Buritiquim reabre as portas a partir de terça

Receitas típicas do interior são o carro-chefe do bar

por Eduardo Tristão Girão 01/01/2010 07:00
Pedro Motta/Esp. EM./D.A Press
Arroz de pequi com carne de sol, um dos destaques do cardápio do Buritiquim (foto: Pedro Motta/Esp. EM./D.A Press)
Prestes a completar seu primeiro ano de funcionamento como bar, o Buritiquim, inaugurado há cinco anos como restaurante self service no Santo Antônio, segue apostando em receitas típicas do interior de Minas e combinações com ingredientes da terra para criar tira-gostos e pratos para a noite. No comando está o jovem casal belo-horizontino Mariana Maia e Eduardo de Salles – ela é turismóloga e ele está envolvido com a casa desde sua primeira versão. “Sempre amei cozinhar e fui a cozinheira da turma”, lembra ela. Daí veio a ideia de abrir a casa à noite, como bar, para servir comida mais elaborada que a oferecida no almoço do dia a dia. Pediu demissão da Fundação Dom Cabral, onde era coordenadora de cursos de MBA e, com a cara e a coragem, assumiu a empreitada com Eduardo. A mãe, Maria Efigênia Fernandes Roberto, ajudou na decoração e o cardápio foi elaborado com a ajuda do pai, Paulo Maia, e de amigos. A propósito, um dos petiscos de destaque deve sua existência a Paulo. Trata-se da “coisinha do papai” (R$ 13,20): escondidinho de abobrinha com bacalhau, inspirado no que ele comia na fazenda onde cresceu, em São Brás do Suaçuí, na região mineira de Campos das Vertentes. Era um prato simples, à base de arroz, feijão, angu, abobrinha e bacalhau, registro de uma época em que ter à mesa carnes salgadas, como a do peixe, não era questão de opção, mas necessidade. Afinal, não havia geladeira. Há outro escondidinho no cardápio, o de carne de sol com muçarela (R$ 8,90), que completa a seção de pratos quentes com feijão tropeiro (servido numa panelinha de pedra; R$ 9,70, individual) e mexido (servido numa marmita; R$ 6,30). Além disso, aos sábados é oferecida feijoada (R$ 23,90/kg) e, nas noites de terça, arroz de pequi com carne de sol (R$ 8,50) e arroz de pequi com frango (R$ 7,50). Vários ingredientes são trazidos do sítio do pai de Mariana, em Lagoa Santa: além de couve, quiabo, mandioca e pequi, lá se planta milho e são moídos os grãos para o fubá. Parece, mas não é Entre os petiscos, a esmagadora maioria é de receitas minimamente associadas a Minas, como linguiça com mandioca (aqui com porção de couve rasgada ao alho; R$ 15,80); torresmo de barriga frito (R$ 8,30); lombo com abacaxi (R$ 18,90); lambari frito (R$ 11,50); fígado com farofa de jiló, bacon e cebola (R$ 12,50); moela (R$ 11,80); carne de panela (R$ 14,70); queijo canastra de São Roque com tomate cereja e manjericão (R$ 12,50); e costelinha de porco ao molho de mostarda e mel (R$ 20,50). Ainda entre os tira-gostos, chamam a atenção duas pedidas: o bolinho de mandioca (R$ 13,90) e o frango com quiabo (R$ 15,50). O primeiro não tem recheio: é simplesmente temperado com alho, sal e cebolinha. “É assim de propósito, para ficar bem rústico”, explica Mariana. Já o segundo, lembra a famosa receita mineira, mas foi pensado como petisco, pois é constituído por peito de frango, quiabo salteado e polenta frita. “No princípio, as pessoas estranham, mas depois ficam pedindo quiabo com outra coisas”, revela. E Mariana promete para breve mais um petisco inspirado nos sabores mineiros: o canapé de jiló frito com creme de queijo canastra e toque de geleia de jabuticaba. Quer mais opções? Confira o Guia de Bares e Restaurantes do Divirta-se BURITIQUIM Rua Lavras, 415, São Pedro. (31) 3284-9763. O bar será reaberto na terça-feira e vai funcionar de terça a sexta-feira, das 18h à 0h; sábado, das 12h à 0h.

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