Curso de dança é criado para combater o isolamento social

Disciplinas 'Ex-preguiça', 'Chama a família' e 'Sextou' são ministradas por bailarinos do grupo 1º Ato, por meio do Zoom

Fernanda Gomes* 25/08/2020 23:21

 

Juarez Rodrigues/EM/D.A Press
Bailarinos do Primeiro Ato comandam projeto voltado para o dias de pandemia (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)

O projeto Novos Tempos, Novos Atos foi a forma que o Primeiro Ato Centro de Dança encontrou para ajudar as pessoas a enfrentar o estresse e a tristeza causados pela pandemia. “O estado de isolamento social gera em nós o medo do outro. Passamos a temê-lo por não saber quem pode passar o vírus. Dançar não é apenas fazer passos de dança, vai muito além disso”, afirma Suely Machado, bailairina, coreógrafa e professora do Primeiro Ato.


São quatro novas disciplinas: 'Corpo-coração', ministrada por Suely; 'Sextou', por Gladson Santos; 'Ex-preguiça', por Marcela Rosa; e 'Chama a família', por Lu Blanc.


“Algumas pessoas estão muito ansiosas, outras estão entediadas. Alguns trabalham muito, mas têm pouco prazer”, comenta Suely, ao explicar por que criou um curso para os dias de pandemia.


“Queremos tocar o coração das pessoas que estão em casa, privadas do prazer causado pelos encontros”, diz a coreógrafa. As aulas, que custam a partir de R$ 35, são ministradas via aplicativo Zoom, com inscrições na plataforma Sympla.


'Corpo-coração' é destinada a pessoas de todas as idades, conta a coreógrafa. “Só dançamos um corpo que conhecemos. A gente vai mostrando que todo mundo pode dançar. Essa coisa de pessoa desajeitada, que não consegue dançar, é só falta de prática e de uma boa metodologia”, garante Suely Machado, que tem alunos de 30 a 70 anos.


Suely conta que recebe mensagens de alunos dizendo que as aulas os ajudaram a tirar o foco das coisas negativas. “Elas se sentem parte de alguma coisa, e não isoladas em casa.” As lições valorizam pequenos movimentos. “Trabalhamos as articulações, pulso, cotovelo, axila, joelho. Trazemos os movimentos para mais perto das pessoas”, explica a coreógrafa.

 

* Estagiária sob supervisão da editora-assistente Ângela Faria