Aposta no gosto do mineiro pelo chá

Empório Cândi, no Serena Mall, em Nova Lima, oferece infusões especiais

por Eduardo Tristão Girão 18/03/2011 07:00
Pedro David/Esp. EM/D. A Press
Para adoçar o chá, pequeninos bastões de madeira com pedrinhas de açúcar, batizados de cândi (foto: Pedro David/Esp. EM/D. A Press)
A cultura do chá como bebida para se ter prazer (e não algo meramente terapêutico) dá sinais de que iniciará fase de crescimento em Belo Horizonte. Nada que se compare ao que hoje ocorre com o café (pelo menos por enquanto), mas é preciso reconhecer que, pouco a pouco, a oferta de produtos e casas especializadas na cidade vem aumentando. Uma das provas mais recentes é a inauguração do Empório Cândi, bela loja instalada no Shopping Serena Mall, em Nova Lima.

Os chás, disponíveis em 40 variedades de cerca de 10 países, são o produto principal da casa, mas é o coadjuvante dele que ameaça tomar lugar de destaque: pequeninos bastões de madeira com pedrinhas de açúcar aglutinadas numa das extremidades, batizados de cândi. Gira-se um deles numa xícara de chá e, em segundos, a bebida está adoçada de maneira delicada e charmosa. No exterior ele é bem difundido, conhecido como rock candy ou rock sugar e, no Brasil, são poucos os que o preparam.

Izabela Garcia, proprietária da nova casa, é uma delas. Ela não revela detalhes da fabricação do produto, mas esclarece que o processo leva 15 dias e que a matéria-prima é o açúcar de cana, em textura intermediária entre os tipos refinado e cristal. Depois de visitar produtores estrangeiros e estudar a respeito, desenvolveu técnica própria para driblar os altos custos que teria se optasse pelo maquinário original. O cândi é feito com açúcar comum ou demerara e em dois comprimentos (para xícara ou caneca).

“Embora a turma que gosta mesmo de café não adoce bebida, a turma do chá aceita melhor o açúcar”, acredita Izabela. Na visão dela, o chá está “chegando forte” no Brasil e o seu consumo representa para o freguês um “momento a ser curtido”, o que, avalia, não pode ser dito em relação ao café. A aposta dela é alta, direcionada a quem quer mesmo conhecer mais sobre o universo do chá: água, só mineral; sachês, só os feitos com fibras naturais, sem tratamento com cloro; e controle preciso do tempo de infusão.

Torre
“Tenho de ser bem rígida com esse tempo, principalmente em relação aos chás que pedem apenas um minuto e meio de infusão. O chá verde, por exemplo, é assim. Depois desse tempo, muito tanino é liberado e a bebida fica amarga demais. Nem todo mundo sabe prepará-lo, por isso muita gente é resistente a ele”, explica. Só de chá verde são seis variedades disponíveis. Seus principais fornecedores são as empresas alemãs Wollenhaupt e Tee Gschwendner, além de produtores nacionais.

Entre os campeões de venda estão o noite árabe (chás preto e verde), o cranberry e o tiramisù (café, caramelo, chocolate e rooibo, tipo de arbusto africano) – qualquer xícara de chá na casa sai por R$ 6,50. Para acompanhá-los, Izabela comanda, na loja, produção própria de tortas doces e salgadas (R$ 6, fatia), folhados salgados (R$ 2), croissant com geleia (R$ 2), cupcakes (R$ 2,70), macarons (R$ 2,50), bolos (R$ 4) e brigadeiros (R$ 2,50). Os biscoitos amanteigados são da fábrica belo-horizontina Degryse (R$ 8,80, 100g).

Há ainda café expresso (Madame D’Orvilliers, do cerrado mineiro, a R$ 2,70; e Nespresso a R$ 4,80; ambos em xícara), chás gelados, coquetéis com chá e vinhos (da importadora Gusto). Com antecedência de 24h, é possível encomendar torre de três andares com vários produtos da loja (chá, suco, torta, bolo etc.) para serem degustados em grupo de até 12 pessoas (R$ 40, por pessoa). A propósito, tudo o que está no cardápio pode ser consumido na loja ou levado para casa (na hora ou mediante encomenda).

Empório Cândi
Rodovia MG 30, 8.625, 1º andar, Shopping Serena Mall, Vale do Sereno, Nova Lima. (31) 3581-8481. Aberto de segunda a sexta, das 11h às 20h.

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