Uai Entretenimento

SUCESSO INTERNACIONAL

Ego kill talent busca sucesso e representa o rock brasileiro no exterior

 

O público brasileiro tem acompanhado o esforço de Anitta para alavancar sua carreira internacional. Viagens de negócios, reuniões com estúdios, collabs com artistas e produtores internacionais e, obviamente, a escolha por cantar letras em inglês. Mas ela não é a única que busca um lugar ao sol não só aqui, mas fora do Brasil.



 

A banda Ego kill talent é uma das representantes da classe de músicos que levantam a bandeira do rock BR pelo mundo. Para consolidar essa 'resistência', os brasileiros lançaram o segundo disco de estúdio, intitulado The dance between extremes. A obra foi divulgada em três partes, de forma estratégica, por conta da pandemia de COVID-19. Os músicos não pouparam esforços para entregar um material qualificado e resolveram produzir o álbum no estúdio 606, da banda Foo fighters.

 

Em entrevista ao Portal UAI, um dos guitarristas do grupo, Theo van der Loo, contou que a banda já se formou, por uma questão estética, com o intuito de cantar em inglês. Ele explicou os motivos:

 

"Foneticamente, a gente achou que cabia melhor no que estávamos fazendo sonoramente". Theo ressaltou que a decisão fez, automaticamente, o EKT olhar mais para fora do Brasil; o que também foi impulsionado por outros motivos, como a presença de Jean Dolabella, ex-baterista do Sepultura, na banda. De certa forma, os integrantes já carregavam alguma experiência internacional. Essa vivência contribuiu para o crescimento consistente do Supergurpo:

 

"Eu e o Rafa (baterista) também tínhamos outra banda, fizemos quatro turnês na Europa. A gente sabe que é difícil, qualquer coisa que você queira fazer de forma global é mais difícil. Mas nunca colocamos na cabeça como algo impossível. É o 'mindset' da coisa".

 

A banda é formada por músicos 'cascudos' e acostumados a jogar o 'jogo' do rock. E toda essa casca foi usada em favor do crescimento do projeto. Para fazer o Ego kill talent crescer, os cinco integrantes sabiam que manter o EKT como um grupo independente traria algumas limitações. Atualmente, a banda tem contrato com a gravadora BMG e é agenciada de forma internacional pelo mesmo escritório que cuida das apresentações de Anitta fora do Brasil. O caminho pela independência não durou muito e o músico explicou todo o 'passo a passo':

 

"Nós sabíamos que, para chegar onde queríamos, seria necessário uma estrutura maior e internacional. Primeiro, nós fechamos parceria com uma empresa no Brasil, chamada Elemess. Lá, tínhamos uma relação muito legal com o Thiago Endrigo, conhecido como TEJA, que é empresário da Pitty, também". 

 

A transição do gerenciamento feito no Brasil para algo internacional foi feito de maneira muito tranquila. Tanto que, TEJA, ainda segue no 'time' do EKT. Mas, atualmente, o gerenciamento da banda é feito pela C3, empresa detentora do Lollapalooza. Theo contou ao Portal as principais diferenças de ter um empresário brasileiro e um manager internacional: 

 

"O formato do negócio lá fora é diferente daqui. Aqui no Brasil, você tem a figura do empresário; que faz seu gerenciamento de carreira e cuida da sua agenda de shows. Fora do país, não é assim. Você tem o empresário, que cuida da carreira, mas quem vende show é o agente. São figuras separadas".



 

Enquanto a C3 cuida da carreira de bandas como o EKT e até The Strokes, outra empresa faz a parte de agenciamento e cuida da agenda do grupo: A William Morris Agency. Entre artistas e figuras midiáticas de vários segmentos, a WME cuida da agenda de atores de Hollywood, nomes gigantes da música, como Snoop Dog e Foo Fighters; além dos representantes brasileiros: Ego Kill Talent e a Girl from Rio, Anitta

 

A 'santa trindade' da carreira internacional da banda é fechada pela BMG, gravadora alemã que se mostrou mais identificada com os desejos dos músicos: "A gente assinou Brasil, mas temos uma ponte direta com a Europa", explicou o guitarrista. Segundo ele, todo o processo de assinar com as empresas durou pouco mais de 6 meses.

 

Os resultados dos negócios acordados de maneira bem inteligente são expressivos. A banda está na rota da crítica e da imprensa internacional. Para Essi Berelian, escritor especializado em rock e heavy metal, "o Ego kill talent se mostra pronto pro rock de arena com The Dance Between Extremes" (último disco do grupo).



 

Além disso, o EKT foi entrevistado por Allison Hagendorf, que, entre seus atributos, estão: ter sido apresentadora da véspera de Ano Novo da Times Square e ser a atual chefe global de rock no spotify. Para Theo, não há tempo nem para se deslumbrar com as próprias conquistas. 

 

 

"Uma das maiores vantagens da banda é que todo mundo é muito maduro e já viveu muita coisa na indústria da música. A gente sempre se movimenta com muita cautela, ajuda muito na hora. Para falar a verdade, nós estamos sempre tão focados, tão 'olho na bola' (Eye on the ball, expressão muito usada em inglês para definir 'foco'), que não dá nem tempo de ficar pensando muito. Muitas vezes, só nos damos conta que fizemos algo grande depois". 

 

Nessa jornada de concentração extrema, Theo deu como exemplo uma situação que podemos tratar como histórica. Que, de tão focados em simplesmente dar o melhor em tudo, os músicos não perceberam:

Voltar a tocar (de forma não-clandestina) talvez seja a grande vantagem de artistas internacionais, como o grupo. E os integrantes não pensam só em se apresentar fora do país, mas, assim que for possível, morar uma temporada nos Estados Unidos. Theo classificou como "geograficamente melhor" e disse que faz mais sentido, já que haveria maior proximidade com os escritórios que trabalham com a banda. 

 

Confira o clipe de Deliverance, faixa do último disco da banda, lançado pela banda recentemente: