Peixada de cascudo

09/02/2006 09:30

Ingredientes:

Para a peixada

- 6 cascudos de tamanho médio e limpos
- 3 tomates picadinhos, sem pele e sem caroço
- 500 ml de água
- Uma pitada de sal
- 1 molho de salsa picadinha
- 1 cebola cortada em cubinhos
- Meia colher (de sopa) de farinha de trigo
- 3 dentes de alho picados
- Cebolinha (para enfeitar)

Para o pirão

- 2 copos do molho da peixada, batidos no liquidificador com um copo de água
- 500 ml de água
- 1 dente de alho
- 1 cebola picadinha
- Salsa picadinha
- 2 copos de farinha de mandioca

Onde ficar:

Cataguases Hotel (32) 3422-2515

Como fazer Peixada de cascudo:

A peixada

Numa panela com um pouco de óleo, fazer o molho com sal, alho, a cebola e os tomates, deixando cozinhar de 10 a 15 minutos, com a panela tampada. Quando o molho estiver pronto, adicionar o peixe inteiro, limpo e sem a “casca”, e deixar cozinhar por 20 minutos. Ficar atento, pois o ponto de cozimento se dá quando a cauda do peixe começa a se abrir. Levar ao fogo uma panela de barro, com um pouco de óleo e um dente de alho.

Quando a panela estiver quente, virar nela a peixada e desligar o fogo. Retirar dois copos de molho para fazer o pirão. Enfeitar com cebolinha.

O pirão

Bater o molho no liquidificador, pôr na panela e levar ao fogo, misturado aos temperos. Dar o ponto com a farinha de mandioca. Se ficar muito grosso, adicionar mais água. Antes de pôr a farinha, molhá-la com um pouco de água. Deixar cozinhar de 15 a 20 minutos.

Jóia das águas

Hora de mudar de paladar. Em Cataguases, a 311 quilômetros de Belo Horizonte, a excelente pedida para o almoço é a peixada de cascudo, no Bar e Restaurante Mantovani, na Rua Barão do Rio Branco, 45, Vila Tereza. Impossível não cair de boca na carne macia, no caldo vermelho, no pirão caprichado e nos temperos escolhidos a dedo. O casal José e Terezinha Otália Mantovani e a filha, Giordana, recebem os fregueses com porções generosas de simpatia e um cardápio bem variado.

Mas, agora, nada de perder tempo com o pedido, mesmo tendo diante dos olhos as sugestões à base de surubim, churrasco de peixe e outras. Seguindo as boas indicações, vamos direto ao cascudo, com aprovação total dos proprietários. “É danado de bom, e pescado na própria região!”, assegura seu José, que comanda a casa desde 1963. Na primeira garfada, vê-se que tem toda razão. A carne é macia, saborosa, sem perigo de espinhas.

Conhecedor de sua arte, ele conta que, com o cozimento, o cascudo “cresce e aparece” na panela. E avisa que a observação de certos detalhes é fundamental para se receber só elogios. Um exemplo: o ponto é obtido quando a extremidade do cascudo começar a se abrir. É tiro e queda. Aproveitar o caldo do molho para fazer o pirão é outra dica valiosa. Só resta agora repetir em casa e tentar chegar perto da peixada dos Mantovani, preparada pela cozinheira Luzia Rosa da Silva.

Receita fornecida por José Mantovani Filho, de Cataguases (32-3421-1330)