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Festas reúnem Então, Brilha!, Chama o Síndico e mulheres ritmistas de BH


Então, Brilha! e Chama o Síndico levam multidões às ruas no carnaval de BH. Consideram-se "blocos irmãos". No entanto, nunca dividiram o palco. E não foi por falta de tentativa. Em 2015, tudo estava certo para que o encontro ocorresse no Mercado das Borboletas, mas o local foi interditado pelo Corpo de Bombeiros. Desta vez, vai dar certo. A festa Então, chama! está marcada para esta sexta-feira (18), no Distrital.

“Há três anos, tivemos essa ideia e vendemos 2 mil ingressos. Faltando meia hora para começar, o Mercado das Borboletas foi embargado.

Virou questão de honra fazermos essa festa”, afirma Matheus Rocha, vocalista do Chama o Síndico.

As bandas dos dois blocos estarão juntas no Distrital. “Sempre trocamos muitas informações e ideias. Somos blocos com ideias e tamanhos parecidos", diz ele. Cada grupo fará apresentação em separado, mas haverá participações especiais recíprocas durante as performances. No repertório, muito suingue em homenagem a Jorge Ben Jor e Tim Maia.

Regente do Então, Brilha!, o multi-instrumentista e arranjador Di Souza destaca o caráter especial desta sexta. “Os dois blocos celebram o amadurecimento.
Caminhamos lado a lado desde sempre. Crescemos juntos, um se estruturou com base na experiência do outro”, lembra. Os vocalistas do Brilha – Rubens Aredes e Michelle Andreazzi – cantarão com o Síndico, enquanto Matheus Rocha e José Mauro, do Síndico, vão se somar ao "bloco irmão".

EMPODERADAS Mulheres ritmistas que participam do carnaval de BH conquistam cada vez mais espaço nas baterias. Prova disso é o projeto Sororidade sonora, promovido por dois grupos femininos, nesta sexta-feira (18), no Núcleo de Estudo de Cultura Popular (Necup). A bateria Imperatriz Mineira, a fanfarra Sagrada Profana e a DJ Lóes conduzirão a noite.

Formada em 2014, a Imperatriz se apresentou no último carnaval com todos os instrumentos tocados por elas: caixa, surdo, repique, tamborim e chocalho. Este ano, Bárbara Guimarães assumiu a direção da bateria – antes a cargo de Rafael Leite, idealizador do projeto. “Rafael percebeu que havia um grande número de mulheres tocando muito bem e fazendo a diferença”, conta.

Bárbara reforça que a festa enaltece o poder feminino.
"Preconceito existe em todos os espaços, infelizmente. Com este nosso movimento, a música não vai deixar espaço pro machismo. Assumimos o lugar que merecemos”, afirma. "Tem gente que diz que tocamos como os homens. Não é verdade. Tocamos como mulheres”, ressalta. O repertório vai homenagear Dona Ivone Lara, Clementina de Jesus, Elza Soares, Lecy Brandão, Clara Nunes, Elis Regina, Ludmilla e Anitta.

A Sagrada Profana estreou no pré-carnaval de 2017. “Em 2018, fizemos o nosso segundo cortejo como o propósito de dar voz e vez às mulheres, principalmente em áreas de predominância masculina”, diz a produtora Ana Cecília Assis. Proposta da regente Nara Torres, a fanfarra levou às ruas 70 mulheres divididas entre sopros, percussão e acrobacias circenses. O repertório vai de Chiquinha Gonzaga a Anitta.
“Tocamos músicas que empoderam”, conclui Ana.

ENTÃO, CHAMA!
Nesta sexta-feira (18), às 20h. Distrital. Rua Opala, s/nº, Cruzeiro. Ingressos a partir de R$ 15 (1º lote), disponíveis no site Sympla. Informações: (31) 3284-0709.

SORORIDADE SONORA
Nesta sexta-feira (18), às 22h. Necup. Avenida Nossa Senhora de Fátima, 3.312, Prado. R$ 15 (1º lote) e R$ 20 (2º lote). Ingressos à venda no site Sympla..