Erva-doce pode aliviar sintomas da menopausa

A planta tem substâncias químicas semelhantes ao estrogênio: sem efeito colateral

por Estado de Minas 14/07/2017 14:40
Reprodução/Internet/Ciclovivo
(foto: Reprodução/Internet/Ciclovivo)

Também chamado de erva-doce, o funcho já é conhecido há tempos pelas propriedades digestivas e por combater os incômodos pré-menstruais. Agora, um novo estudo publicado na versão on-line da revista Menopause, da Sociedade Norte-Americana de Menopausa, confirmou que a erva também é eficaz para o manejo dos sintomas da menopausa, como ondas de calor, secura vaginal, insônia e ansiedade. A grande vantagem do funcho é que, diferentemente de medicamentos, não há efeitos colaterais sérios, destacaram os autores do trabalho.

Nos últimos anos, o uso da medicina complementar para lidar com os sintomas da menopausa cresceu bastante à medida que as mulheres começaram a buscar alternativas à terapia de reposição hormonal (RH). Embora o tratamento convencional seja o mais efetivo para combater a maioria das manifestações da menopausa, algumas pacientes voltaram-se às alternativas herbais ou por não serem candidatas à RH ou por se preocuparem com possíveis efeitos colaterais. O funcho, que contém óleos essenciais, tem fitoestrogênios — substâncias químicas semelhantes ao estrogênio — capazes de tratar efetivamente diversos sinais, como as ondas de calor.

Em um pequeno ensaio clínico realizado com 79 iranianas de 45 a 60 anos, pesquisadores da Faculdade de Medicina da Faculdade de Western Virginia administraram cápsulas com 100mg de erva-doce diariamente às participantes, ao longo de oito semanas. Eles, então, compararam as melhoras relatadas por elas às do grupo placebo quatro, oito e 10 semanas depois do início da pesquisa. No fim, o funcho foi considerado seguro e efetivo, livre de efeitos colaterais.

Esse é um dos ensaios a examinar os benefícios da erva para o manejo dos sintomas da menopausa. “Nesse pequeno estudo-piloto, os cientistas constataram que o consumo de funcho como fitoestrogênio melhorou os sintomas, com efeitos colaterais mínimos. Mas é necessário fazer uma pesquisa maior, randomizada e por um longo período de tempo para ajudar a determinar os benefícios em longo prazo, assim como o perfil de efeitos colaterais”, destaca JoAnn Pinkerton, diretora executiva da Sociedade Norte-Americana de Menopausa.

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