Aberto ao acaso por Luciano Souza, o Bar Imperial caiu no gosto do público

por Eduardo Tristão Girão 11/03/2011 07:00
Fotos: Pedro David /Esp. EM/D. A Press
Sanduíche mex-burger e espaguete combo ao sugo, opções do cardápio do Imperial (foto: Fotos: Pedro David /Esp. EM/D. A Press )
 
Com bares e restaurantes surgindo sem parar em Belo Horizonte, é curioso observar o abre e fecha de casas e tentar imaginar quais são as leis que regem o sucesso do negócio. Em alguns casos, não há grandes motivos e, mesmo assim, freguês saindo pelo ladrão. Hoje, parece não haver melhor exemplo disso que o do bar Imperial, na Savassi. O imóvel foi alugado em agosto passado para servir de depósito para a boate Velvet (do mesmo proprietário, Luciano Souza), que fica em frente, e virou uma das casas mais concorridas da região. É tanta gente que a partir desta semana ela ganha um anexo e passa a abrir para almoço.

“Quando abri a Velvet, em 2008, essa loja estava alugada. Abriram lá o Itália Kono e depois passaram o ponto. Como a Velvet é pequena, precisava de espaço para meu estoque e o aluguei. Como imóvel com esse uso só dá prejuízo, pensei no bar. Abri sem pretensão nenhuma. Dando para pagar as despesas, para mim estava ótimo, mas acabou ‘pegando’. Meu único inimigo é a chuva”, afirma Luciano. Para se ter ideia, o ambiente interno comporta apenas 16 pessoas e todas noites 35 mesas são espalhadas pela calçada. Os freezers para bebidas passaram de dois para sete.

Com a reforma recém-concluída, o Imperial ganhou um anexo: o imóvel quase ao lado, onde funcionava a lanchonete Kero Kero, separado da matriz do bar por um salão de beleza. Mais amplo que o primeiro, comporta 52 pessoas do aldo de dentro em mesas com tampo de mármore claro. A identidade visual é bem semelhante, com uma parede vermelha e a outra preenchida com ladrilhos azuis e pretos. A cozinha foi transferida para a sobreloja do novo espaço, aumentando a área de estoque utilizada pelo bar e pela boate.

No cardápio, a principal novidade é a feijoada, servida no almoço de sábado. O cardápio permanece o mesmo, pelo menos por enquanto: oito porções tradicionais (fritas, frango a passarinho, provolone empanado, bolinho de bacalhau, mandioca com linguiça etc; , 10 sanduíches  e duas opções de macarrão na chapa . Destaque para mex-burger, criado pelo chef Henrique Ferrari, que leva hambúrguer de picanha apimentado, queijo prato, Dorito’s quebrados, vinagrete e guacamole . O almoço consiste em pratos individuais no estilo PF .


PÚBLICO “Estamos investindo no Imperial porque vimos que deu certo. Quando foi aberto, o bar era meio incompleto, agora é que estamos cuidando de decoração. Demos uma cara mais rock a casa, com pôsteres e placas na parede. O bar tem cara própria, caminha sozinho”, diz Luciano. Em relação ao público das duas casas, ele diz que, por causa do bar, o público da Velvet passou a entrar na boate mais tarde e que optou por não ter drinques no Imperial por causa das 80 variedades presentes no cardápio da “concorrente” - no entanto, criou promoções lá para tentar adiantar a chegada da freguesia.

O fato de o bar funcionar quase todos os dias e até a alta madrugada permite que sejam observadas várias mudanças de público no mesmo lugar, prova de que a freguesia é mesmo grande. “De terça a quinta o público do br é mais desvinculado do da boate. Cerveja long neck vendo mais do meio para o fim da noite, para o pessoal que quer beber em pé ou levar para casa. O público se renova muito durante a noite. Os primeiros a chegar aqui são os que saem direto do trabalho. Às 22h começa o aquecimento para entrar na boate e depois das 2h chegam os que estavam em outros lugares, além de donos de bares e restaurantes, garçons e DJs”, analisa. 
 
Imperial
Rua Sergipe, 1.508, Savassi. (31) 3284-4097. Aberto segunda, das 11h às 15h; terça a sexta, das 11h às 15h e das 19h às 5h; sábado, das 12h às 5h; domingo, das 18h às 4h.  

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