CCBB apresenta leitura dramática de 'O médico e o monstro'

Ator Orã Figueiredo encerra nesta quarta (10) o ciclo Histórias extraordinárias com entrada franca

por Pedro Antunes/Estadão Conteúdo Ana Clara Brant 10/01/2018 09:18
SIMONE MARINHO/DIVULGAÇÃO
Márcia Tiburi participa do evento (foto: SIMONE MARINHO/DIVULGAÇÃO)
O ator Orã Figueiredo tem 31 anos de carreira e nunca havia trabalhado com dramaturgia no estilo terror. “É um gênero que não está muito presente em nenhum ramo da cultura brasileira. Não temos tradição nesse sentido. Agora o cinema começou a importá-lo um pouco. Mas, no teatro, é praticamente inédito”, comenta.

Por isso ele encarou como um grande desafio o projeto Histórias extraordinárias, ciclo de leituras dramáticas de clássicos do terror realizado nas unidades do Rio de Janeiro e de Belo Horizonte do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) desde o ano passado. Nesta quarta (10), Orã encerra a temporada mineira com a dramatização do clássico O médico e o monstro, do britânico Robert Louis Stevenson. “É um gênero que acho meio estranho. Tudo que conheço dessa área vem de fora, como Edgar Allan Poe, Agatha Christie. Trazer esses textos para o público brasileiro é genial”, avalia.

Com direção de Ana Kfouri, a leitura – que é gratuita – foi apresentada no CCBB do Rio em meados de 2017, com o texto adaptado por Rodrigo de Roure. “Para mim, é desafiador não só ler, mas passar o clima de terror. É um texto do século 19, mas que é eterno. Ele traz uma discussão psicológica muito profunda; mostra o embate do homem consigo mesmo; o embate entre a vida social digna, virtuosa e seus fantasmas, loucuras que são controladas e colocadas para fora”, comenta. Na história, Dr. Jekyll faz experiências com a natureza humana e acredita que o lado bom e o ruim de cada personalidade podem ser alterados quimicamente. Ao testar um soro em si mesmo, ele liberta o seu cruel alter ego, Sr. Hyde, um monstro, e faz de uma jovem a sua vítima.

Logo após a dramatização, numa atmosfera soturna, com direito ao Réquiem (missa fúnebre) de Mozart, haverá um bate-papo entre a diretora, o ator e o público, com mediação da filósofa e escritora Marcia Tiburi. “O curioso é que o debate no Rio funcionou superbem. Tem muita gente que, depois da encenação, acaba indo embora. Mas o bate-papo foi quentíssimo. A plateia se envolveu mesmo”, recorda.

Orã, que está no elenco da segunda temporada de Sob pressão, série da Globo que se passa no ambiente caótico de uma emergência no subúrbio carioca, se prepara para lançar três longas-metragens em 2018. Em Júpiter, de Marco Abujamra, ele será o protagonista. “O roteiro é muito bonito. É uma história de pai e filho”, afirma. Orã também está no elenco de Os príncipes, de Luiz Rosemberg Filho, e fará uma participação em Chacrinha, de Andrucha Waddington, estrelado por Stepan Nercessian.

O MÉDICO E O MONSTRO

Leitura dramática no ciclo Histórias extraordinárias. Com dramatização de Orã Figueiredo, seguida de bate-papo mediado por Marcia Tiburi. Hoje, das 19h30 às 21h, no Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários). Classificação indicativa: 12 anos. Entrada franca, mediante retirada de senha distribuída com uma hora de antecedência.

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