Só de analisar os set lists das vezes anteriores dá para afirmar muita coisa sobre a noite de hoje, quando da estreia da turnê Out there!. McCartney vai reunir 55 mil fãs no Mineirão, o maior público de um evento do gênero em Belo Horizonte. Sete canções são certas, todas estiveram presentes nas turnês anteriores. E obedecem à divisão que ele prega em seu repertório: quatro são dos Beatles e três do Wings, a banda que montou com sua ex-mulher, Linda McCartney, na década de 1970. Em entrevista exibida no Fantástico, no domingo, ele falou que não dá para tocar sem incluir 'Hey Jude' e 'Let it be'. O espaço que os Beatles tomaram no decorrer dos anos foi só crescendo: nas primeiras vezes que veio ao país, a banda ocupava metade do repertório; nas mais recentes, dois terços.
Gato mais do que escaldado, revelou pouquíssimo sobre a turnê que, até 14 de agosto, tem outras 24 datas. Depois do Brasil, incluindo Goiânia na segunda-feira e Fortaleza na quinta, ambas com ingressos ainda disponíveis, o beatle toca basicamente nos Estados Unidos e Canadá. Abre uma brecha na agenda para, no final de junho, se apresentar em Varsóvia, Verona e Viena. Os shows serão pouco depois de ele completar 71 anos (18 de junho). E, seguindo o que vem fazendo nos últimos anos, toca em lugares onde nunca esteve (a Polônia é um deles).
Ou seja, depois de Belo Horizonte, será muito mais fácil ter um olhar mais acurado a respeito de Out there!. Até as 21h30 de hoje, quando McCartney vai subir no novo palco (uma novidade para os fãs que o viram em anos anteriores; móvel, conta inclusive com elevador) com Paul, Wix, Wickens (teclados), Brian Ray (baixo e guitarra), Rusty Anderson (guitarra) e Abe Laboriel Jr. (bateria), tudo está na base na suposição.
Algumas com uma boa base, como 'My valentine', canção de seu álbum mais recente, Kisses on the bottom (2012). Foi composta para sua nova mulher, Nancy Shevell, e ele já falou que é a música do novo álbum que mais gosta de tocar. A canção, que ganhou clipe com Natalie Portman e Johnny Depp, entrou no repertório dos três shows que ele fez em 2012 no Brasil. A partir do levantamento abaixo, dá para fazer apostas, já que, desde que estreou no país, McCartney apresentou 81 músicas distintas. Se escolher canções diferentes das já apresentadas, melhor para o público.
Para fazer história
Para fazer história
Com uma dúzia de shows já realizados no Brasil, beatlemaníaco que é beatlemaníaco já viu Paul McCartney mais de uma vez. Aqueles que têm idade para tal assistiram inclusive à estreia, em abril de 1990, no Maracanã. Jeová Guimarães foi um deles – esteve nas duas apresentações cariocas, e em outras três que McCartney fez no país desde então. Hoje, vai ver pela sexta vez o ídolo, que acompanha há 49 anos. “Tinha 9 quando meu pai comprou um compacto importado com 'She loves you' e 'I wanna hold your hand'. A partir dali, virou mania. Comprei e tentei colecionar tudo que consegui”, admite.
Comparando o cantor e compositor de 23 anos atrás, Guimarães diz que a única diferença é que ele está mais velho. “As coisas são mais profissionais, o show tem efeitos visuais mais bonitos. Muita gente gosta de falar que a banda de 1990 é melhor. Acho que a de agora é mais moderna. Paul não tem o mesmo pique de antes, tem uns vacilos, o que não compromete em nada o show, pois consegue atingir as notas de antes.” Guimarães não aposta em grandes mudanças no repertório: “O último disco ('Kisses on the bottom', de 2012) é de jazz, então as músicas não têm a ver com o astral do show.”
Se for para escolher uma que não faça parte do repertório usual, Guimarães escolhe 'Every night', do solo McCartney (1970), nunca vista por aqui. Amigo de outro beatlemaníaco conhecido de BH, Alexandre Salum, criou com ele a máxima: “A única coisa na vida que não tem contraindicação e prazo de validade é música dos Beatles”. Salum, que apresentou por muitos anos o Beatles Clube, programa de rádio dedicado à banda, já esteve na Beatle Week de Liverpool por cinco edições e também vai ver McCartney pela sexta vez.
