Dance clip mistura malhação e dança com o plus de divertir e empoderar

Educador físico se inspirou nos musicais da Broadway e nos videoclipes de divas como Anitta e Beyoncé para criar a modalidade

13/02/2018 13:30
Beto Novaes/EM/D.A Press
O educador físico Justin Neto vem ganhando fama com a proposta de "fazer cada aluna se sentir uma diva" (foto: Beto Novaes/EM/D.A Press)

Fique de olho nas atividades extras oferecidas pela academia de ginástica que você frequenta. Isso porque de vez em sempre o educador físico Justin Neto, criador da dance clip, costuma vir a BH para ministrar aulas na modalidade criada por ele há cerca de três anos e que já conquistou celebridades como Grazi Massafera, Fernanda Souza, Yasmin Brunet e Juliana Paes.

Inspirada em coreografias de musicais da Broadway e nos videoclipes mais quentes do momento com movimentos adaptados ao público comum, Justin vem ganhando fama por onde passa com a proposta de “fazer cada aluna se sentir uma diva”, fórmula que agrada a gente como a economista Mônica Horta Martins, de 54 anos, aluna da Power Cycle, academia que trouxe o professor para aula ministrada na cidade. “Acredito que a dança solta o que tem dentro de você, que você libera energia e sensualidade”, diz ela, que já havia experimentado aulas de dança ao vivo, mas viu na proposta de Neto um plus tanto na atividade aeróbica quanto na descontração.

“A forma como ele ensina permite que a gente pegue os movimentos com rapidez e facilidade, e o ritmo é muito bom, dançamos de Anitta a cantoras internacionais na aula, que promove diversão e queima de calorias”, conta.

Também a designer de moda Daniela Pedrosa, de 42, que pratica atividades físicas desde criança, conta que mesmo antes de conhecer a aula ao vivo e em cores já era fã e seguidora de Justin Neto nas redes sociais. Foi ela uma das que sugeriram a vinda do professor à cidade. “Sempre me exercitei em atividades como balé, jazz, vôlei, crossfit e natação, entre outras, e vejo propostas com a dance clip como um diferencial tendência: a busca por atividades físicas com vantagens para o corpo e a alma, algo que faz bem também para a autoestima e que permite que ali, durante o treino, você esvazie a cabeça”, justifica.

A aluna descreve ainda que Justin elege músicas atuais e divertidas. “Aos poucos ganhamos a segurança de que vamos brilhar e fazer bonito, pois a aula é desenvolvida para todos, independentemente da intimidade ou não com a dança. Você se solta e entra na mesma energia do professor, o coração agradece.”

PROPOSTA LÚDICA

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A economista Mônica Horta, de 54 anos, acredita que a dança libera energia e sensualidade (foto: Beto Novaes/EM/D.A Press)
Em meio à agenda em que ministra aulas fixas em academias do Rio de Janeiro e de São Paulo e itinerantes em diversas cidades do Brasil, o professor contou ao Bem Viver como criou a modalidade, hoje registrada. “Sempre trabalhei com aulas de dança e ginástica. Comecei em João Pessoa (Paraíba), minha terra natal, e, desde que me mudei para o Rio, comecei a inovar com o objetivo de participar de concursos e cativar novos alunos. Como sou apaixonado por Nova York (EUA), inspirei-me em musicais da Broadway para criar o que foi o embrião da dance clip, modalidade obviamente desenvolvida para pessoas comuns, que talvez nunca tivessem feito aula de dança, mas com a energia dos palcos, dos shows. Apresentei a proposta no concurso Prêmio Inovação, fui vencedor e ganhei uma viagem para a Big Apple, quando aproveitei para fazer uma imersão e voltar ainda mais inspirado”, conta.

Ele se lembra de que, à época, a discussão sobre empoderamento feminino ganhava fôlego no país. “Aí, levei aquele clima para a academia e falei: ‘Gente, vamos fazer um programa Beyoncé, para jogar cabelão e tudo’, e as alunas começaram a embarcar na vibração e a perguntar quem seria a diva da próxima aula. Desde então, trabalho com videoclipes de Anitta, Ivete, Shakira e outras, sempre elegendo mulheres formadoras de opinião que batem no peito e correm em busca de seus ideais. A ideia deu certo.”

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Designer de moda, Daniela Pedrosa, de 42, conta que antes mesmo de fazer a aula já era fã e seguidora do professor nas redes sociais (foto: Beto Novaes/EM/D.A Press)
O professor diz que o potencial de perda calórica proporcionado pelo exercício é avaliado, mas não é o principal objetivo. “A aula para homens e mulheres evoca alegria, diversão, autoestima. Meu ideal é fazer com que o participante se sinta bem, livre, libere o estresse. Assim, não me ligo nessa história de valores calóricos por que penso que a vida já é muito cheia de números, de contas para pagar, seguidores, likes e curtidas nas redes sociais. A linguagem que defendo é o aluno vir para para fazer uma atividade que deixa mente e corpo leves. Gastar calorias é consequência”, avisa.

Questionado, ele afirma que, em média, o gasto é de 500Kcal por hora, e lembra que há outros benefícios com a prática da atividade. “O aluno ganha mais coordenação motora, vai conhecendo mais o seu corpo, aprende a ficar mais sensual, soltar o quadril, rebolar, destravar. Mas volto a dizer: o grande objetivo da minha aula é a diversão.”

Concorda Daniela Pedrosa: “Certamente, unir a atividade física a uma proposta lúdica ajuda a tirar a rotina do padrão. Ao final de 50min, nos divertimos tanto que queimamos calorias sem perceber. Além de todos os benefícios que a dança traz para o corpo, ainda mexe com a nossa emoção, nos conecta com a alegria, nos faz sorrir”, garante.

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