Matambre mineiro

28/10/2016 09:00

Ingredientes:

- 1 costela de boi (inteira) de 9 kg (sem osso)
- 800 g de lingüiça caipira de porco fresca
- 800 g de lingüiça caipira de porco curada
- 500 g de cebola cortada em cubos
- 500 g de cenoura cortada em tiras
- 2 pimentões verdes cortados em cubos
- 1 queijo-de-minas curado, fatiado
- 1 xícara (chá) de salsinha picada
- 2 xícaras (chá) de cebolinha picada
- 4 pimentas malaguetas amassadas
- 3 dentes de alho amassados
- 180 g de sal
- 1 pitada de noz moscada

Onde ficar:

Casa Antiga da Chapada (31) 8653-2161

Como fazer Matambre mineiro:

Desossar a costela (evitando furar a carne), formando uma manta. Retirar a tripa da lingüiça fresca, desprezá-la e misturar a carne com alho, noz-moscada, sal, cebola, pimentão, salsinha, cebolinha e pimenta, fazendo uma farofa. Pôr a costela sobre uma superfície e distribuir sobre ela essa farofa. Cortar a lingüiça curada em tiras e colocá-las, juntamente com a cenoura, por cima da manta. Cobrir com o queijo em fatias.

Enrolar a costela como um rocambole e amarrá-la com um barbante bem firme. Enrolar o rocambole com papel alumínio e levar ao forno por quatro horas. Retirar o papel alumínio, o barbante e servir.

Tentação que vem do forno

Garfo e faca nas mãos: Chapada de Ouro Preto está á mesa. A seis quilômetros de Lavras Novas e a 15 da sede, o vilarejo encanta pela simplicidade e pelo ar puro que o envolve. O lugar é, para o empresário Silvio Amaral, motivo de disputa. Natural de Ouro Preto, ele conhece Chapada desde menino. Fui criado nas ruas de terra, neste ambiente de roça, conta. Hoje, ele tem casa e pousada no lugar, para onde corre nos fins de semana.

Meu sonho é morar aqui, diz. O problema é que sua mulher, Ivani, não arreda pé da sede. Gosto daqui, mas Ouro Preto é a minha casa, revela. Difícil saber quem vai ganhar essa deliciosa briga. Silvio tem uma carta na manga, pois é em Chapada que prepara sua maior especialidade: matambre mineiro, um prato de origem argentina, com o melhor de Minas. Feita com costela de boi, a iguaria é preparada como um rocambole.

Sobre a carne, que deve ser aberta como uma manta, estão sabores a que os mineiros não resistem: lingüiça, cebola, pimentão, cheiro verde, pimentas e, claro, queijo-de-minas. Depois que todas essas tentações são postas sobre a costela, ela é enrolada como um rocambole e vai ao forno. Quando chega à mesa, o aroma invade o ambiente e o sabor das Gerais ganha o paladar. Para acompanhar, Silvio sugere: A cachaça dá o toque a mais.

Alguém dúvida? Para atiçar ainda mais a gula, ele conta que todos os legumes e verduras são plantados em sua horta. Chapada é o tempero, garante. Independentemente do lugar, a receita conquista admiradores com o forte sabor de Minas.

Receita fornecida por Sílvio Amaral, de Chapada: (31) 3551-2396