado do Elevador Lacerda, uma das zonas comerciais mais antigas e tradicionais de Salvador. Erguido em 1861 para funcionar como Casa da Alfândega, o Mercado Modelo mantém a arquitetura neoclássica original e foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Lá é possível comprar fitinhas do Senhor do Bonfim a roupas e artigos para casa. Além da feira de artesanato, outros atrativos são os restaurantes no piso superior e as rodas de capoeira que ocorre na parte de trás da construção. A regra lá é pechinchar... Não compre na primeira barraca. Outra dica: não deixe que amarrem fitinhas no seu braço. Isso é uma dica para presa fácil para assaltantes!

Mercado Modelo
• Local: Praça Visconde de Cayru, Cidade Baixa, Salvador, Bahia
• Horário de funcionamento: Segunda a sábado,
das 9h às 19h. Domingos e feriados, de 9h às 14h
• www.mercadomodelobahia.com.br

BRASIL E AMÉRICA DO SUL

 

 

Riqueza amazônica

Ver-o-Peso/Divulgação
Mercado ver-o- peso, em Belém do Pará (foto: Ver-o-Peso/Divulgação)

Em Belém, nem pense em deixar de ir ao Ver-o-peso, mercado no Centro da cidade, às margens do Rio Guajará. Na verdade, são vários mercados, compostos de um complexo de barracas e um prédio construído em 1901, símbolo da capital. No antigo edifício, uma imensa variedade de peixes frescos dão a dimensão da fartura dos rios amazônicos. Do lado de fora, divididos em seções, se espalham as barracas de legumes, verduras e frutas, peixes e camarões secos, castanhas e muitos tipos de temperos locais, incluindo o tucupi fresco. Em seguida, as barracas multicoloridas com vidrinhos de perfumes e as beberagens e ervas de medicina popular prometem cura para todos os males. Mais adiante, casas de suco e sorvete oferecem sabores de frutas pouco conhecidas e o clássico açaí. Lanchonetes e restaurantes populares têm refeições e petiscos onde se pode desfrutar a riquíssima e singular culinária paraense. Na beira do rio, bares servem cerveja gelada e peixe frito, de onde pode-se observar o lindo pôr do sol e o Rio Guajará.

MERCADO VER-0-PESO
• Local: Av. Boulevard Castilhos França, s/nº, Belém
• Horário de funcionamento: diariamente, de 6h às 14h.

 

 

Artesanato vale renda

Álvaro Duarte/EM
Carrancas nos mercados de Aracaju, no Sergipe (foto: Álvaro Duarte/EM)

O mercado municipal na capital sergipana, na verdade, são três. Eles ficam lado a lado e são um bom resumo da cultura da região, oferecendo ao turista e à população local artesanato, culinária, literatura e música. Podemos dizer que ele é dividido em três alas. Na primeira, o visitante descobre as belezas das rendas, bordados, esculturas em barro, da literatura de cordel e do bom forró, e ainda pode fazer uma pausa em um dos vários bares e restaurantes, que também têm mesas do lado de fora do prédio. Na praça central, destaque para as raizeiras e para as guloseimas de amendoim, castanha-de-caju e tapioca. Em outro prédio, ao lado, além das carnes, frutas, legumes, verduras e pimentas, muitas pimentas, um ala só de frutos do mar, para deixar qualquer mineiro com água na boca.

Mercados de Aracaju
• Local: Rua José do Prado Franco, s/nº – Centro, Aracaju
• Horário de funcionamento: de segunda a sábado, das 8h às 17h.; domingo 8h às 11h30
• www.aracaju.se.gov.br


Prazeres da carne
Alfredo Durães/EM
Mercado del Puerto, Montevidéu, no Uruguai (foto: Alfredo Durães/EM)