“Gostaria de ouvir 'For no one', que ele tocou na turnê de 2002, nos EUA. Quem sabe 'Maybe I’m amazed' (executada três vezes no país) ou 'She’s living home', que tocou na Rússia, em 1997? Nunca vi ao vivo 'Oh! darling', mas ele não conseguiria hoje, por causa da extensão vocal. Foi gravada com aquela voz de Little Richard.” Com a experiência que tem, Salum tem consciência de que essas vontades dificilmente serão satisfeitas em cena. “A cada temporada ele muda 10% o repertório, três ou quatro músicas diferentes em cada turnê. E o Paul segue uma regra que os Stones também têm. Não muda uma vírgula do arranjo original. Porque quem está lá no show quer ouvir as músicas como estão nos discos e há 40 anos na sua cabeça.”
Já Daniel Neto faz parte do grupo de fãs que, a partir de 2010, quando ele passou a vir todos os anos ao Brasil, vai ver um show de McCartney. O deste sábado será o terceiro. “A expectativa é maior porque este vai ser o primeiro da turnê. Nos outros, eu já sabia mais ou menos como seria”, diz ele, que gostaria de ouvir 'Penny Lane' ou 'Michelle' (ambas executadas somente duas vezes no Brasil). Alexandre Carvalho só viu McCartney no Morumbi, três anos atrás. “Provavelmente, ele não vai tocar, mas gostaria de ouvir 'Figure of eight', que apresentou na primeira vez que veio ao Brasil. Mas o pessoal diz que está meio fora de moda para o som que faz hoje.”
Álvaro Gentil, três shows de McCartney no currículo, não tem ilusão. Assim como Carvalho, gostaria de ouvir canções do álbum 'Flowers in the dirt' (1989). “A probabilidade é zero, pois não têm muito apelo comercial.” Ana Gallo, que só viu McCartney uma vez, prefere não inventar moda. “Espero muito pelas músicas da carreira solo, mas os clássicos dos Beatles têm que estar. Se ele não tocar 'Live and let die' não é Paul McCartney.” Por fim, Marcelo Thomé, que desde as 6h está no Mineirão para conseguir um bom lugar para o show, espera que a diferença em relação aos outros quatro shows a que assistiu venha na cenografia. Na música, ele queria que McCartney repetisse o medley Venus and Mars/Rock show/Jet, que o emocionou na abertura do show de Porto Alegre, em 2010. “E falaram que o palco vai ter um elevador. Nunca o vi fazendo isso.” Nem ele, nem ninguém. Pelo menos até esta noite. (Colaborou Carolina Braga)
Tietagem também no mundo virtual
As ciclovias de Belo Horizonte nunca estiveram tão movimentadas quanto ontem, graças ao microblog Twitter. “Paul de bicicleta agora. Ahhhhh!”, publicou em sua conta na rede social a dentista Natália Bomtempo, de 28 anos. A simples menção ao fato fez a tuiteira Larissa (@whomadewho) vestir o moleton e sair à procura do ex-beatle. Houve quem sonhasse cumprimentar Paul de raspão ou ter tempo de cantar um ob-la-di-ob-la-da na passagem.
Não seria a primeira vez em que o astro daria voltas de bike pela cidade onde se apresenta. Em São Paulo, há dois anos, o músico de Liverpool foi flagrado no bairro do Itaim Bibi, pedalando com a mulher. Segundo o biógrafo Barry Miles, amigo de Paul há décadas, ele faz questão de tentar criar o máximo possível de normalidade a seu redor. “Mesmo no auge da beatlemania, andava pelas ruas de Londres e muitas vezes era visto no ônibus ou no metrô, apesar de ter motorista particular.”
O boato surgido na internet, porém, não se confirmou. Natália explicou a situação: “Eu o vi testando a bicicleta dentro do hotel. Ele ajustou a altura do banco e ficou andando em círculos, mas os seguranças acabaram me tirando de perto”, conta a jovem, que investiu três diárias no hotel para ficar mais perto do músico inglês, com um gasto estimado de R$ 1 mil. “Pena que fecharam os dois últimos andares do hotel. Só a equipe dele pode passar”, conta a dentista, que publicou fotos no Instagram abraçada a Abe (Laboriel Jr.), o baterista peso pesado de Paul.
A chegada de Paul McCartney a BH foi o assunto mais falado ontem na cidade, na vida real e virtual. Na internet, sobraram emoticons com carinhas sorridentes, pontos de exclamação e letras maiúsculas para resumir a emoção de receber a visita de um beatle em carne e osso, pela primeira vez. “Paul veio visitar bhte uai!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!”, exclamou Edna Souza, em bom “mineirês”, no Portal Uai. Já a internauta Iana Cruz chegou a sentir uma energia diferente no dia, atribuída à chegada do astro à cidade: “Essa coisa mais linda já chegou a BH, gente! Falei que o dia tava com a energia diferente, eu sabia! =)”.
