Licor de frutos do cerrado

16/06/2017 09:00
 Marcos Michelin/EM
Marcos Michelin/EM

Ingredientes:

- Para a base do licor
- 1 kg da fruta escolhida (sugestões: jenipapo,tamarindo ou pequi)
- Cachaça de boa qualidade

Para a calda

- 3 xícaras (chá) de açúcar cristal
- 3 xícaras (chá) de água

Material

- Vidro de boca larga
- Garrafas de vidro para armazenar

Onde ficar:


PATROCÍNIO
- Ouro Cerrado Palace Hotel(34) 3831-5252
- Minas Hotel(34) 3831-1805
- Hotel Grande Avenida(34) 3831-3031
- Rodes Hotel(34) 3831-6400
- Minas Palace(34) 3831-5252
- MONTE CARMELO
- Hotel Dona Wanda(34) 3842-2040
- Hotel Degraus(34) 3842-3263

COROMANDEL
- Hotel Dona Adélia(34) 3841-1166
- Hotel Alemão(34) 3841-4457

ROMARIA
- Pousada Santa Fé(34) 3848-1499

Como fazer Licor de frutos do cerrado:

Na batedeira, bater o açúcar e a margarina. Pôr os ovos um a um e bater. Acrescentar a farinha, o leite e o fermento e misturar com as mãos, até obter massa homogênea. Pôr a mistura dentro de um saco de leite ou outro saco plástico limpo e com um corte no bico. Espremer pequenos pingos de massa em um tabuleiro untado. Salpicar com coco ou amendoim. Em seguida, bater o tabuleiro e retirar o excesso destes ingredientes, para que não queimem.

Assar em forno médio, pré-aquecido, até as bordas dos biscoitinhos começarem a dourar.

Sabor da terra a cada dose

De volta aonde toda essa história começou, os viajantes chegam a Patrocínio, para se despedir do Alto Paranaíba. Depois de maravilhosas quitandas, paneladas bem servidas e doces criativos, nada como um cálice de licor para ajudar a digestão. E se a arte de preparar licores tem um nome, é o de Ivete Bocati Urbano, uma paranaense que, há 20 anos, adotou Minas Gerais como terra de coração. Viemos para cá porque meu sogro tinha o sonho de mexer com café.

Depois de um tempo, todos resolveram voltar, mas eu e meu marido gostamos daqui, por isso ficamos. Natural de Londrina, Ivete herdou das mulheres de sua família os ensinamentos para se preparar um bom licor. No fim do ano, todas se reúnem para fazer a bebida. É uma tradição presente em vários momentos. No cerrado mineiro, Ivete teve que adaptar seu saber às características regionais.

Por isso, em vez de aniz, flor de figo ou chocolate, ela valeu-se de pequi, jenipapo e tamarindo para dar sabor à bebida. E para não pôr todo o trabalho a peder, ela ressalta que a cachaça usada deve ser de boa qualidade. Para sorte de todos, em Minas Gerais esse é um produto que não falta. Um brinde às riquezas desta terra que, afinal de contas, é um caldeirão inesgotável de boas descobertas. Até a próxima!

Receita fornecida por Ivete Bocati Urbano, de Patrocínio: (34) 3831-5749