Até hoje se cogita como realmente se deu a construção do Mercado del Puerto, em Montevidéu, capital uruguaia. E histórias pululam no imaginário, tanto de turistas quanto dos locais. Sua estrutura foi montada na Inglaterra e teria como destino final a Bolívia. Porém, a encomenda foi cancelada e acabou em Montevidéu. Outra versão aponta para um naufrágio perto do porto uruguaio e por isso as peças ficaram por ali mesmo. A terceira versão – a mais crível de todas, sugere que um grupo de empreendedores locais encomendou a estrutura diretamente na Inglaterra. O prédio ostenta um estilo de construção inglesa do século 19, com estruturas de metal, seguindo o estilo da época – que remete a uma estação de trem. Erguido nos arredores do porto, tanto para abastecer os muitos navios que atracavam por lá como também para atender à demanda das classes mais ricas da cidade, com frutas, legumes e carnes. Depois de décadas, o local, literalmente, cedeu aos prazeres da carne.
Hoje, ele é dominado por restaurantes e principalmente churrascarias. Logo na entrada os garçons, simpáticos, mas também insistentes, oferecem uma tacinha de medio y medio, uma mistura típica de espumante com vinho branco. Essa é a senha para que o visitante faça a opção pelo restaurante indicado pelo garçom. E o legal mesmo é sentar junto ao balcão (ou mesa), pedir uma Patrícia ou a Norteña – cervejas locais, muito boas por sinal – e apreciar o preparo das carnes, a parrillada, em imensas churrasqueiras que ficam aos olhos do freguês. E também conhecer cortes de carne típicos dos uruguaios, pouco difundidos no Brasil. No geral, é um clima bem agradável, com preços atrativos.

Mercado del Puerto
• Local: Rambla 25 de Agosto, Montevidéu, Uruguai
• Horário de funcionamento: de segunda a sábado, das 8h às 20h30; domingo (fechado) e feriados (horários especiais)
• www.mercadodelpuerto.com.uy


Rei dos pescados
Álvaro Duarte/EM
Mercado Central de Santiago, no Chile (foto: Álvaro Duarte/EM)

Andar pelo Mercado Central da capital chilena é como ter uma grande aula sobre a fauna marinha do Pacífico. Ao passar pelas barracas de frutos do mar, o turista se depara com peixes, crustáceos e moluscos dos mais variados tipos e bem diferentes dos que estamos acostumados no Brasil. Alguns chegam a ser assustadores, mas, quando se passa para a área dos restaurantes – muito receptiva aos brasileiros, inclusive com bandeiras de vários clubes de futebol para atrair o freguês –, eles se transformam em verdadeiras iguarias. Um dos peixes mais saborosos e populares no Chile é o congrio.
A centolla – uma espécie de caranguejo gigante – é outra atração da culinária chilena que o visitante pode experimentar no mercado.

Mercado Central de Santiago
• Local:  San Pablo, 967 – Santiago, Chile
• Horário de funcionamento: de segunda a domingo,
das 8h às 19h
• www.mercadocentral.cl


EUROPA



Melhor do mundo

Quique Garcia/AFP
La Boqueria, Barcelona, Espanha (foto: Quique Garcia/AFP)

O Mercado de São José (Mercat de Sant Josep) é popularmente conhecido como La Boqueria. É o mais antigo dos mercados municipais de Barcelona, na Catalunha, na Espanha (de 1840) e foi eleito, este ano pela CNN, o melhor mercado do mundo. Mesmo título recebido, no ano passado, na revista de bordo da TAM. Devido ao sucesso estrondoso nos últimos anos, o mercado famoso vai passar por uma reformulação. As autoridades municipais querem resgatar a autenticidade do mercado, um dos pontos centrais da Avenida Las Ramblas.
Para quem já visitou o lugar, sabe que ir ao mercado é um passeio sem igual, mas a população local reclama do fato de as multidões de turistas impedirem os moradores de frequentarem as barracas do Boqueria para fazer suas compras diárias. Mas fique tranquilo: a explosão de cores e a fascinante mistura de comidas de todos os tipos — de frutas exóticas aos doces árabes e de ostras ao porco assado — vão continuar as mesmas. Parte importante da cena cultural e gastronômica catalã, o mercado começará a reduzir gradualmente o número de pequenos bares que vendem comida pronta, dando mais espaço para alimentos frescos como frutas, verduras e peixes. Então já sabe, ao visitar o mercado, faça como os moradores locais, vá bem cedinho e aproveite.

