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Mônica Iozzi, do CQC, fala sobre trabalho em Brasília

"Não é uma coisa tranquila entrar naquele ambiente tão machista", afirma

Simone de Castro

Mônica Iozzi, do CQC, solta o verbo em encontro com o ator e apresentador Antônio Abujamra - Foto: Jair Magri/Divulgação 

Assumindo-se uma atriz – ela é formada em artes cênicas – que interpreta uma repórter no programa CQC, da Bandeirantes, a paulista (de Ribeirão Preto) Mônica Iozzi, que cobre o Congresso Nacional, em Brasília, revelou em entrevista ao ator Antônio Abujamra, no Provocações, que ficar na capital federal, mesmo com o propósito humorístico, é complicado. “Eu vou lá pra Brasília falar com deputados, senadores, sobre escândalo de corrupção, falta de interesse na vida do povo... Não é uma coisa tranquila entrar naquele ambiente tão machista.” Segundo ela, o trabalho exige preparo e cuidado. “Geralmente, você tem que disfarçar para entrevistar alguém que você odeia, até para conseguir essa entrevista”, diz ela, que faz uma ressalva: “Com Collor eu não consigo nem disfarçar”. Mônica também comenta o assédio masculino: “Lá tem muito homem. Então, qualquer mulher que aparece já chama a atenção”. Enquanto alguns deputados são muito receptivos, outros saem correndo. “Mas agora, depois de dois anos, acho que eles entenderam que é melhor parar, falar, ser irônico, do que sair correndo ou falar alguma bobagem”, afirma. O Provocações vai ao ar nesta terça-feira, às 23h, na Cultura (TV paga).