Lobolobo com costelinha

16/09/2016 09:40

Ingredientes:

- 1 kg de costelinha de porco
- 2 molhos de lobolobo (ora-pro-nóbis) picadinho
- Meio copo (americano) de vinho branco
- 1 cabeça de alho amassada
- 1 colher (sobremesa) de sal
- 3 pimentas-dedo-de-moça picadinhas
- 1 colher (chá) de pimenta-branca moída
- 3 folhas de louro inteiras
- 700 ml de água

Onde ficar:

Fazenda Campo Grande (31) 3552-5500

Hotel Fazenda Boa Vista (31) 3551-3423

Como fazer Lobolobo com costelinha:

Picar a costelinha e temperá-la com vinho branco, alho, sal, folhas de louro e as pimentas. Deixar de molho no tempero por seis horas. Depois, levar ao fogo e deixar fritar, na própria gordura da carne. Deixar dourar bem e pôr água aos poucos (meia xícara de chá de cada vez), mexendo bem. Quando, estiver bem cozida, retirar, com uma concha, o excesso de gordura e despejar o lobolobo por cima, com meia xícara de chá de água, sem mexer.

Tampar a panela e deixar cozinhar por cinco minutos. Quando as folhas murcharem, mexer até misturá-las à carne. Servir com angu.

Mar doce mar

Minas tem mar? Tem, sim senhor. Não de água salgada e fortes ondas. Nas Gerais, o mar é manso, largo e de água doce. São os rios, um deles um velho conhecido, que corta o coração do estado e percorre 761 quilômetros para banhar 51 municípios. Caro navegante, entre neste barco e viaje pelo nosso Rio das Velhas. Prepare o apetite, porque é nas margens desse pedaço do mar de Minas que a boa mesa está para peixe.

Nossa viagem começa em Ouro Preto, a 99 quilômetros de Belo Horizonte. Sou um homem privilegiado, confessa Joaquim Heraldo Lima, o Kiki, dono da Fazenda Campo Grande. Ele acorda todos os dias com um barulho bem peculiar. É o som do Rio das Velhas, que nasce aqui, na Cachoeira das Andorinhas. Privilégio pouco é bobagem. A nascente está ao alcance dos olhos e da audição de quem se hospeda na fazenda.

E não é só isso: o local é rico em histórias contadas por Kiki. Os bandeirantes subiam o rio para procurar ouro. Aqui, temos trilhas de mais de 300 anos. Enquanto dá aulas sobre o passado, ele prepara o que há de melhor na sua cozinha: o lobolobo com costelinha. O nome, nem um pouco familiar, se refere a nada mais que ora-pro-nóbis. É assim que todos conhecem a planta na cidade, é mais fácil de pronunciar. Acompanhado de angu e de um bom vinho, o prato de nome tão instigante tem segredos.

Para que o lobolobo fique com uma cor verde e bonita, é preciso não mexer quando acrescentá-lo à costelinha. Tem que tampar a panela e esperar uns cinco minutos, caso contrário dá baba, explica Kiki. E só quando as folhas murcharem é que devem ser misturadas à carne. A turma se despede, satisfeita com tudo o que viu, ouviu e saboreou. Mas navegar é preciso. E os viajantes pegam a estrada, seguindo as mansas águas do Rio das Velhas.

Receita fornecida por Joaquim Heraldo Lima, de Ouro Preto: (31) 3552-5500