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Anitta repudia criminalização do funk: 'Não mexe com quem tá quieto'

Cantora usou redes sociais para criticar proposta pública com 22 mil assinaturas

Agência Estado
Anitta responde à proposta de lei que quer criminalizar funk. - Foto: Twitter/Reprodução
A cantora Anitta utilizou o Twitter para expressar indignação em relação à proposta, enviada ao Senado Federal, que visa criminalizar o funk no Brasil.

Há pouco mais de duas semanas, o empresário paulista Marcelo Alonso, autor da ideia, encaminhou à CDH (Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa) 20 mil assinaturas favoráveis ao projeto. No texto, ele diz que ''os chamados bailes de 'pancadões' são somente um recrutamento organizado nas redes sociais por e para atender criminosos, estupradores e pedófilos a prática de crime contra a criança e o menor adolescentes ao uso, venda e consumo de álcool e drogas, agenciamento, orgia e exploração sexual, estupro e sexo grupal entre crianças e adolescente, pornografia, pedofilia, arruaça, sequestro, roubo e etc''.
 
 
Em seu perfil, Anitta foi enfática ao criticar o argumento. ''Tá tudo ok com o Brasil já? Achei que tivesse coisa mais séria para se preocupar do que com um ritmo musical que muda a vida de milhares. O funk gera trabalho, gera renda pra tanta gente. Uma visitinha nas áreas menos nobres do nosso país e vocês descobririam isso rápido'', publicou a funkeira.

Anitta ainda aproveitou o espaço para ironizar. ''Traduzirão as músicas de outros idiomas para proibir as que não têm mensagens que agradam aos cultos ou é só uma discriminação direcionada?'' E também mandou recado: ''Não mexe com quem tá quieto. Ou melhor, não mexe com quem tá se virando pra ganhar a vida honestamente diante de tanta desigualdade''. 
 
 
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