Duas gerações e um só ídolo
Dois grupos de fãs e um objetivo: Paul McCartney. Enquanto um aguardava o tão esperado show no hotel que ainda receberia o ídolo, no Bairro Palmares, Nordeste de BH, outro montou acampamento na entrada do Mineirão. Míriam, Virgínia, Cristina e Márcia estão de plantão desde quinta-feira no saguão do Hotel Ouro Minas à espera do beatle. As reservas delas foram feitas há um mês e meio, antes mesmo da confirmação de que o cantor ficaria hospedado ali. Mas a aposta dessas três paulistas e uma carioca, que se tornaram amigas de tanto acompanhar os shows dele no Brasil, foi acertada.
A alguns quilômetros dali, outra turma, de uma geração bem mais jovem e que não se importa em revelar a idade, também aguarda ansiosa pelo grande momento. Daniel, de 18, Gustavo, de 19, Cecília, de 21, Isabelle, de 22, Guilherme, de 28 (foto), e outros 10 jovens estão acampados desde segunda-feira na entrada principal do Mineirão. A única que vai ficar de fora da festa é Paulinha, cadela que desde segunda-feira trocou as ruas pela companhia dos jovens, com casa garantida para depois do show. O grupo usa os banheiros da UFMG, que fica ao lado, e todos se sentem seguros em passar a noite no local. Além dos seguranças do estádio, que estão sempre por perto, tem a Paulinha, que vira uma fera quando se trata de defender seus mais novos amigos.
Tietagem também no mundo virtual
As ciclovias de Belo Horizonte nunca estiveram tão movimentadas quanto ontem, graças ao microblog Twitter. “Paul de bicicleta agora. Ahhhhh!”, publicou em sua conta na rede social a dentista Natália Bomtempo, de 28 anos. A simples menção ao fato fez a tuiteira Larissa (@whomadewho) vestir o moleton e sair à procura do ex-beatle. Houve quem sonhasse cumprimentar Paul de raspão ou ter tempo de cantar um ob-la-di-ob-la-da na passagem.
Não seria a primeira vez em que o astro daria voltas de bike pela cidade onde se apresenta. Em São Paulo, há dois anos, o músico de Liverpool foi flagrado no bairro do Itaim Bibi, pedalando com a mulher. Segundo o biógrafo Barry Miles, amigo de Paul há décadas, ele faz questão de tentar criar o máximo possível de normalidade a seu redor. “Mesmo no auge da beatlemania, andava pelas ruas de Londres e muitas vezes era visto no ônibus ou no metrô, apesar de ter motorista particular.”
O boato surgido na internet, porém, não se confirmou. Natália explicou a situação: “Eu o vi testando a bicicleta dentro do hotel. Ele ajustou a altura do banco e ficou andando em círculos, mas os seguranças acabaram me tirando de perto”, conta a jovem, que investiu três diárias no hotel para ficar mais perto do músico inglês, com um gasto estimado de R$ 1 mil. “Pena que fecharam os dois últimos andares do hotel. Só a equipe dele pode passar”, conta a dentista, que publicou fotos no Instagram abraçada a Abe (Laboriel Jr.), o baterista peso pesado de Paul.
A chegada de Paul McCartney a BH foi o assunto mais falado ontem na cidade, na vida real e virtual. Na internet, sobraram emoticons com carinhas sorridentes, pontos de exclamação e letras maiúsculas para resumir a emoção de receber a visita de um beatle em carne e osso, pela primeira vez. “Paul veio visitar bhte uai!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!”, exclamou Edna Souza, em bom “mineirês”, no Portal Uai. Já a internauta Iana Cruz chegou a sentir uma energia diferente no dia, atribuída à chegada do astro à cidade: “Essa coisa mais linda já chegou a BH, gente! Falei que o dia tava com a energia diferente, eu sabia! =)”.
Duas gerações e um só ídolo
Dois grupos de fãs e um objetivo: Paul McCartney. Enquanto um aguardava o tão esperado show no hotel que ainda receberia o ídolo, no Bairro Palmares, Nordeste de BH, outro montou acampamento na entrada do Mineirão. Míriam, Virgínia, Cristina e Márcia estão de plantão desde quinta-feira no saguão do Hotel Ouro Minas à espera do beatle. As reservas delas foram feitas há um mês e meio, antes mesmo da confirmação de que o cantor ficaria hospedado ali. Mas a aposta dessas três paulistas e uma carioca, que se tornaram amigas de tanto acompanhar os shows dele no Brasil, foi acertada.
