Entidade promove caminhada para a conscientização sobre a endometriose

Iniciativa quer alertar a sociedade sobre a doença que acomete meninas e mulheres de qualquer idade

21/03/2018 16:27
EndoMarcha/Divulgação
EndoMarcha em 2016 (foto: EndoMarcha/Divulgação)

Será realizada neste sábado, 24, em Belo Horizonte e outras 13 cidades brasileiras, a EndoMarcha, caminhada para a conscientização sobre a endometriose. A concentração está marcada para as 9h, em frente ao Palácio da Liberdade. A EndoMarcha foi criada em 2014 pelos irmãos Nezhat, nos Estados Unidos. No Brasil, tem com capitã Caroline Salazar, jornalista, ativista e idealizadora do blog A Endometriose e Eu. Um dos principais objetivos da iniciativa é trazer ao conhecimento público e chamar atenção da sociedade sobre uma doença cruel, que pode afetar meninas e mulheres em qualquer faixa etária, sem distinção de idade.

O problema se dá quando o endométrio, tecido que reveste o interior do útero, acaba ficando fora da cavidade uterina, ou seja, em outros órgãos da pelve (trompas, ovários, intestinos e bexiga), explica Sérgio de Passos Ramos, especialista em ginecologia e obstetrícia.

Mensalmente, o endométrio se torna mais espesso para que um óvulo fecundado possa se implantar nele. Quando não há gravidez, o tecido que aumentou descama e é expelido na menstruação, descreve o especialista. "Em certas situações, um pouco desse sangue migra no sentido oposto e cai nos ovários ou na cavidade abdominal, gerando a lesão endometriótica".

De acordo com o médico, as causas desse comportamento ainda não estão claras, mas sabe-se que há um risco maior de desenvolver a endometriose em caso de recorrências na família, quando, por exemplo, a mãe ou a irmã da paciente tiverem sido acometidas pela patologia.

A doença, continua Sérgio, acomete mulheres a partir da primeira menstruação e pode continuar até a última. Geralmente, o diagnóstico surge quando a paciente está com aproximadamente 30 anos de idade.

Atualmente, o mal ocorre com cerca de seis milhões de brasileiras. Conforme a Associação Brasileira de Endometriose, entre 10% e 15% das mulheres em idade reprodutiva (13 a 45 anos) podem desenvolvê-la, e 30% têm chances de ficarem estéreis.