Lanikai traz para BH toques da multiétnica culinária do Havaí

por Eduardo Tristão Girão 17/12/2010 07:00
Pedro David/Esp.EM/D.A Press
O Lanikai foi batizado com o nome de uma famosa praia do Havaí (foto: Pedro David/Esp.EM/D.A Press)

Verdadeira encruzilhada cultural no meio do Oceano Pacífico, o arquipélago do Havaí serve de inspiração para um dos mais novos bares da cidade, o Lanikai, batizado com o nome de uma famosa praia local. Além de pôsteres e máscaras nas paredes, há cardápio recheado com opções inspiradas na multiétnica culinária local (contribuíram asiáticos, norte-americanos e portugueses, entre outros), drinques típicos, colares de flores para usar, noites com dança hula (sexta e sábado) e seleção musical que vai das levadas lentas com a velha guitarra havaiana ao reggae havaiano atual.

A casa se declara um “tiki bar”, que tem como tema a cultura polinésia – a palavra tiki se refere às grandes figuras em madeira e pedra que esses povos entalham. Bares do gênero foram concebidos nos Estados Unidos na primeira metade do século passado e, a partir daí, começaram a se alastrar pelo mundo. No Brasil, incluindo o representante belo-horizontino, são apenas três até agora. A forma que a maioria deles assume, é claro, deriva de uma idealização da realidade. Sem falar no quão amplo (ou vago) é o termo Polínésia.

No entanto, uma rápida passada de olhos pela decoração e pelo cardápio da nova casa não deixa dúvida de que o foco está no Havaí. O motivo: o proprietário, Renato Rossetti, morou lá recentemente, onde concluiu o curso de negócios internacionais. Na época, o contato com gente de toda parte do mundo despertou nele sensibilidade para apreciar culturas diferentes. Somado a isso o fato de que estava nos seus planos ter um bar ou restaurante na capital mineira, iniciou busca por imóvel: Lourdes foi cotado, mas ele optou pelo Sion. A casa escolhida, de uso anterior residencial, demandou um ano de reforma e burocracias.

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VOVÔ

Neto dos fundadores da Doce Docê (da lendária coxinha), ele voltou ao Havaí ano passado para comprar as máscaras, pôsteres e outras peças que decoram a casa (tudo está à venda), mas foi com profissionais daqui que buscou orientação para conceber o cardápio, no caso, Leonardo Paixão (Taste-Vin) e Aline Paiva (Chez Aline). Desenvolveram as receitas não só dos petiscos, pratos e sobremesas, mas também dos pães, molhos e hambúrgueres.

Entre as entradas estão três pratos à base de peixe, todos típicos havaianos: salmão com tomate, cebola, gengibre e ciboulette temperado com limão na hora (R$ 18), atum marinado no molho de soja com cebola roxa, pimenta calabresa e cebolinha verde (R$ 20) e atum malpassado em crosta de macadâmia (o Havaí é produtor dessa noz) com pimenta, gergelim, molho de soja e chantilly de wasabi (R$ 24). Já a receita dos camarões empanados em coco fresco (R$ 36), um dos petiscos da casa, é do avô, Levindo.

Aquário Cervejas custam R$ 3,90 (chope) e R$ 4,50 (long neck). O barman Artur Rasuck é o responsável pelo preparo dos drinques. O que mais chama a atenção é o da fish bowl (R$ 30), servido num aquário para que seis pessoas partilhem, com canudinhos, um litro da mistura de rum, gim, vodca, curaçao blue e refrigerante de limão.

Outros destaques são o mai tai (runs branco e ouro, licores de amêndoa e de laranja, sucos de laranja e de abacaxi e xarope de romã; R$ 12) e o Hawaiian deluxe (R$ 15), que leva licores de laranja e de romã, runs escuro e de coco, suco de abacaxi, creme de coco, suco de limão e, por sugestão de Artur, chantilly de rum de coco e cereja por cima, servido como milkshake.

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LANIKAI
Rua Pium-í, 772, Sion. (31) 3227-2907. De quinta a sábado cobra-se entrada de R$ 8 (feminino) e R$ 16 (masculino) ou R$ 30 (revertidos em consumo; para ambos os sexos). Aberto terça, quarta e sábado, das 19h à 0h; quinta e sexta, das 19h à 1h; domingo, das 14h às 22h.

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