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Como a COVID-19 pode impactar negativamente a prevenção, diagnóstico e tratamento de outras doenças


O mundo está voltado para o coronavírus. No setor da saúde, podemos dizer que esses esforços estão ainda mais intensos para receber um maior volume de pacientes acometidos pela doença. Mas, em meio a toda essa mobilização, como ficam as outras enfermidades? Certamente há impactos, que poderão ser ainda maiores que a próprio COVID-19.


Por se tratar de um vírus altamente contagioso, muitas pessoas estão evitando se consultar, sejam eles sintomas associados ou não à COVID-19. As que pertencem ao grupo de risco, formado por idosos e portadores de doenças crônicas (diabetes, hipertensão, asma), são orientadas pelas autoridades de saúde a fazerem isolamento social, sem contato algum com a rua ou outras pessoas. Essa situação, por outro lado, prejudica o diagnóstico precoce de outras doenças, como câncer, AVC , doenças coronarianas, hérnias, apendicites e outras.

Claro que há cirurgias que podem esperar. Mas outras precisam ser feitas com urgência, independentemente da pandemia. Os hospitais, clínicas e consultórios estão preparados para receber estes pacientes. Outros tratamentos e exames de rotina também não podem ser adiados, por impactar muito na saúde do paciente, como o diagnóstico precoce do câncer e de doenças inflamatórias. A sugestão é que diante do aparecimento de qualquer sintoma, a pessoa converse com seu médico de confiança. Ligue, use a telemedicina e fale sobre o que está sentindo. Se o especialista achar necessário, vai lhe encaminhar para uma consulta física, para tirar a prova da necessidade do caso.

Já as pessoas que estão em tratamento, a recomendação é que não abandonem por conta própria em decorrência ao medo da COVID-19. Por exemplo, a continuidade do tratamento é vital em casos de pacientes que precisam de hemodiálise, procedimento de filtragem do sangue para retirar toxinas e excesso de água no organismo. A técnica é indicada quando há perda significativa ou total das funções renais. Assim, os pacientes não podem parar de fazer o tratamento, pois se o sangue não for filtrado, as impurezas podem causar sérios danos ao paciente, até a morte.

Se preservar de uma doença ainda muito desconhecida pela ciência não significa abandonar ou negligenciar sua saúde de outros males. É importantíssimo que a população compreenda esse equilíbrio e se cuide como um todo.

 

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