Kebab em três versões

Churrasquinho grego chega a Belo Horizonte e pode ser servido em dois tipos de pães ou sem pão

por Eduardo Tristão Girão 06/05/2011 07:00
Pedro David/Esp. EM/D. A Press
Kebab de cordeiro, kafta e gyros de frango da Lanchonete Gyros, aberta no Bairro São Pedro (foto: Pedro David/Esp. EM/D. A Press)

Prato de origem turca (os gregos reclamam disso sempre) e hoje disseminado por boa parte do mundo em forma de sanduíche, o kebab custou, mas chegou a Belo Horizonte. Muito popular na Europa, é pedida certa dos que querem algo rápido e econômico: pão folha enrolado com salada, molho (geralmente de iogurte) e carne (boi, frango ou cordeiro) fatiada na hora num espeto giratório – é chamado o döner kebab. Dificílimo de achar por aqui (até então era só no Falafel, na Savassi), ele agora ocupa o lugar de destaque na Gyros, lanchonete aberta semana passada no São Pedro.

Gyros é a forma como os gregos chamam o prato. Além de grandes apreciadores, são seu maior difusor no Brasil, onde é conhecido como churrasco grego. Na nova casa, ele é servido em três versões: no pão folha (bem fino, enrolado), no pão pita (mais espesso, aberto como uma carteira para receber o recheio) ou sem pão, como se fosse uma opção de salada com carne – montada a gosto do freguês. Boi, frango e cordeiro são fatiados e dispostos em camadas, cada um num espeto giratório e fatiado na hora em que o freguês faz o pedido. Os preços vão de R$ 11,90 a R$ 18,90, dependendo da carne e do pão escolhido – há sempre uma opção do dia, a R$ 8,90.

Vegetarianos também têm vez no local, uma vez que a carne pode ser substituída por finas fatias de abobrinha na chapa. O pão pita é um dos destaques da casa, e foi desenvolvido pelo padeiro Fernando Beber, responsável pelo produção local, que é diária. Os molhos que são adicionados ao sanduíche também são todos preparados no local, como o de iogurte com hortelã, da mesma forma que as bases de alho (com purê de batata) e homus (pasta de grão de bico com tahine e limão). Há, ainda, cafta no espeto e opção de sanduíche doce, feito com chocolate e frutas frescas e em calda.

Cada carne tem seu próprio tempero. A de boi (picanha com miolo de alcatra) leva páprica picante e pimenta-do-reino. Já a de frango (peito e sobrecoxa) é marcada pelo curry, enquanto a de cordeiro (pernil) é caracterizada pelo cominho e hortelã. Elas recebem, respectivamente, manteiga, creme de leite e azeite para garantir suculência e melhor penetração dos condimentos entre as camadas. Uma vez assada, a carne é praticamente “descascada” em pedaços pequenos e finos com um cortador elétrico, o que facilita a vida de quem opta por comer o sanduíche pela rua. Ou seja, nada de brigar para rasgar carne com os dentes.

Expansão Mal abriu a loja, Thomas Fink, um dos proprietários, anuncia outras três unidades: uma na Savassi, outra na Avenida Bandeirantes (Mangabeiras) e a quarta em Inhotim. Além disso, uma outra deverá ser aberta num shopping paulistano até o meio do ano e há possibilidade de que a franquia chegue aos Estados Unidos. “A aceitabilidade em Belo Horizonte era uma incógnita para nós, apesar de muita gente nos ter dito que conhecia e gostava de kebab”, confessa ele.

Uma das estratégias que traçou para fisgar o público da cidade foi a diminuição do volume de carne por espeto, cujo peso costuma ficar entre 25kg e 30kg. Lá, não passa de 8kg. “Isso não nos permite competitividade em termos de preço, mas assegura aos olhos do cliente que a carne está sempre fresca”, explica ele. A máquina onde as peças de carne são assadas foi desenvolvida especialmente para a empresa: a temperatura de cada resistência por ser controlada separadamente, aperfeiçoando o assamento.

Gyros
Rua Major Lopes, 117, São Pedro, (31) 2516-1345. Aberto de segunda a sábado, das 11h às 2h.

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