Essa mobilidade é necessária para permitir que a criança passe pelo corpo da mãe durante o parto e também permite que o cérebro do bebê cresça. Se ele ficar deitado sempre na mesma posição, as placas não se movimentam na região que se apoia no berço, por exemplo, e a cabecinha pode ficar plana.
Embora a ciência ainda esteja investigando se a síndrome causa apenas prejuízos estéticos ou se pode afetar o desenvolvimento cerebral, da mandíbula e dos olhos, uma das alternativas de tratamento é o uso de pequenos capacetes, feitos sob medida para a criança. Geralmente usados por três meses e retirados apenas na hora do banho, os produtos costumam ter boa aceitação pelo bebê.
Para tornar o período de uso mais divertido e diminuir a estranheza diante de um bebê que usa o equipamento, uma artista norte-americana resolveu pintar os capacetes. A ideia surgiu quando uma amiga de Paula Strawn disse estar preocupada com as reações das pessoas ao sair com seu bebê em público. Depois de ver o resultado neste primeiro projeto, o pediatra da criança encorajou a artista a investir nessa atividade. Em dez anos, Paula pintou mais de 1300 capacetes e também algumas próteses para pernas. Veja mais fotos na galeria.
A revista científica norte-americana Pediatrics trouxe algumas dicas para prevenir o achatamento da cabeça do bebê:
- Mude a direção que o bebê dorme no berço semanalmente, variando seu campo de visão e oferecendo novos estímulos para que a criança olhe em diferentes posições.
- Cuidado com a cadeirinha. O apoio para a cabeça é duro e pode facilitar o desenvolvimento da assimetria. Por isso, especialmente nos primeiros 6 meses, é importante que a criança só fique na cadeirinha enquanto estiver no carro.
- Varie a posição do bebê no colo, inclusive na hora de amamentar. Na maioria dos casos, o reposicionamento é suficiente para evitar a plagiocefalia posicional. Mas, caso aconteça o achatamento, é importante procurar orientação médica rápido. Até os 6 meses, o problema é revertido facilmente.