Mercado La Boqueria
• Local: La Rambla, 91, Barcelona, Espanha
• Horário de funcionamento: de segunda a sábado, das 8h às 20h30. Domingos (fechado) e feriados (horários especiais)
www.boqueria.info


Garimpo gastronômico
Álvaro Duarte/EM
Mercado San Miguel, Madri, na Espanha (foto: Álvaro Duarte/EM)

Localizado muito perto da Plaza Mayor e da Puerta del Sol, o Mercado San Miguel fica no coração de Madri. O antigo mercado de pescados foi totalmente revitalizado em 2009 e hoje é um centro etílico-gastronômico, perfeito para quem gosta de um bom vinho ou uma cerveja gelada, e petiscos dos mais variados tipos. Todo em ferro e vidro, lá o turista pode fazer uma via-sacra entre tira-gostos de frutos do mar, azeitonas, queijos, bolinhos e empanadas de vários sabores, presuntos e a internacional cozinha japonesa. E, para as formigas de plantão, uma grande variedade de doces e chocolates. No centro do mercado há mesas e cadeiras à disposição dos clientes, mas o bom mesmo é ficar dando voltas entre as barracas garimpando coisas novas ou mesmo um bom papo.

Mercado San Miguel
• Local: Plaza de San Miguel, Madri, Espanha
• Horário de funcionamento: Segunda, terça, quarta e domingo, das 10h às 0h; quinta, sexta e sábado de 10h às 2h
• www.mercadodesanmiguel.es



Temperos da rainha

Luke Macgregor/Reuters
Borough Market, Londres (foto: Luke Macgregor/Reuters)

O Borough Market, com 250 anos de história é o mercado mais antigo estabelecido na margem sul do Tâmisa, próximo à London Bridge. Hoje ele é um centro de distribuição e abastecimento de alimentos que só é aberto ao público às quintas, sextas e sábados. No restante da semana funciona somente como atacadista. São 70 barracas de alimentos da mais alta qualidade. Mas as pessoas não vão lá só para fazer a feira da semana, principalmente porque os produtos não são baratos. Além de frutas e verduras fresquinhas, várias barracas vendem produtos gourmet de diferentes partes do mundo, como azeitonas, azeites, patês, linguiças, pães, queijos… e oferecem os produtos para degustação.
No entorno do mercado, diversos restaurantes, bares e cafés para sentar e ficar apreciando os turistas, londrinos e vendedores. Para um almoço tradicional, há o Restaurante Roast, que serve comida britânica com ingredientes locais. Ir ao Borough Market é um excelente programa para sábado de manhã, e como é muito popular, é bom chegar cedo para evitar a multidão.

Borough Market
• Local: Borough High Street, SE1, Londres
• Estação de metrô mais próxima: London Bridge ou Borough (linha Northern)
• Horário de funcionamento: quarta e quinta-feira, 10h às 17h
Sexta-feira, das 10h às 18h; sábado de 8h às 17h
• http://boroughmarket.org.uk/


ÁSIA



Templo da pechincha

AFP
Grand Bazaar, Istambul, na Turquia (foto: AFP)

Oriente e Ocidente se encontram ao visitar o Grand Bazaar, em Istambul, na Turquia. Também chamado Bazar Coberto ou Mercado Coberto, o local é provavelmente o maior e um dos mais antigos mercados do mundo, situado no bairro histórico de Eminönü, distrito de Fatih, na capital turca. Aberto em 1461, é muito conhecido principalmente pela joalheria, cerâmica, especiarias e tapetes. Tem mais de 60 ruas cobertas e milhares de lojas
(4 mil de acordo com dados locais), é frequentado por 250 mil a 400 mil pessoas diariamente. Existem zonas especiais para cada tipo de loja. Para não perder seu tempo caso procure alguma coisa específica, é melhor levar um mapa pois o bazar é um verdadeiro labirinto.


