Saúde Plena

ORTOPEDIA

Já fiz de tudo para minha dor melhorar, mas nada funciona, o que eu faço?


Recebi essa pergunta de um leitor que já havia tentado "de tudo" para tratar uma dor em seus pés. A sensação quando li é de que o mesmo se encontrava sem alternativas, estava quase "se acostumando" à dor, aceitando a limitação imposta por ela. O que respondi ao mesmo é o que aprendi com bons professores que tive em minha caminhada: sempre há uma alternativa.



Qual o dever do médico em uma consulta com uma paciente que busca a solução de um problema até então incurável? Minimamente: consolar e escutar; Idealmente: guiar, à luz do conhecimento médico mais atual, as alternativas a serem seguidas.

É esse que entendo como nosso grande dever e é o que tento mostrar aos pacientes, sempre existem opções de tratamento, não necessariamente de cura, mas de conforto, atenuação, consternação, aceitação e melhora da qualidade de vida.

Obviamente, para toda e qualquer alternativa, seguimos o princípio básico do Primum non nocere, primeiro não prejudicar, nunca fazer mal ao paciente. A partir daí, temos diversas alternativas para atuar em todos elementos biopsicossociais da dor, inclusive na vontade daquele indivíduo de se curar.


Nesse processo, rigorosamente multidisciplinar, utilizamos com frequência de intervenções físicas, medicamentosas, fisioterapêuticas, cirúrgicas, psicopedagogas que se enquadrem melhor ao tipo da dor e ao perfil do paciente (e obviamente à causa em si daquele desconforto).

Nessa semana, terei a oportunidade de fazer um Webinar sobre novas tecnologias disponíveis para o tratamento de lesões/dores associadas ao esporte.

Inovações que podem contribuir para melhora da recuperação muscular e para o tratamento de dores. Câmara fria de nitrogênio (criosauna), eletrólise percutânea, terapia por ondas de choque, magnetoterapia, terapia de compressão com gelo, entre outros, são vários dispositivos hoje existentes no mercado que podem auxiliar na prevenção tratamento de dores osteoarticulares.

Claramente, quando falamos de tecnologias novas devemos nos atentar muitos aos princípios éticos e utilizar essas terapias à luz das melhores evidências científicas, compartilhando o conhecimento com os pacientes e colocando-os a par da tomada de decisão de utilizar os equipamentos ou não.

Dessa forma é possível separar os possíveis vieses envolvidos e trazer o que há de melhor para ajudar aqueles pacientes que ainda procuram sua luz no final do túnel.

Há sempre uma alternativa. Se cuidem!