Marcos Veras apresenta balanço bem-humorado da década

O monólogo homenageia João Bosco, Ed Motta, Daniel, Lulu Santos e Martinho da Vila

por Débora Anunciação* 14/09/2018 08:00
Daryan Dornelas/Divulgação
Criado em 2008, Falando a Veras foi o pontapé inicial da carreira de Marcos Veras (foto: Daryan Dornelas/Divulgação)
“Tem música, piada, imitação, comentários sobre o cotidiano, notícias do dia a dia e ainda uma certa interação com a plateia. Sou eu, com texto meu. É pra fazer rir do início ao fim, para a barriga doer de tanto rir”. Essa é a promessa do ator e humorista Marcos Veras, que se apresenta sábado (15), na capital mineira.

Criado em 2008, Falando a Veras foi o pontapé inicial na carreira do artista, que inclui passagens pelo Porta dos Fundos, canal humorístico no YouTube, e Zorra total, programa da TV Globo. No palco, o humorista aborda mudanças ocorridas em uma década. “Há 10 anos tínhamos Orkut, não Instagram”, brinca ele.

A plateia é incentivada a participar por meio de entrevistas conduzidas por Veras. “Procuro casais que estão há 10 anos juntos, namorando ou casados. Também pergunto o que estavam fazendo em 2008, o que querem fazer daqui a mais 10 e o que gostariam de ver diferente na próxima década”, adianta.

O roteiro foi mudando ao longo do tempo. “Tem um esqueleto fixo, uma base que é a mesma, mas sempre com pitadas atuais”, explica Veras, defendendo que o humorista deve estar atento ao que ocorre no mundo. “O movimento feminista está cada vez mais forte, por exemplo. Então, piadas feitas há 10 anos são adaptadas para a realidade atual.”

O carioca avisa: seu show nunca abusou de piadas ofensivas. “Não é que há 10 anos podia... Nunca pôde. Quando você fala de relacionamento entre homem e mulher, é preciso ficar atento para não ser machista, porque às vezes somos. É preciso fazer uma autocrítica. Os comediantes estão atentos a essa mudança de comportamento. Porém, o humor também erra, e pode pedir desculpas”, garante.

TERNO


Apesar de usar elementos do stand-up, a peça não se prende ao formato. É definida pelo autor como um show de humor. “No stand-up raiz, o comediante está com a roupa do dia a dia, eu estou de figurino, entro de terno. Lá também não tem trilha sonora, já o meu tem um bloco inteiro musical com grandes cantores”, explica.

João Bosco, Ed Motta, Daniel, Lulu Santos e Martinho da Vila são alguns dos artistas homenageados por Veras. Para ele, o bom imitador deve destacar características geralmente despercebidas pelo público.

“Esse é um show para todos os gostos, porque falamos de assuntos universais como música, relacionamentos, carreira e televisão”, define. A longa carreira da peça não impede novas emoções para quem já assistiu a ela. “Ou rirão das mesmas coisas ou de coisas diferentes, porque o humor é um estado de espírito tanto do comediante quanto da plateia. Semana passada, estava me apresentando em Campinas e entrevistei um casal que foi ao show há 10 anos, uma grande coincidência. Eles se divertiram da mesma forma”, garante.

* Estagiária sob supervisão da editora-assistente Ângela Faria

FALANDO A VERAS
Com Marcos Veras. Sábado (15), às 21h. Teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube. Rua da Bahia, 2.244, Lourdes, (31) 3516-1360. Antecipado: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia-entrada). No dia: R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia). Vendas on-line: eventim.com.br.

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