Saúde

Circuncisão ajuda na vida sexual quando meninos se tornam adultos

A cirurgia é adotada por algumas tradições religiosas e costuma ser feita na infância

Revista do CB

O prazer sexual masculino depende, em grande parte, da saúde do pênis. Dor durante a ereção indica que algo está errado. Às vezes, o problema é de simples solução, mas o indivíduo posterga o auxílio médico por inibição. Entre as questões de fácil tratamento, está a fimose. O procedimento necessário para remediá-la é a postectomia, também chamada de circuncisão. Trata-se de uma cirurgia para retirar o excesso de pele do prepúcio (prega cutânea que recobre a glande do pênis).


Quanto antes o homem buscar ajuda, melhor. Por isso, normalmente, a intervenção ocorre ainda na infância. De acordo com o urologista Fernando Croitor, a circuncisão já foi, inclusive, um costume, administrada para a grande maioria da população masculina. Hoje, isso mudou. “Quando realmente é preciso, tentamos jogar a cirurgia para a adolescência ou para a fase adulta porque o procedimento não é mais tão delicado”, explica.

Ricardo Ferro, chefe do Serviço de Urologia da Polícia Militar e doutor em urologia pela UFMG, alerta para a precisão do diagnóstico antes de ser tomada a decisão de operar. Ele explica que, em crianças menores de 13 anos, a anestesia geral oferece riscos. Já entre adultos, o que pesa é o desconforto no pós-operatório causado pelas ereções noturnas, com risco de romper os pontos e causar sangramento.

De acordo com o urologista Diogo Mendes, os homens normalmente procuram um diagnóstico quando existe algum problema na atividade sexual. “Não há uma cultura de se levar as crianças do sexo masculino ao médico. A família não educa para isso, o que contribui para consequências ruins”, constata.

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