Receita de sucesso para Batata rösti

Prato tem que ser sequinho, crocante e saboroso

por Eduardo Tristão Girão 12/10/2012 07:00

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Pedro Motta/Esp. EM/D.A Press
No variado cardápio, a proprietária Flávia Fernandes sugere a batata rösti com carne seca (foto: Pedro Motta/Esp. EM/D.A Press)
Vira e mexe aparece alguém disposto a emplacar a batata rösti em Belo Horizonte. Receita que envolve certo melindre, requer uma série de processos em torno da batata, que geralmente é cozida, ralada, moldada e frita. E bom senso na quantidade de recheio para que chegue à mesa seca, crocante e com boa aparência. Algumas casa especializadas nela fecharam as portas (como o Fuxiquim, no Santo Antônio), enquanto outras seguem com esse prato suíço no cardápio (como o Barracão, no Pompeia), sendo a mais recente no Sion, chamada A Tal Batata.

 

Inaugurada há um ano, recentemente a pequenina loja de apenas quatro mesas passou a abrir também para almoço aos sábados e domingos, sem deixar de atender aos pedidos de delivery. À frente dela está a turismóloga paulistana Flávia Fernandes, que teve a consultoria do marido, o chef belo-horizontino Leonardo Rocha, que conheceu quando morava na Espanha. Casados, vieram morar na capital mineira e fizeram milagre ao reformar o diminuto imóvel para disputar fregueses na concorrida Rua Pium-I, no Sion. São apenas 14 lugares.

 

Ela confessa ter pensado numa pizzaria, mas desistiu temendo “bater de frente com gente grande”. Ambos já conheciam a batata rösti de outros estados e, na base da tentativa, chegaram à receita considerada ideal. Usam apenas batata da variedade marquês, pois manteve boa cor e ficou crocante ao final da receita. A batata é cozida e mantida na geladeira até o momento do preparo, quando é ralada, recheada e moldada numa pequena omeleteira com um fio de óleo. Frita de ambos os lados, a batata fica crocante nas bordas e macia no centro.

Estrogonofe “Nossa proposta é diferente da de outras casas da cidade que trabalham com essa batata, porque a nossa funciona como refeição. Ela pesa entre 300 e 350g e vem sempre acompanhada por salada”, explica Flávia. Os sabores (16, no total) vão de trivialidades como frango com requejão (R$ 14,50), quatro queijos (R$ 16,90) e marguerita (R$ 12,90) a recheios mais incrementados, a exemplo dos de cogumelos frescos com vinho tinto e parmesão (R$ 20,50) e de camarões flambados com conhaque e cream cheese (R$ 21,90). Curiosos podem experimentar o de estrogonofe (R$ 19,90).

 

Além da batata rösti, o cardápio lista bruschettas (cerca de R$ 14, porção com seis), saladas (em torno de R$ 17, cada), beirutes frios ou quentes (cada um por cerca de R$ 17) e, para sobremesa, tortas (R$ 9). Cervejas estão disponíveis apenas em long neck (Heineken ou Bohemia, R$ 4) e há sempre pequena oferta de vinhos em meia garrafa e garrafa inteira a partir de R$ 24 e R$ 37, respectivamente. Todos os fregueses ganham amendoim ao chegar e balas ao sair.

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