Páscoa saborosa: Garoto abre museu com sabor de infância

Passeio pela fábrica de chocolates, em Vila Velha, tem um novo atrativo. Inaugurado no último sábado, museu conta a história da empresa

por Isabella Souto 13/04/2017 08:00

Garoto/Divulgação
(foto: Garoto/Divulgação)
Parada obrigatória de mineiros em visita ao Espírito Santo, a fábrica da Chocolates Garoto traz um atrativo a mais para o turista e moradores da região. Para quem quiser saber um pouco mais sobre o plantio e a colheita do cacau, conhecer as primeiras máquinas usadas na produção da guloseima e momentos importantes da marca que chegou ao Brasil há 88 anos, vale a pena uma passada pelo Museu da Garoto, espaço inaugurado no último sábado. O ingresso tem o preço simbólico de R$ 2, o que dá direito a uma foto de recordação com uma imagem histórica da fábrica ao fundo.

O museu tem três ambientes: o primeiro deles é o Salão da Maquete, onde há uma exposição de todo o complexo da fábrica localizada em Vilha Velha, e que é uma das 10 maiores do mundo, e as etapas da produção do chocolate, que vão desde o processo de plantio do cacau até a chegada à fábrica. A maquete é autoexplicativa e conta com um painel luminoso que descreve cada etapa. No mesmo ambiente há um quadro com curiosidades sobre o fruto, como relatos de seu consumo desde o ano 600 a.C. e o fato de já ter sido usado como moeda de troca.

O segundo ambiente é o Salão do Cacau, onde o visitante pode ver a réplica de uma árvore em tamanho real e ainda sentir a textura e gosto de várias formas do cacau – algumas bem amargas. Um painel no mesmo salão traz fotos de todo o processo de plantio e colheita do fruto e um mapa-múndi aponta o Brasil como o sexto maior produtor do fruto, atrás apenas de Costa do Marfim, Gana, Indonésia, Nigéria e Camarões.
Garoto/Divulgação
Exposição conta toda a trajetória da empresa e a origem do seu nome (foto: Garoto/Divulgação)

O terceiro salão é um mergulho na história da Garoto, que chegou ao Brasil em 1929, trazida pelo imigrante alemão Henrique Meyerfreund. As balas H. Meyerfreund & Cia eram fabricadas em um galpão localizado na Prainha, bairro de Vila Velha. Comercializadas por meninos, em tabuleiros, nos pontos de bonde da cidade, logo passaram a ser conhecidas como balas garoto – daí a origem do nome da marca. As primeiras máquinas para a produção de chocolates foram adquiridas por Meyerfreund cinco anos depois.

Na visita de cerca de 30 minutos e guiada por um profissional da empresa, o turista acompanha a evolução da figura do menino que representa a marca e a história de alguns dos carros-chefes da indústria de chocolate, como o bombom Serenata de amor, criado em 1949; Batom, idealizado em 1976; e Talento, que chegou ao mercado em 1993. Um videoálbum traz a exposição dos principais comerciais da marca e as peças veiculadas na mídia impressa. Na saída, o turista tem acesso à loja com todos os produtos comercializados no país, além de outros exclusivos.

CHOCOTUR

 

De acordo com o diretor-geral da Chocolates Garoto, Liberato Milo, a recriação do Museu da Garoto em um espaço maior e mais moderno é uma forma de contar uma história que se tornou uma marca do Espírito Santo há 88 anos. Ele lembra que a fábrica da Garoto é o segundo ponto turístico mais visitado do estado, atrás apenas do Convento da Penha. “Queremos mostrar a cultura do chocolate, como ela nasceu no Espírito Santo. É válido compartilhar isso, faz parte da cultura geral”, diz ele. Segundo dados da empresa, cerca de 350 mil pessoas a cada ano fazem o chocotour pela fábrica e loja. A expectativa é que o número cresça ainda mais com a inauguração do museu.

* A repórter viajou a convite da Garoto

SERVIÇO


Museu da Garoto
» Meyerfreund 1, Glória, Vila Velha
» Visitas de segunda a
sexta-feira, das 9h às 16h30;
e aos sábados, das 9h às 14h
» Entrada: R$ 2
» Não é preciso agendar a visita, mas a capacidade é de 35 pessoas em cada tour

 

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