Lesão fez ex-jogador Elder Henrique deixar o futebol e apostar na arte

05/11/2020 15:18

Após jogar profissionalmente e disputar os campeonatos paulista e mineiro, o atleta ingressou no universo artístico, se tornou tatuador e hoje é referência no Brasil

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Uma lesão no tornozelo, que se tornou crônica, tirou o ex-jogador de futebol Elder Henrique de Moraes Pereira dos campos aos 22 anos. Foi a arte que o ajudou a superar o fim do sonho de se tornar um grande atleta e jogar em times europeus.

A carreira de tatuador o fez perceber que seria possível alcançar o sucesso de outras formas. Com muito trabalho e dedicação, seu estúdio de tatuagem é hoje referência em Minas Gerais e no restante do país, sendo procurado, inclusive, por atletas que desejam conhecer o seu talento e sua arte.

A carreira de Elder no futebol começou aos 17 anos. O mineiro, natural de Varginha (MG), buscava uma oportunidade quando foi aprovado em um teste promovido pelo Santos. No clube teve a oportunidade de ingressar na equipe Sub 17 e treinar ao lado de grandes atletas, como Robinho e Diego. Em 2001 se mudou para Águas de Lindóia, no interior de São Paulo, onde se profissionalizou e disputou a série A3 do Campeonato Paulista.

Nesse período sofreu a primeira lesão no tornozelo e precisou ficar longe dos gramados. "Na época eu voltei para Varginha. Quando me recuperei, joguei em um time de futebol amador da minha cidade e, em seguida, defendi o Caldense, o time de Poços de Caldas que disputava o Campeonato Mineiro", contou o ex-jogador, que voltou a sentir dores e precisou e afastar novamente.

Foi nesse momento que Elder começou a olhar com mais atenção para o universo das artes. Ele já gostava de desenhar e, ao ver alguns artistas de rua, sua vontade de participar desse processo criativo aflorou de vez. "Encontrei no desenho o refúgio que precisava para conseguir passar aquele tempo longe dos gramados. O desenho se tornou um aliado. Comecei a vê-lo como uma possibilidade de carreira mesmo" explicou.

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Inicialmente o ex-jogador aprendeu a técnica da spraygrafia. Em seguida começou a personalizar motos e capacetes. Em 2012, a tatuagem entrou na sua vida a partir da indicação de alguns amigos. "Eles me diziam que eu me sairia bem como tatuador. Inicialmente, eu achava que não era a minha praia, mas depois passei a ver com outros olhos, fiz um curso em São Paulo, conheci o trabalho de grandes artistas do Brasil e do mundo e me encantei pela arte da tatuagem", pontuou.

Ao ingressar nesse mercado, o ex-jogador prometeu para si mesmo que faria a diferença, que não seria só mais um tatuador e que lutaria para isso. "Comecei com tatuagens pequenas até engrenar. Com muito trabalho, hoje tenho meu estúdio, que é referência no Sul de Minas, e atendo pessoas do Brasil inteiro. A tatuagem me levou, inclusive, para a Europa, onde eu também apresentei minha arte", acrescentou.

O próximo passo na carreira de Elder será tatuar em um estúdio de São Paulo. "Trabalhar em uma cidade como São Paulo será mais uma grande experiência. Vou ter a possiblidade de seguir com o meu plano de tatuar jogadores de futebol, me manter conectado com o esporte e crescer ainda mais dentro desse mercado".

O trabalho do artista mineiro pode ser conferido em sua página no Instagram (@elderhpereira), onde reúne mais de 160 mil seguidores, e também pelo site www.elderarts.com.br.

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