A alguns quilômetros dali, outra turma, de uma geração bem mais jovem e que não se importa em revelar a idade, também aguarda ansiosa pelo grande momento. Daniel, de 18, Gustavo, de 19, Cecília, de 21, Isabelle, de 22, Guilherme, de 28 (foto), e outros 10 jovens estão acampados desde segunda-feira na entrada principal do Mineirão. A única que vai ficar de fora da festa é Paulinha, cadela que desde segunda-feira trocou as ruas pela companhia dos jovens, com casa garantida para depois do show. O grupo usa os banheiros da UFMG, que fica ao lado, e todos se sentem seguros em passar a noite no local. Além dos seguranças do estádio, que estão sempre por perto, tem a Paulinha, que vira uma fera quando se trata de defender seus mais novos amigos.
Para evitar problemas e correria de última hora, não custa dar uma conferida nas dicas dos realizadores do megashow. São pequenos detalhes que garantem maior conforto e segurança para assistir ao show que começa às 21h30. Os portões do Mineirão serão abertos quatro horas antes, portanto, às 17h30. Informações: (31) 3264-2423 e no site Plan Music.
» Banheiros
. Pista Premium –
70 banheiros químicos
. Pista – 110 banheiros químicos e banheiros do estádio no acesso deste setor
. Cadeiras inferiores – 12 conjuntos de banheiros no anel inferior
. Cadeiras superiores – 24 conjuntos de banheiros no anel superior
» Bares
. Haverá venda de cerveja.
. Pista – seis bares
. Pista premium – seis bares
. Outros setores – 25 bares no anel do estádio e apoio de ambulantes
» Câmeras
. Não será permitido o acesso portando câmeras fotográficas ou filmadoras profissionais.
. Classificação etária: 16 anos
A entrada de menores de 16 anos será permitida se comprovadamente acompanhado dos pais e/ou responsáveis legais. Essa determinação está sujeita a alteração nos termos do alvará
a ser expedido pelo juiz de Direito
da Vara da Infância, da Juventude
e do Idoso.
» Comida
. Permitida a entrada de lanche apenas para consumo próprio, em pequenas quantidades ou
porções. Não são permitidas garrafas ou squeezes, nem grandes potes ou caixas.
. Não será permitida a entrada de alimentos destinados ao comércio ou objetos que representem riscos à segurança, tais como garrafas, latas, capacetes, animais, armas de fogo ou outros objetos que possam ser considerados perigosos, aceitando submeter-se a inspeções, revistas corporais e remoção de objetos
não autorizados.
» Estacionamento
O Minaspark abre os estacionamentos do Mineirão às 14h e os tíquetes custam R$ 50. Informações: (31) 3499-4300.
» Guarda-volumes
. Atenção, não haverá guarda-volumes no Mineirão.
» Portões de acesso
.Pista Premium – Portão G2 – Av. Cel. Oscar Pascoal
. Camarotes – Portão ao lado Museu do Futebol – Av. Cel. Oscar Pascoal
. Pista – Portão C – Setor Sul – esquina de Av. Pres. Carlos
Luz (Catalão) com Av. Cel.
Oscar Paschoal
. Cadeira superior amarela – Portão C – Setor Sul – esquina de Av. Pres. Carlos Luz (Catalão) com Av. Cel. Oscar Paschoal
. Cadeira inferior amarela – Portão C – Setor Sul – esquina de Av. Pres. Carlos Luz (Catalão) com Av. Cel. Oscar Paschoal
. Cadeira superior roxa – Portão A /B – Setor Norte – Av. Antônio
Abrahão Caram
. Cadeira inferior roxa – Portão B – Setor Norte – Av. Antônio
Abrahão Caram
. Cadeira superior vermelha – Portão E – Setor Norte – Av. Antônio Abrahão Caram
. Cadeira inferior vermelha – Portão D – Setor Norte – Av. Antônio Abrahão Caram
. Acesso para PNE (áreas especiais) – utilizar portões conforme indicado no seu ingresso.
. Deficientes físicos – Acesso
apenas pelo setor roxo, cadeira inferior. Confira indicação marcada no bilhete.
» Ponto de informação
e achados e perdidos
Haverá uma equipe de
orientadores de públicos em
diversos pontos do estádio. Todos os objetos encontrados serão encaminhados à produção.
» Segurança
.Dentro do estádio – 700 seguranças
. Na área externa, presença dos efetivos da Polícia Militar, Cavalaria, Batalhão de Choque, Polícia Civil e Guarda Civil Metropolitana.
» Serviço médico
. Oito postos médicos e oito ambulâncias de plantão.
» Transporte
A organização do evento pede que o público use o sistema de transporte público para ir ao show
. Linhas de ônibus: 64; 67; 503; 504; 2004.
. Ponto de táxis: dois pontos nas avenidas Cel. Oscar Paschoal e Pres. Carlos Luz (Catalão) esquina de Av. Antonio Abraão Caram.
. Executivos – tíquetes esgotados desde a manhã de quinta-feira.