Jiló - Um fruto versátil

por Eduardo Tristão Girão 09/04/2010 07:00
Pedro Motta/Esp. EM/D. A Press
O bar Temático, de Bené, retorna ao festival com o prato frevo mineiro (foto: Pedro Motta/Esp. EM/D. A Press)
O jiló surge frito, acebolado, em vinagrete, como lasanha, em pasta, empanado, gratinado, em farofa, como carpaccio, recheado, em conserva, assado e até mesmo como ingrediente da massa de pão, caso do tradicional Café Palhares, que ano passado conquistou o prêmio de melhor petisco. Agora a aposta do bar é no prosa de Minas: língua ao molho com purê de ervilha e bacon, acompanhada por fatias de pão francês e pão de jiló.
Eduardo ressalta que a ideia do jiló não surgiu do nada e que comprou quilos dele para testar em receitas antes de tomar a decisão. “Vi que é possível fazer muitas coisas com ele, é um fruto muito versátil”, diz. Todos tiveram liberdade para criar receita, mas ele confessa ficar de olho no que os bares fazem: “Quando vejo que está demais, dou um toque, mas nunca mudando a proposta, e sim ajudando dentro do que o próprio dono do bar fez. O Comida di Buteco chega até a porta do bar, dali para frente não é mais com a gente”, garante. Participante desde a segunda edição, o bar Temático, em Santa Tereza, comemora o retorno ao evento depois de ficar de fora da edição anterior. “Ano passado nos entusiasmamos e abrimos uma filial. Faltou atendimento mais qualificado. Achei que ia dar conta, mas não dei. Estou feliz demais da conta. No mais, foi ótimo, pois a maioria dos bares fica três, quatro anos de fora”, observa Bené, um dos proprietários da casa.
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Alcyone, do Estação Gerais, estreia com o petisco joia de jiló (foto: Pedro Motta/Esp. EM/D. A Press)
Ele aprendeu a lição direitinho e agora em vez de seis, terá 10 garçons no salão. Já na cozinha, serão oito funcionários – dois a mais em relação ao ano passado. A aposta deste ano se chama frevo mineiro, mistura de baião de dois com mexidão que homenageia as origens dele (pernambucana) e do sócio, o mineiro Zelder Navarro. O jiló é servido em forma de purê e com torresmo por cima, “para chamar a atenção.” Por cima, uma bandeirinha de frevo, que o freguês pode levar para casa.
E quem é novato já parece chegar avisado. Os proprietários Alcyone e Magda Vaccari não apenas comemoram a entrada do Estação Gerais no festival, mas se prepararam para receber a costumeira avalanche de fregueses durante o evento. “Fizemos reforma no bar, aumentamos o número de freezers e contratamos mais garçons e cozinheiras”, conta ele. O petisco que o representa se chama joia de jiló e é composto por paleta suína e coxão mole, ambos preparados como carne de lata e servidos com cebola, alho e chips de jiló. NA REDE Uma das novidades deste ano é o incremento no portal do Comida di Buteco. O internauta pode navegar pelo histórico do evento, pela lista dos bares que já participaram e ver fotos. Também poderá ter página pessoal no site, se interligar a rede sociais, receber notícias SMS (canal pago) duas vezes por semana durante o evento e usar ferramenta para descobrir qual bar está mais próximo de casa digitando o Código de Endereçamento Postal (CEP).

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