Xarope suspeito de crimes contra a humanidade Um vídeo da organização PuraEco Integral Wellness, empresa sediada no Canadá com filiais no Brasil, Argentina e Estados Unidos, afirma categoricamente: o xarope de milho de alta frutose deve ser cortado totalmente da alimentação, principalmente das crianças. Caso contrário, “essa será a razão pela qual seu filho morrerá mais cedo que você”, confira:
O xarope de milho de alta frutose é muito comum nos Estados Unidos, país em que o adoçante derivado do cereal é muito mais barato do que aquele proveniente da cana-de-açúcar ou mesmo da beterraba. “O corn syrup ou high frutose corn syrup é um alimento pré-processado altamente disseminado em solo norte-americano. Ele é acusado há alguns anos de ser pior que o açúcar da cana ou do que o mel, por exemplo, mas o problema é, na verdade, o excesso”, explica Rafael Mantovani.
As acusações contra o xarope de milho ganharam força há dez anos, em 2004, quando um artigo científico publicado no ‘American Journal of Clinical Nutrition’ fazia relação entre o aumento de taxas de obesidade nos Estados Unidos e o consumo de bebidas adoçadas com o produto. Alguns anos mais tarde, em 2010, o principal autor do trabalho, George A. Bray, disse em entrevista que o estudo referia-se ao consumo de todas as bebidas adoçadas; e não só ao xarope de milho. “Açúcar é açúcar. Absorvido em quantidade maior que a ideal, será prejudicial. O enfoque distorcido acabou indo para o xarope porque seu consumo estava crescendo naquele momento na sociedade americana”, disse o pesquisador e professor de medicina do Centro de Pesquisa Biomédica Pennington (Louisiana).
Não adianta cortar o xarope de milho, muito menos comum no Brasil; e manter a mesma quantidade do açúcar da cana, diz o pediatra Também em 2010, pesquisadores de psicologia da Universidade de Princeton divulgaram os resultados de experiências realizadas em ratos, indicando que o xarope de milho geraria maior ganho de peso do que a sacarose, devido à forma como é metabolizado no organismo. O trabalho foi classificado como inconsistente, uma vez que parte das coabias não acompanhou o ganho de peso descrito.
Agora em 2014, a dupla da PuraEco retoma o assunto, só que em um contexto em que as redes sociais estão bem mais disseminadas na sociedade brasileira. O vídeo foi compartilhado e visualizado milhões de vezes. Rafael Mantovani avalia que existe, nas imagens, um compromisso social e uma intenção que parece boa – as integrantes da empresa propõem inclusive a adoção de hábitos de vida mais saudáveis e naturais.
Dica: fique de olho nos rótulos dos alimentos – inclusive nas lanchonetes; evite, tanto quanto puder, produtos industrializados; e consulte o pediatra para saber qual a alimentação ideal para a criança em cada fase da vida.
Amanhã você lê aqui no Saúde Plena: Plástico que parece brinquedo, mas é assassino?