Saiba mais sobre a história de Stephen Sutton
Na última sexta-feira, após passar por momentos em que chegou a fazer uma despedida nas redes sociais, Stephen recebeu alta do Hospital Rainha Elizabeth, em Birmingham. A alta hospitalar, no entanto, não significou a cura ou retirada de todos os tumores do organismo do jovem, que continuará o tratamento em casa. Iniciado no intestino, o câncer de Stephen é considerado pela equipe médica como 'tratável', para dar o máximo de qualidade de vida ao jovem, mas não 'curável'. No dia da alta, Stephen havia recebido a visita de David Cameron, primeiro ministro britânico, que também pediu doações à causa.
Os recursos arrecadados durante a campanha serão direcionados à instituição Teenage Cancer Trust, dedicada a melhorar a vida dos jovens com câncer. A meta inicial era de 'apenas' £1 milhão. A reação ao tweet do 'doador enganado' foi imediata, com centenas de pessoas respondendo ao autor da crítica, cuja conta foi excluída do microblog.
Jovens engajados, não enganados
A história de Stephen, assim como a de Malala Yousafzai, a adolescente paquistanesa baleada por defender o direito à educação para as meninas em seu país, são exemplos apontados como prova de uma teoria das ciência sociais: os jovens de hoje estão cada vez mais engajados socialmente. As ferramentas usadas para fazer a diferença é que mudaram.
A pesquisa apontou que 80% dos jovens entrevistados achavam que sua geração era mais engajada socialmente do que as anteriores. Essa visão era compartilhada por 56% dos professores. Os docentes acreditavam também que os jovens atuais eram 88% mais propensos a se voluntariar por uma causa do que a sua própria geração.
A pesquisa tem sido usada por instituições de caridade no mundo todo para definir estratégias de aproximação junto aos jovens. “A ideia de que as novas gerações são alienadas é injusta e está segurando a onda deles. Os jovens poderiam fazer muito mais”, disse Michael Lynas, diretor do NCS.