FIT-BH divulga dez espetáculos selecionados para a Mostra Local; confira

Foram enviadas 178 inscrições para a comissão responsável pela seleção. Paritária, é formada por representantes da sociedade civil e do poder público

por Da redação 30/08/2018 19:49
Fernando Badharo/Divulgação
O espetáculo Rua das Camélias foi um dos selecionados para a Mostra Local do FIT BH (foto: Fernando Badharo/Divulgação)
A Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura divulgou, nesta quinta (30), os dez espetáculos mineiros selecionados para a mostra local da 14ª edição do Festival Internacional de Teatro Palco e Rua de Belo Horizonte (FIT-BH). Foram recebidas 178 inscrições de grupos e artistas de todo o estado. O resultado final está publicado nosite oficial do FIT-BH e também nas redes sociais do festival e @fitbh. O FIT-BH acontece de 13 a 23 de setembro em diversos espaços da capital.

Os trabalhos escolhidos foram: Rua das Camélias(Cia. Vórtica de Teatro), Two Ladies (Oh Ladies! Group), Peixes (Ana Régis), Espécie (Igor Leal – Beijo no seu Preconceito), Fuck her (Ludmilla Ramalho), Deformação (Priscila Rezende), A Jagunça (Insólita Companhia), O Grito do Outro – O Grito Meu! (Cia. Espaço Preto), Sublime Travessia (Dudude) e A Santa do Capital (Cóccix Companhia Teatral). 

A seleção foi feita por comissão paritária formada por membros da sociedade civil e do poder público. Representaram a sociedade civil Anderson Feliciano, Carolina Braga, Antônio Carlos Ferreira e Ângelo César Fernandes. Pela administração pública, Fernanda Álvares Vidigal, Graziella de Souza Pereira, Márcio Emmanuel de Oliveira Moraes e Roza Maria Oliveira. A comissão assistiu aos espetáculos em vídeo. O processo seletivo recebeu o suporte do Instituto Periférico, organização da sociedade civil selecionada por meio de chamamento público e, que nesta edição, assina a correalização do festival, ao lado da Fundação Municipal de Cultura e da Secretaria Municipal de Cultura.
 
O conceito Corpos-dialetos permeia toda a programação do FIT-BH, da mostra nacional à internacional, passando também pela mostra local. O conceito revela teatro brasileiro contemporâneo, estruturado nas matrizes africanas e marcado por debates estético-políticos sobre questões de gênero e étnico-raciais.

 
ESPETÁCULOS SELECIONADOS
 
Rua das Camélias
Cia. Vórtica de Teatro

Uma rua. Um lugar da cidade. Rua das Camélias ocupa um hotel de ‘alta rotatividade’ e procura revelar um pouco da vida que existe atrás do mito. O que é real? O que é fantasia? Quem foi Hilda Furacão? Quem são as mulheres que hoje alugam os quartos destes hotéis? O que procuram? O que isso tem a ver com cada um de nós?

Two Ladies
Oh Ladies! Group

Uma pequena sugestão de espanto-antitédio para senhoras e donas de casa. Two Ladies é uma jornada de mulheres em trânsito dividida em três atos: “Two Ladies Golfers”, “Academia de Malvadas” e “Donas das Divinas Tetas”. Trata-se da saga de duas mulheres superlativas em constante mutação, que vão de um comportamento frívolo e submisso, ao empoderamento e autonomia de seus corpos. Como numa saga épica, elas passam por três momentos importantes da descoberta do seu feminino.

Peixes
Ana Régis

Em uma consulta médica, em manicômio judiciário, Cláudia, de 47 anos, professora, revela as histórias que viveu, numa narrativa fragmentada como seu pensamento. Ela conta como quebrou a ordem das coisas e se libertou do ciclo de violência do qual fazia parte. Cláudia não é uma estatística. Cláudia é uma consequência social. Peixes é um espetáculo poético e forte, cuja dramaturgia contém relatos reais de mulheres violentadas.

Espécie
Igor Leal - Beijo no seu preconceito

"Desejo para você - para nós - fúria criativa para continuarmos a devorar o mundo. E que o resto seja amor”. Espécie  é um trabalho híbrido que caminha pelo teatro, performance e instalação com perspectiva queer e pós-pornô. Uma experiência que usa das sexualidades como via de expressão artística, ampliando noções de vida e prazer para transcender categorias sociais de sexo e amor.

Deformação
Priscila Rezende

Deformação busca expor um conflito comumente enfrentado por mulheres negras e à margem do padrão estético imposto por nosso meio social, que se vê segregada, menosprezada e não representada em nossos meios midiáticos e até mesmo em ambientes de convívio diário, muitas vezes não figurando como referências de "boa aparência" e "beleza", tornando claras e concretas as feridas incutidas na autoestima desta mulher.
 
A jagunça 
Insólita Companhia

Zinha nasceu num fim de mundo do sertão mineiro, onde seu marido e filho são assassinados. Ao perder o companheiro, ela se resigna, mas, ao perder o filho, ela abre o corpo para Deus e o Diabo dizendo precisar da força dos dois para vingar sentença. Um só seria pouco. Certa de ter sido revestida de poder superior ela fecha seu corpo, vinga a morte dos seus e fazendo do sertão, sua nova morada. A fama de seu feito se espalha e Zinha passa a ser conhecida como A Jagunça.

Fuck Her
Ludmilla Ramalho

O corpo da performer, nu e estendido no chão, é coberto por ração e quarenta pintinhos o percorre bicando para se alimentar. A fúria do termo inglês, no entanto, é desarticulada pelo jogo com o termo "pinto" que designa, em português, tanto o falo masculino quanto o singelo filhote da galinha, que descobrimos ser o verdadeiro agente do consumo do corpo feminino.

Sublime Travessia
Dudude

Evangelista um nordestino, sonha com uma linda donzela presa no quarto de sua casa. Em busca do sonho, Evangelista resolver viajar e tentar encontrar a moça dos seus sonhos. Quando chega à Cidade do Labino, o aventureiro descobre a existência de uma moça que é mantida pelo seu pai um poderoso conde, trancafiada no quarto e podendo aparecer na janela uma vez por ano durante uma hora.

O Grito do Outro - O Grito Meu!
Cia. Espaço Preto

Onde estão os negros? Você os vê? Você os ouve? Quem é negro? Vozes que ecoam, gestos que se completam, histórias que se misturam.

A Santa do Capital
Cóccix Companhia Teatral

A Santa do Capital ocupa/ressignifica espaços urbanos, permitindo ao público uma surpresa sensorial e narrativa a cada cena. A peça aborda mascaramentos e totens humanos, metamorfoseados, transfigurados, nos elementos da carne, da fome, da fé, do Capital. Aquele que se sobrepõem aos miseráveis. Aquele que nos permite pensar a Santa no caos da especulação financeira de tempos. Quantas vozes dialéticas esta Santa ressalta? Qual Santa nos alimenta? A serviço de quem ela propaga sua, nossa voz? 
 

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