Escritas pela própria atriz, que também integra o time de roteiristas do SNL, as piadas foram criticadas por personalidades de destaque na militância pela igualdade racial nos EUA, como a jornalista Jamilla Lemieux, editora do portal Ebony.com. "Essa Leslie Jones é um constrangimento em pessoa", declarou a jornalista pelo Twitter. "Leslie Jones não é uma escrava. Ela escolheu desenvolver e interpretar essa esquete e, por essa razão, deveria se envergonhar", complementou Lemieux em um editorial publicado no site que comanda.
As críticas chegaram rápido ao alcance da humorista, que usou o perfil na rede de 140 caracteres para esclarecer seu ponto de vista. "Me entristece que pessoas negras reclamem sobre as coisas mais estúpidas. Eu sou uma comediante, é meu trabalho pegar as coisas e torná-las engraçadas para fazê-los pensar. Especialmente as coisas dolorosas", desabafou Leslie no Twitter.
"Por que estão todos tão revoltados? Essa piada foi escrita a partir da dor de perceber, certa noite, que homens negros realmente não se interessam por mim, e o motivo de eu estar solteira", prosseguiu a autora. "Nos tempos da escravidão eu sempre teria um homem, por causa da reprodução. Se alguém ficou ofendido, deveriam ser as pessoas brancas, já que trata-se de algo que eles fizeram", argumentou a comediante.
"Só porque a piada partiu de uma mulher negra e forte, que não tem medo de ser real, vocês estão tão bravos", observou. "Vocês não vão me deter e eu voltarei com ainda mais força", enfatizou Jones em sua declaração oficial sobre a polêmica. A NBC, emissora que transmite o 'SNL' há 39 anos, não se manifestou a respeito da última edição do programa ou sobre as declarações de Leslie.