Musica

Kendrick Lamar aponta luta diária contra racismo no álbum 'To pimp a butterfly'

Vazado na internet uma semana antes do lançamento oficial, disco de inéditas traz vocais de Tupac Shakur em homenagem póstuma à luta do rapper

Fernanda Machado AFP

Em seu mais recente disco, vazado antes de seu lançamento oficial no dia 23 de março, o rapper americano Kendrick Lamar expressa sua introspecção e reflexão sobre a luta antirracista, acompanhado de um convidado póstumo: Tupac Shakur. O rapper de 27 anos, que lança o álbum após 3 anos, reflete em 'To pimp a butterfly' sobre o racismo e os "dois pesos, duas medidas" que os negros nos Estados Unidos precisam enfrentar diariamente.


"Quando você tem 30 anos, é como se arrancassem o coração e a alma do homem - de um homem negro - neste país", revelou o ex-rei do rap Tupac Shakur, em 1994. Estas palavras ressurgem neste trabalho de Lamar, como um diálogo com o falecido rapper, que morreu violentamente em 1996 depois de ser baleado várias vezes em uma avenida de Las Vegas.

'To Pimp a Butterfly' conserva o ritmo funk próprio de um rapper que busca alusões históricas mais profundas. Incomum para este tipo de álbum, inclui passagens faladas sem música.