Day renova o emo pop em 'Bem-Vindo ao Clube', seu primeiro álbum

Cantora goiana conta em entrevista ao Pouquinho podcast que tem Avril Lavigne e Paramore como suas principais referências musicais

Luiza Rocha Natasha Werneck 01/09/2021 17:41
O emo pop que explodiu com a cantora canadense Avril Lavigne há cerca de 10 anos é a inspiração da cantora goiana Day em seu primeiro álbum, “Bem-Vindo ao Clube”. Mas, não é só isso que o álbum tem de especial. Aos 26 anos, Day faz questão de encaixar toda experiência pessoal no seu processo de autoconhecimento. Nesta entrevista ao Pouquinho podcast, ela revela qual foi sua forma de se descobrir ao longo dos anos.

Day deixa transbordar todo sentimento de alegria e euforia que vive com seu primeiro álbum. “Está sendo uma experiência muito nova, é muito desafiador todos os processos que envolve, todas as burocracias desde o processo criativo até colocar o produto nas plataformas digitais. Ver finalmente isso no mundo, o feedback das pessoas está me deixando muito feliz e realizada. Tô com um sentimento muito estranho de 'caramba, deu certo e ainda tem muita coisa para acontecer'”, comemora.
 

Das referências que a fizeram colocar no álbum, a principal foi Avril Lavigne. “Nasci em 1995 e, então, bem no início dos anos 2000, eu era muito fã de Avril Lavigne. Eu escutei "SK8er Boi" e é uma memória afetiva de ouvir e falar 'eu quero ser isso quando crescer'. Desde então a Avril virou uma referência”, relembra. 

Musicalmente, Day também destaca Paramore como uma grande referência, como Green Day, Simple Plan, Panic! at the Disco. Mas, quem conhece a artista sabe que na letra existe muito da experiência pessoal que ela faz questão de contar. 

“Pode falar. Eles vão falar, mas não vão me culpar só por amar”, como diz a letra da música “Fugitivos”, sugere o que enfrentou durante anos na igreja, quando percebeu que não se encaixava no contexto religioso que pregavam, ao se descobrir homossexual.

“Eu vivi durante bastante tempo da minha vida, acho que 20 anos, em um contexto religioso. Ainda sigo acreditando muito em Deus, que Ele é amor, que Ele é graça e realmente tudo isso me foi falado durante muito tempo e na hora da prática eu vi algumas incoerências. Às vezes as pessoas acham que eu tenho alguma coisa super contra de quem vai à igreja, mas eu tenho absolutamente coisas contra falta de respeito e a desumanização de pessoas por uma coisa que se trata de contexto histórico”, comenta.



Tudo isso ela trouxe para o álbum. “Brinco bastante nesse disco é em relação a um universo paralelo, de sonhar entre quatro paredes que foi realmente o universo que acabei criando para que eu pudesse sobreviver naquela realidade que eu vivia e não podia ser eu mesma”, diz.

“Eu só comecei a entender aquela coisa do 'ame o próximo como a si mesmo' quando eu pude me humanizar. A pessoa precisa se autoconhecer e ter a empatia que eles tanto pregam. Eu vivo muito mais em paz hoje e tranquila de poder ser quem eu sou e isso ninguém me tira”, acrescenta.

O álbum “Bem-Vindo ao Clube” está disponível em todas as plataformas digitais e a cantora também entregou um clipe cheio de referências.

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A trajetória de Day

A cantora, que é de Goiânia (GO), foi finalista do time Lulu no The Voice Brasil 2017. Nessa época, Day, que era muito fã da banda Fifth Harmony, começou a publicar covers da girlgroup no YouTube e ganhou uma base de fãs.

Desde então, ela continuou na plataforma e enquanto isso também lançou músicas autorais, como “Clichê”, em parceria com Vitão, e “Na Sua Mão”. Agora, ela entrega aos fãs um álbum completo com 12 faixas.

Podcast Pouquinho


O Pouquinho é um podcast do jornal Estado de Minas e do Portal Uai, produzido e apresentado por Natasha Werneck e Luiza Rocha, que vão levar aos fãs um pouco mais de conversa com artistas ou bandas que adoram. A intenção é abordar essa pluralidade cultural do país e contemplar a diversidade brasileira.
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