BH ganha 'bistroteco'

Obardô, no Bairro Santa Tereza, tem perfil moderno, cardápio compacto e trilha de DJ

por Eduardo Tristão Girão 09/03/2012 07:00

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Pedro Motta/Esp. EM/D. A Press
O antigo armazém de 1933 foi reformado com o cuidado de preservar características originais (foto: Pedro Motta/Esp. EM/D. A Press)
 
O bairro de Santa Tereza pode estar próximo de assistir a um movimento de renovação no perfil de seus bares e restaurantes. Ainda formada essencialmente por redutos mais tradicionais (Bolão, Bar do Orlando, Parada do Cardoso etc.), a região lentamente recebe casas de perfil mais moderno, como o Odeon e, mais recentemente, o Obardô, inaugurado bem próximo dali, num imóvel antigo, com cardápio compacto (petiscos e pratos) e trilha de DJ – conjunto que foge do trivial das imediações.

“Procurávamos por pontos em outros bairros também, mas gostamos da ideia de fazer um bar mais transado em Santa Tereza. O espaço se encaixa muito bem no conceito de revitalização da região, com casas novas e até mesmo com os blocos de carnaval”, avalia o DJ Leo Mille, que comanda o Obardô com o sócio Cristiano Barros. A casa, classificada por eles como “bistroteco”, tem como especialidade os petiscos, mas serve também alguns pratos e até um menu de três etapas.

O trabalho na ambientação é notável. O imóvel, um armazém antigo de 1933, foi reformado de maneira a deixar preservados o piso de ladrilho preto e branco e a parede de tijolos. Com pé direito alto, acomoda 60 pessoas, incluindo banquetas de frente para o balcão. Destaque para a antiga geladeira amarela, herança da família de Cristiano. O nome é derivação das palavras bardo e bar e o bicho híbrido da logomarca (carpa com porco e anta), criação do publicitário Gustavo Leite.

Molho O chef Beto Haddad, amigo dos proprietários, atuou como consultor gastronômico quando o cardápio começou a ser desenvolvido e ele foi finalizado com outro chef, Ricardo Caput, que hoje é o responsável pela execução dos pratos. Formado no Senac, tem experiência em restaurantes da Inglaterra e Nova Zelândia (onde morou nos últimos três anos), além de cozinhas de cruzeiros.

Ricardo tem particular interesse pelos molhos e, por isso, prepara todos os que são servidos na casa. Para as iscas, por exemplo, serve um para cada: filé ao molho verde (azeite com limão, tomate e ervas; R$ 28), frango ao molho de espinafre (R$ 16) e pernil de porco ao molho de ameixa (R$ 18). Já a porção de bolinhas de frango com camarão é guarnecida com molho de abacaxi agridoce (R$ 18).

O cardápio também conta com vários pastéis, incluindo os tradicionais fritos e os orientais cozidos no vapor (dim sum e gyoza) – os preços ficam entre R$ 10 e R$ 12 (porção de seis unidades). Há ainda bruschettas, entradas frias, sanduíches e pratos individuais. O menu individual desta semana é composto por caponata com pão sírio; linguado com tagliatelle caseiro na manteiga de ervas; e morangos ao balsâmico com creme de queijo (R$ 45). Sobremesas mudam semanalmente.

Na área de bebidas, o forte são as cervejas: a carta conta com 30 rótulos nacionais e internacionais, mas tem foco nas mineiras Áustria, Backer e Falke Bier. Os preços começam em R$ 4,90 (long neck). A carta de vinhos ainda não está pronta, mas já há espumantes na casa.
 
Obardô
Rua Mármore, 313, Santa Tereza, (31) 3654-1933. Aberto de terça a sábado, das 19h à 0h30.


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