Projeto Doce investe no chocolate nacional

Marca usa embalagens do Jequitinhonha e faz bombons personalizados

17/07/2009 07:00
Pedro David/EM/D.A Press
Rafael Coscarelli, da Projeto Doce, usa embalagens de fibra de coco e de cerâmica do Jequitinhonha (foto: Pedro David/EM/D.A Press)
Enquanto muitas casas em Belo Horizonte apostam nos chocolates importados, a Projeto Doce, de Adriana Carvalho de Menezes, que já teve seu front na Savassi e hoje está instalada no Bairro Caiçara, investe no produto 100% nacional. A decisão de instalar fábrica e showroom na Rua Magnólia deveu-se, como conta Rafael Coscarelli, gerente de vendas, ao fato de eles terem “público formado na região”, além das facilidades de estacionamento e da tranquilidade do lugar.

Da mesma forma que as outras casas especializadas no ramo, a Projeto Doce vê as vendas crescerem na estação fria do ano, percentagem que pode passar da casa dos 30%. Rafael Coscarelli também confirma o modismo que está colocando o chocolate amargo no topo das preferências. “O meio-amargo tem mais cacau na massa, é mais duro, menos gorduroso, tudo isso, além de torná-lo mais saboroso, o transforma em alimento benéfico para a saúde, menos calórico”, explica.

Grande diferencial do Projeto Doce está nos “temperos” utilizados para preparar os recheios dos chocolates mineiros. “Usamos aceto balsâmico, alecrim, mel, gengibre, papoula e castanha”, conta Rafael. A proposta da casa, ele diz, “é sair da mesmice.” Por isso, optaram por “fazer algo diferenciado, já que todo mundo trabalha com recheios comuns”, revela, contando que os bombons são vendidos a partir de R$ 2.

MINEIRICE

Não são apenas os recheios exóticos que tornam o trabalho da Projeto Doce um caso à parte. Eles decidiram valorizar a cultura do Vale do Jequitinhonha e usam cerâmicas da região mineira para fazer suas embalagens de presente. “Trazemos as peças para embalar os bombons, fica original e valoriza a arte de Minas”, afirma Rafael Coscarelli, acrescentando que eles costumam usar também embalagens feitas com fibra de coco, que dão ares bem brasileiros aos produtos.

Outra aposta da Projeto Doce é produzir chocolates personalizados. A casa tem atendido a grandes empresas que encomendam as guloseimas com suas logomarcas aplicadas nos bombons. “Fica bem bacana e tem sido uma novidade na cidade, que está atraindo clientes de porte como alguns shopping centers e indústrias. A ideia é presentear clientes com chocolates que carregam a marca da sua empresa”, explica Rafael Coscarelli, satisfeito com os resultados.

Pedro David/EM/D.A Press
Bombons de rosas, de sementes de papoula, caramelo balsâmico, amêndoas e damasco com amêndoa (foto: Pedro David/EM/D.A Press)


ONDE COMER

Degryse

Rua Orenoco, 130, Carmo-Sion, (31) 3227-4202.

Lalka
Fábrica, Av. do Contorno, 1.875, Floresta, (31) 3273-4856
Loja da Av. Getúlio Vargas, 1.599, Savassi, (31) 3227-5050.

Le Chocolat
Rua Padre Odorico, 128, loja 7, São Pedro, (31) 3227-3787
Estão abertas as inscrições para curso-degustação com Inês Chaves.

Projeto Doce
Rua Magnólia 151, Caiçara, (31) 3411-7479.

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