Andar pelo maior mercado do mundo é um teste de paciência e, mais ainda, de coragem. Que os turcos amam o futebol como os brasileiros todos nós sabemos, mas tem uma modalidade esportiva que eles tiram de letra – a pechincha! É uma questão cultural e tirando poucas exceções, nenhum preço na Turquia está fechado: eles querem e incentivam você a negociar praticamente qualquer coisa por lá! Mas, com limite. Até 50% de descontos os vendedores conseguem fechar o negócio, se insistir em abaixar ainda mais, o caldo esquenta e, nesta hora, é melhor tirar o time de campo.
Fica a dica: vá pela manhã. Com menos clientes disponíveis, os vendedores tendem a baixar um pouco os preços. Mesmo se não quiser fazer compras, vale a pena explorar grande parte das ruas e, pelo menos, apreciar a arquitetura, os artigos expostos e todo o alvoroço.

Grand Bazaar
• Local: Beyazt Mh. Fatih/Istambul, Turquia
• Horário de funcionamento: de segunda a sábado,
das 8h às 19h; domingo: fechado
• A estação de metrô mais próxima é a Eminönü


Veneza do Oriente
Damir Sagolj/Reuters
Mercado flutuante Damnoen Saduak, na Tailândia (foto: Damir Sagolj/Reuters)

Já imaginou fazer compras em um mercado flutuante? A 100 quilômetros de Bangcoc está Damnoen Saduak, o mais antigo e famoso da Tailândia. Sobre as águas turvas dos diversos canais formados pelos rios Tha Chin e Mae Klong, é possível ver de perto o inusitado sistema de compra e venda de mercadorias. De dentro de barcos e canoas os produtores locais comercializam um pouco de tudo: frutas, verduras, lembrancinhas, flores, bebidas, chás e comidas típicas.
Com mais de 100 anos de história, o mercado flutuante é charmoso por conta das pequenas embarcações que vão e vêm pelos canais da Veneza do Oriente. O que era um mercado tradicional,  se tornou uma atração exclusivamente turística. Os moradores locais reclamam do fato de a região ter perdido as suas características originais. Com a invasão dos turistas, os preços foram às alturas. Mas, mesmo lotado de gente, o mercado da província de Ratchaburi vale a pena ser visitado. Nem que seja a pé, pelas bordas,
ou alugando um barco.

Bang Phae - Damnoen Saduak District
•Horário: 7h às 12h


Atmosfera exótica
bertha Maakaroun/EM
Muslim Quarter, Xian, China (foto: bertha Maakaroun/EM)

A área de pedestre fica nas proximidades da Bell Tower, prédio tradicional que marca o centro geográfico da antiga capital Xi'an. Trata-se do mercado a céu aberto conhecido por Huimin Street ou Muslim Quarter (Quarteirão Muçulmano) em Xian, ponto de partida da Rota da Seda, fundada há mil anos durante a Dinastia Han (206 a.C. – 9d.C.). Mercadores do mundo árabe e da Pérsia ali se estabeleceram, passando a ser chamados de povo Hui. Um frenético zum-zum-zum de vendedores, em interação com clientes potenciais, misturam-se aos cheiros, sabores, cores e comidas exóticas.

É uma atmosfera única. Tudo é preparado aos olhos de uma infinidade de nativos e turistas interessados em degustar o famoso roujiamo – carne marinada ou de cordeiro recheado dentro de um pão recém-assado –, o tradicional é o yangrou paomo – pão de pita embebido na sopa de cordeiro. Há uma variedade dessas sopas, com vários tipos de carne, uma delas inclui sangue de ovelha. Ali são encontrados os fios de feijão ao sabor de Shaanzi, bolinhos, macarrão frio feito de arroz ou de farinha, além de caranguejos e polvos à milanesa, servidos no espeto, frutas secas à moda árabe,  além de doces confeccionados em grandes tablados. Mas como todo bom mercado, há muito mais do que comida. Roupas, artesanatos, obras de arte e lembrancinhas de todos os gêneros em referência ao impressionante exército de terracota – Guerreiros de Xian, que guardam o primeiro imperador da China Unificada, Qin (210-209 a.C.).

Muslim Quarter
• Local: Beilin District, Xian, China
•Horário de funcionamento: diariamente, das 9h às 19h

 

Participaram da reportagem Janaína Vasconcelos e Pablo Pires 

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