La Milonga leva as famosas parrillas para o Anchieta

por Eduardo Tristão Girão 23/10/2009 07:00
Pedro Motta/Esp.EM/D.A Press
Bife de chorizo: tradição da culinária sul-americana presente no cardápio do Bar La Milonga (foto: Pedro Motta/Esp.EM/D.A Press)
De poucos anos para cá, as parrillas vêm conquistando número cada vez maior de apreciadores em Belo Horizonte. A chegada da típica grelha dos argentinos e uruguaios à cidade provavelmente ocorreu com a inauguração da Parrilla do Mercado, em 1997. Para se ter uma ideia da aceitação, basta verificar que nos últimos três anos foram abertas quatro casas do gênero na capital mineira. Longe de parecer esgotada, a fórmula agora deu origem a um tipo de estabelecimento que, apesar de popular nos países vizinhos, até então era inédito por aqui: o bar-parrilla, representado pelo La Milonga, recém-inaugurado no Anchieta.

Por trás do negócio está um veterano: o empresário Marco Malzone, atualmente à frente dos restaurantes The Art from Mars e Fabbrica Spaghetteria, da pizzaria Tavola (ele deixou a sociedade da 68 La Pizzeria) e do bar Vinicius (vem aí a segunda unidade, no Bairro Cidade Nova). O ponto que escolheu é um velho conhecido seu, na esquina das ruas Pium-í e Francisco Deslandes, onde ele havia montado o bar Geral e a primeira versão do Vinicius. Há “caveira de burro” lá? “O Geral foi feito só para a Copa de 2006. Já o Vinicius, não dava para ter dois na mesma rua”, responde ele.

Malzone revela que vai parar de abrir casas para se dedicar à consolidação das que já mantém. No caso do La Milonga, o primeiro passo, claro, foi definir o conceito. “A ideia era servir carne, mas não da forma tradicional. Na Argentina e no Uruguai, a parrilla é mais comum em bares que em restaurantes. Servimos tudo fatiado, para compartilhar”, conta. O ambiente assinado pelo arquiteto Cristiano Sá Motta foi preenchido com antiguidades (seria referência à feira de San Telmo, em Buenos Aires?) e ganha alma com trilha sonora baseada no tango, na milonga e seus derivados.

Para garantir resultado semelhante ao dos hermanos, trouxe para a casa dois uruguaios, o maître Marcel Firing e o parrillero José Recobo. “Não teria parrilla se não tivesse uma equipe como essa. Eles fazem tudo com muita facilidade, pois já estão acostumados. O chivito, sanduíche típico deles, por exemplo, eu nem conhecia. Todos os uruguaios com quem conversei me disseram para colocá-lo no cardápio”, afirma. À venda por R$ 15, o chivito leva filé mignon, bacon, provolone, alface e tomate no pão francês.

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COMPENSAÇÕES

O que falta de opção, em termos de cerveja e vinho, sobra em se tratando de drinques, coquetéis e doses diversas. Um dos motivos da proporção é o espaço reduzido do imóvel (sem sobreloja ou depósito), que inviabiliza manutenção de área de estoque convencional. O chope sai a R$ 4 e os drinques a R$ 13, em média. A casa trabalha com um rótulo de vinho uruguaio (tinto, branco e rosê) diferente a cada mês, sempre a R$ 50 (garrafa). Também serve sangria de cerveja (R$ 45), vinho tinto (R$ 50), vinho branco (R$ 50) e espumante (R$ 70) – jarra de um litro.

Entradas e acompanhamentos compõem a seção mais numerosa do cardápio, com opções como morcilla (R$ 10), provoleta com orégano (R$ 13), pimentão recheado com carne moída e ervas (R$ 13; apesar de ser tipicamente platina, a receita é da mãe de Malzone) e batata com queijo roquefort (R$ 12). Entre as carnes estão os bifes de chorizo (R$ 31), parrillero (R$ 33) e ancho (R$ 35), picanha (R$ 32), prime rib (R$ 37), costeleta de cordeiro (R$ 41) e lombo suíno recheado com maçã verde, ameixa e cenoura (R$ 26) – há algumas opções de carne em meia porção. Nos fins de semana, serve paleta de cordeiro (R$ 25, para três ou quatro pessoas).

LA MILONGA
Rua Francisco Deslandes, 10, Anchieta, (31) 3282-2715. Aberto de terça a sexta, das 18h à 0h; sábado, das 12h à 0h; domingo, das 12h às 20h.

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